<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252</id><updated>2011-04-21T22:26:08.213+01:00</updated><category term='outras cenas porcas que trazem leitores'/><category term='nude sex porn'/><category term='xxx spears'/><category term='nude scarlett johansson'/><title type='text'>Ah ok</title><subtitle type='html'>O sítio onde me beijas
-aqui, no ombro esquerdo
ainda não dói
beija-me outra vez</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>173</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-2408009302829619654</id><published>2007-09-08T19:26:00.000+01:00</published><updated>2007-09-08T19:33:36.885+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='nude scarlett johansson'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='xxx spears'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='nude sex porn'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='outras cenas porcas que trazem leitores'/><title type='text'>Sonho nº 765</title><content type='html'>Perto da porta vidrada de um centro comercial, conseguia ver a claridade lá fora. As árvores movendo-se com o vento. Pareciam tão apetecíveis agora, depois de uma hora a ver montras de lojas com amigos. Nunca fui grande fã de cá dentro, apetecia-me sempre ir lá para fora. E sentado num banco, a ver o lá fora, as pessoas a passarem, apetecia-me mesmo. Não sabia onde os meus amigos estavam&lt;br /&gt;(dentro de lojas, espalhados pelo centro comercial)&lt;br /&gt;Mas esperava. E observava as pessoas lá fora e observei-te a ti, com uma pessoa que um dia conhecia&lt;br /&gt;(não a conheci contigo)&lt;br /&gt;E tu observaste-me e ficaste feliz. Eu fiquei espantado. Não tinhas estado particularmente feliz das ultimas vezes que me tinhas vestido. Não triste, apenas não feliz.&lt;br /&gt;-Tu aqui!&lt;br /&gt;Ou algo do género, uma exclamação e um sorriso. Levantei-me, passei a porta e tu vieste falar comigo, mas perto muito perto&lt;br /&gt;-Tive tantas saudades tuas, queria falar contigo mas tenho estado fora.&lt;br /&gt;Disseste-o e perto tão perto. Os nossos lábios roçaram mas só o superior&lt;br /&gt;(ou o inferior, não me lembro bem)&lt;br /&gt;E depois ficaram lá, juntos. Quase como um beijo mas casual. Eu deixei-me estar. Mas não sabia o que me espantava mais, o roçar dos lábios ou a tua felicidade. Acho que foi o que disseste depois&lt;br /&gt;-Vais-te embora não é? Viajar? Vem jantar comigo hoje para falarmos.&lt;br /&gt;Isso espantou-me e fez-me tão feliz. Não percebia o teu súbito entusiasmo com a minha pessoa. Mas não me preocupei.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-2408009302829619654?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/2408009302829619654/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=2408009302829619654' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/2408009302829619654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/2408009302829619654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2007/09/sonho-n-765.html' title='Sonho nº 765'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-483178595452007354</id><published>2007-03-28T15:04:00.000+01:00</published><updated>2007-03-28T15:06:16.143+01:00</updated><title type='text'>Sonhos</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nos meus sonhos, os dias passam tão estranhamente. Acho que é a minha noção de horas: incertas. Como podemos garantir que o tempo é sempre o mesmo, que o tempo é estanque. Que os relógios são fiáveis. Chegam para chegar a horas a sítios, mas mais nada. Não chegam para os meus sonhos. Não: nesses os relógios não importam. Sobretudo no de ontem. Nunca tinha visto um anoitecer tão lento. Aquela altura em que não é ainda preciso ligar as luzes, mas já se nota uma diferença no claridade do céu. Essa é a minha parte favorita do dia. Não o por do sol, porque o sol põe-se muito longe de mim. Mas o céu fica azul e rosa e um pouco amarelo se soubermos procurar. Era assim que estava no meu sonho, porque é assim que o quero. Nem mais brilhante, nem mais colorido. Assim mesmo.A minha parede era uma parede, e estava lá, mas depois deixou de estar. Ou estava, mas era como se não estivesse. Como se se tivesse tornado um bolha enorme, plana. Que deixa que o meu pequeno aquecedor realmente aqueça e que deixa ver o céu.Estavas ao meu lado também. Acho que eras tu. Não sei bem. Mas parecias-me tão pouco estranha quanto a parede de bolha. Agora pareces muito mais. Sorrias, roçavas o pé esquerdo na perna direita e dizias-Esta é a minha altura favorita do dia.Portanto talvez fosses eu. Talvez não fosses tu. Mas eu não me importei, amava-te na mesma. E roçavas o pé na perna tão bem  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-  eu nunca roçaria o pé na perna tão bem. E ás vezes eu via a parte rosa do céu a reluzir no teu cabelo. Levemente e raramente. De certos ângulos especificos e eu procurava-os. Inclinava-me para trás e para a frente, na minha busca. Quando encontrava, acabava por me desviar. Tu perguntavas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-O que tens.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Eu respondia, honestamente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-Consigo ver o céu rosado no teu cabelo, às vezes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-Sabes que consegues ver o céu rosado no céu, sempre.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-Assim tem mais piada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E tu desviaste o olhar de mim, mudaste-o para a paisagem. Comprimiste os lábios.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-Acabou o céu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E era verdade. Olhei e o céu tinha acabado.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-483178595452007354?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/483178595452007354/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=483178595452007354' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/483178595452007354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/483178595452007354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2007/03/sonhos.html' title='Sonhos'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-7676328284505562626</id><published>2007-03-03T20:01:00.000Z</published><updated>2007-03-03T20:03:36.863Z</updated><title type='text'>É engraçado saber que certas pessoas nunca mudam</title><content type='html'>''C*nts may be running the world but a cock will be controlling the South Bank for one week in June. Jarvis Branson Cocker is honoured, proud and excited to announce that he will be curating this year's Meltdown Festival. Your cultural life is in my hands. I can't wait.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jarvis Cocker, antigo vocalista dos Pulp&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-7676328284505562626?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/7676328284505562626/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=7676328284505562626' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/7676328284505562626'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/7676328284505562626'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2007/03/engraado-saber-que-certas-pessoas-nunca.html' title='É engraçado saber que certas pessoas nunca mudam'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-117149513177553250</id><published>2007-02-14T23:17:00.000Z</published><updated>2007-02-14T23:18:51.790Z</updated><title type='text'>Happy Valentine's day</title><content type='html'>Eu existo imbutido na cama&lt;br /&gt;Com as noções que me trazes a correr-me a cabeça&lt;br /&gt;Lentamente perturbando-me, inquietando-me&lt;br /&gt;Entrando nas remeniscências de outros tempos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me deixas dormir ou talvez sonhe contigo&lt;br /&gt;Mas Sonho uma insónia persistente&lt;br /&gt;Pensante nas memórias, nos teus traços gerais&lt;br /&gt;Ou mais até nas especificidades, nas tuas cores.&lt;br /&gt;nas tuas sombras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consciente no meu estado onirico, penso&lt;br /&gt;Em afastar-te, mais ainda do que já estás&lt;br /&gt;Não consigo porém, pois existo contigo, em nós&lt;br /&gt;Ou mais até nas especificidades, nas tuas cores.&lt;br /&gt;nas tuas sombras&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-117149513177553250?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/117149513177553250/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=117149513177553250' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/117149513177553250'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/117149513177553250'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2007/02/happy-valentines-day.html' title='Happy Valentine&apos;s day'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-116914449323364905</id><published>2007-01-18T18:20:00.000Z</published><updated>2007-01-18T18:21:33.260Z</updated><title type='text'>Eu sou parecido com o tipo dos bright eyes</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.myheritage.com" title="MyHeritage - free pedigree charts" alt="MyHeritage - free pedigree charts" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://www.myheritagefiles.com/H/storage/site1/files/86/93/11/869311_129432ab9bfa54gxmj0x16.JPG" width="302" height="342" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-116914449323364905?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/116914449323364905/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=116914449323364905' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/116914449323364905'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/116914449323364905'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2007/01/eu-sou-parecido-com-o-tipo-dos-bright.html' title='Eu sou parecido com o tipo dos bright eyes'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-116898481731815205</id><published>2007-01-16T20:36:00.000Z</published><updated>2007-01-16T22:00:19.906Z</updated><title type='text'>Mrs Robinson, Jesus ama-te mais do que imaginas</title><content type='html'>Vi o de Graduate a achar que era um Lolita ao contrário, o que se pensarmos bem, tem uma certa lógica. Mas não depois de o ver. Depois de o ver percebo que não têm nada a ver. Se bem que ambos me abanaram todo&lt;br /&gt;(mais o Lolita, mais o do Kubrick)&lt;br /&gt;E eu pensei muito sobre o de Graduate. Conhecia-o muito antes de o ver, sobretudo através das encantadoras músicas dos Simon and Garfunkel.&lt;br /&gt;(Os quais me deram uma certa impressão que a Mrs Robinson era adorável. No fundo, se Jesus a ama tanto, devia ser.)&lt;br /&gt;e o meu pai tinha visto e eu imaginei que o filme devia ter mais ao menos o ritmo da música. Aquele tam tam tam tam com os pratos da bateria. Um Simon and Garfunkel a tocar durante hora e meia.&lt;br /&gt;Bem, é verdade que foram uns Simon and Garfunkel a tocar durante hora e meia.&lt;br /&gt;(desde sound of silence e bridge over trouble water até ao only living boy in New york, que entra também no Garden State. Na parte em que gritam todos, acho eu. E claro, o Mrs Robinson)&lt;br /&gt;Mas fora do ritmo. Nada de errado nisso, muita música boa é desencontrada. Mas não previ aquilo.&lt;br /&gt;Aquilo era um Jim Jarshmuch com um pouco do Surrealismo do David Lynch. Acho eu. Digo eu. Não sei assim tanto, portanto, mais simplesmente: era seco. Mesmo seco. Se não fosse a qualidade das cores diria que era um seco actual. Se não fosse também o primeiro filme do Dustin Hoffman e se a Mrs Robinson ainda vivesse. Vários outros Ses.&lt;br /&gt;Mas bom, ainda não tinha dito. Bom na maneira com Dustin Hoffman parecia encontrar a voz perfeita&lt;br /&gt;(não a dele, julgo)&lt;br /&gt;para interpretar aquele rapaz que se procura das maneiras menos ortodoxas. Mais distanciadas do real.&lt;br /&gt;Mas bom, na maneira com Mike Nichols se fica ali e deixa-se e não me chateou. Às vezes chateia, tudo parado. Mike Nichols não chateia.&lt;br /&gt;Mrs Robinson não é sequer quase tão adorável como pensava. Mas é gira, acho que era isso que Jesus via nela. Quer dizer, só pode.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-116898481731815205?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/116898481731815205/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=116898481731815205' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/116898481731815205'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/116898481731815205'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2007/01/mrs-robinson-jesus-ama-te-mais-do-que.html' title='Mrs Robinson, Jesus ama-te mais do que imaginas'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-116786412801073121</id><published>2007-01-03T22:38:00.000Z</published><updated>2007-01-03T22:42:08.030Z</updated><title type='text'>Assim uma coisa mesmo pirosa para intercalar com a porcalhice anterior</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/2928/1532/1600/80752/Imagem.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/2928/1532/320/591169/Imagem.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-116786412801073121?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/116786412801073121/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=116786412801073121' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/116786412801073121'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/116786412801073121'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2007/01/assim-uma-coisa-mesmo-pirosa-para.html' title='Assim uma coisa mesmo pirosa para intercalar com a porcalhice anterior'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-116731749446375756</id><published>2006-12-28T14:48:00.000Z</published><updated>2006-12-28T14:51:34.493Z</updated><title type='text'>Dawson's Creek (primeira série não censurada)</title><content type='html'>Hoje acordei sozinho na nossa cama e doeste-me. Não estavas lá, no entanto doeste-me.&lt;br /&gt;(exacto, no entanto)&lt;br /&gt;porque eu aguento bem sem ti. Aguentava antes de te conhecer. Milhões de pessoas não te conhecem e aguentam bem sem ti. Mas não naquele quarto. Estiveste lá, um tempo e agora não.&lt;br /&gt;(claro que não)&lt;br /&gt;e a cama está quente do teu lado. Não me atrevi a lavá-la, tirar-lhe o teu cheiro. Porque senti-o dói, mas melhora-me. Não no sentido: "fico um homem melhor contigo". Nem sequer é isso, contigo às vezes sou um cabrão. Fui um cabrão.&lt;br /&gt;(desculpa)&lt;br /&gt;Tornas-me algo. Miséria e felicidade e diversas teses acerca da maneira como alimento os espaços da vida com cenas de filmes. Algo. Então deixo estar o lençol em paz. O batôm que usavas quando me querias muito&lt;br /&gt;(Era da tua irmã, mas ficava-te melhor a ti)&lt;br /&gt;Um chá de tília numa caneca de cerveja. Uma camisola que te estava larga.Agora estás em Paris mas achas que não faz mal. Dizes que é bom para mim e dizes que tens saudades, mas achas que não faz mal. Tens de&lt;br /&gt;-Clear my head&lt;br /&gt;e achas que pronto: não faz mal. Sobrevives, e nós, que remédio, sobrevivemos. É verdade. Mas só porque agentamos a espera. Tu habituaste-te a esperar por mim, para ti é normal. Para mim não. Eu tive-te sempre, porque nunca te quis mais do que era admissível. Do que era possivel. Queria-te apenas para discutir a importância da televisão nas noites frias. Tu querias-me mais e eu não sabia. Devias ter-me dito. Agora também te quero mais e estás em Paris. Achas que não faz mal. Telefonas-me. A pedir-me coisas. Como se as quisesses. Como se tas pudesse dar. Como se pudesse chegar a ti.&lt;br /&gt;-Write me a pleasant song&lt;br /&gt;Joey, vou tentar, querida. Mas é difícil, sabes? Devido a esta melancolia toda. E o quarto, está demasiado claro. Se não me pedisses isso do pleasant, seria mais fácil. Querida Joey, vou tentar. Mas preciso de algo que me atinja, apenas um pouco. Apenas para que te possa conhecer um pouco, para te escrever. Feliz.Tento então ver umas fotografias tuas e entender a tua melancolia e o teu cabelo. Imagens de ti&lt;br /&gt;(algumas de nós)&lt;br /&gt;debaixo da minha mesa. Em cima da minha cama. Tinha-me esquecido de como era, ainda bem que te vim rever. Mas falta o movimento. De olhares para as unhas, nervosa, mas com medo de as estragar com os dentes&lt;br /&gt;-Maybe just one bite.&lt;br /&gt;e eu a acalmar-te. A dizer-te que podias levar o teu tempo. Não te ia apressar. Mas que queria estar ali, perto de ti, Joey. Tão apertados.Vejo isto e desaperto as minhas calças. Não o fazia desde miúdo: masturbar-me. Mas trouxeste-me as fotografias e as memórias de nós dois, nesta cama, dormindo. Vendo filmes do Spielperg. Dantes parecia ser. Quando via aquelas raparigas tão nuas e pensava que não devia. Ainda penso. Mas contigo é diferente. Foste tu que me pediste.&lt;br /&gt;-Write me a pleasant song.&lt;br /&gt;É isso que faço. Não masturbação, mas composição. Ou recomposição.Estou com as calças em baixo, como antes de nós, Joey. Um dia perguntaste-me quando o fazia e eu disse-te&lt;br /&gt;-Every morning with Jery Ryan&lt;br /&gt;e riste-te. Eu também.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-116731749446375756?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/116731749446375756/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=116731749446375756' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/116731749446375756'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/116731749446375756'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/12/dawsons-creek-primeira-srie-no.html' title='Dawson&apos;s Creek (primeira série não censurada)'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-116603490333761544</id><published>2006-12-13T18:33:00.000Z</published><updated>2006-12-13T18:35:03.386Z</updated><title type='text'>Volcano de Damien Rice</title><content type='html'>És demasiado novo para perceberes que não devias estar a fazer isso. Eu sei que és. Mas ainda assim tenho que to dizer-Não devias estar a fazer issoainda te magoas e depois dizes que eu tenho a culpa. Ou, pior: que a culpa é dos dois. Não é. É tua. Desculpa, mas é. Tenho que te avisar já: é tua.&lt;br /&gt;Achas que nós somos tudo. Mas não somos. E olha que ainda te magoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não construas o teu mundo à minha volta. Nem à nossa volta que não merecemos. Porque eu beijo-te a boca e as costas e já está. É suficiente de nós para mim. Portanto tem cuidado e deixa-me avisar-te-O que eu sou para ti não é real e tu não precisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tu dás-me aquilo que pensas que eu quero. Mas eu para ti sou inventada. Não sou eu, sou tu. Nunca me dás o que quero. Ainda assim, dás-me muito. Ou tudo até. Eu só queria mesmo uns beijos e algo que me fizesse sangrar. Queria que fosses tu. Pode ser? Podes-me fazer sangrar?  Doer para depois dares-me um beijo e passar. É isso que me apetecia. É isso que nós somos. Gente que quer ser aquilo que é. Tu assim estragas tudo. A dizeres que somos mais que isso. A não ligar nada quando digo-O que eu sou para ti não é real e tu não precisas.Mas eu vou dando-te o que posso: aquilo que me vai atravessando. Ou então aquilo que eu vou atravessando. Mas isso não é tudo. Muito pelo contrário. São apenas fases que vou encontrando. Coisas que me vão procurando.Isso é importante. Mas não é tudo. Querido, esquece o tudo. Por favor, esquece-o. E já que estás aí, esquece-me a mim também. Não precisas de mim. Podes fazer o que fazes sosinho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-116603490333761544?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/116603490333761544/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=116603490333761544' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/116603490333761544'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/116603490333761544'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/12/volcano-de-damien-rice.html' title='Volcano de Damien Rice'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-116481588666413114</id><published>2006-11-29T15:50:00.000Z</published><updated>2006-11-29T16:02:47.546Z</updated><title type='text'>Imagens de nós</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;Dedicado a Elliot Smith (1969-2003)&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;"I'm in love with the world threw the eyes of a girl that is still around the morning after"&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu pensei em falar sobre ti. Não me sais da cabeça com essa maneira de mel&lt;br /&gt;-Eh pá...&lt;br /&gt;e a levantares as sobrancelhas e a evitar sorrir mas a sorrir. Toda rosada. E isso não me sai da cabeça, mas não é só isso. Tudo aquilo que nos correu. Os dias que importaram.&lt;br /&gt;A minha certeza que os dias que importaram para mim importaram para ti.&lt;br /&gt;Portanto, pensei em falar sobre ti. Ou escrever porque as coisas que se escrevem às vezes não se podem dizer. Uma espécie de segredos porque todos sabemos que o resto do mundo vai achar chato. E ninguém gosta de um chato.&lt;br /&gt;Eu pensei em falar em ti porque não consigo manter-te em mim. Ou talvez manter-nos em mim. Nós somos algo diferente e para as coisas diferentes&lt;br /&gt;(realmente diferentes)&lt;br /&gt;há sempre interessados&lt;br /&gt;-"Sing me something new"&lt;br /&gt;dizes tu e dizem outros. Mas só tu levantas as sobrancelhas quando o dizes. Só tu evitas sorrir e depois sorris.&lt;br /&gt;Às vezes lembro-me de frases, não de momentos completos, mas das tuas frases. Depois as minhas frases e depois as tuas e tornamo-nos uma tese.&lt;br /&gt;-Acho que tu não percebes muito bem quem és.&lt;br /&gt;-E olha que eu até me esforço&lt;br /&gt;e nós continuávamos. Meu deus se continuávamos.&lt;br /&gt;Encontrei-te uma noite numa discoteca, com as luzes intermitentes. A tua cara a mostrar-se entre escuridões. Rosada, meu mel. Eras jovem e eu era jovem. Mas apenas tu dançavas. Deliciosa, a moveres-te.&lt;br /&gt;Nessa altura fomos novos e fomos apenas duas pessoas. Contigo, mel, mas normal. A sentares-te no banco a meu lado&lt;br /&gt;-Um Martini&lt;br /&gt;pedi e tu ali a seres gente.&lt;br /&gt;-"Shaken, not stirred"?&lt;br /&gt;Eu a achar que tu estavas ali e que podia perguntar o teu nome.&lt;br /&gt;-não sou assim tão cool. Pago-te alguma coisa?&lt;br /&gt;-Um Gin tónico.&lt;br /&gt;Podia até convidar-te para vires para minha casa e seríamos apenas pessoas.&lt;br /&gt;-Sabes, acho que se pusesses um fato e um laço serias suficientemente cool.&lt;br /&gt;Nós os dois a ignorarmos que a música estava demasiado alta. A ignorarmos a nossa falta de normalidade. Enfim, a sermos ingénuos sem nos conhecermos.&lt;br /&gt;-O meu nome é Hans Velthoven.&lt;br /&gt;-Certo, daí o cabelo loiro. Eu chamo-me Teresa.&lt;br /&gt;a sermos jovens, apenas jovens, sem sabermos que era o primeiro dia.&lt;br /&gt;-Queres ir a algum sitio onde possamos estar sosinhos?&lt;br /&gt;Agora nem consigo acreditar nos clichês que me escapavam. A minha maneira desajeitada de conseguir um pouco de felicidade.&lt;br /&gt;-Depende do sitio.&lt;br /&gt;-Se esse sítio fosse a minha casa?&lt;br /&gt;Mas é enternecedor, agora&lt;br /&gt;-Não achas cedo demais?&lt;br /&gt;pensar nas coisas tolas que íamos dizendo&lt;br /&gt;-talvez.&lt;br /&gt;porque são memórias tão suaves. Vão deslizando em&lt;br /&gt;-Vamos apenas para a rua.&lt;br /&gt;lentas recordações. Aquela história das frases a surgirem-me umas atrás das outras.&lt;br /&gt;Nós os dois a percorrermos as inclinadas ruas de alcântara. A olhar para ti e a esperar que me pudesses fazer feliz por uma noite. Tu a olhares para mim e a esperar...não sei bem o que esperavas. Mas ias sorrindo. Podia não te perceber&lt;br /&gt;(por completo)&lt;br /&gt;mas ainda assim ia achando-te. Era o primeiro dia e ia achando que aqueles teus sorrisos, meu mel, de quando se vê uma cena romântica. Ou de quando se ouve uma música que nos toca e nos faz tilintar algo. Aqueles sorrisos que são invitáveis de ternura numa mistura de&lt;br /&gt;-uau&lt;br /&gt;e de&lt;br /&gt;-Isso é adorável&lt;br /&gt;e esse foi só o sorriso do primeiro dia. Não eras gente para achar muita coisa adorável. Mas nós, nessa altura, fomos adoráveis. Agora percebo. Naquela vergonha de&lt;br /&gt;-Que música gostas?&lt;br /&gt;(a minha vergonha, não a tua. Tua apenas achavas adorável)&lt;br /&gt;-Eu gosto de Elliot Smith.&lt;br /&gt;-A sério? Eu também.&lt;br /&gt;e agora eu acho que era uma vergonha adorável e umas frases adoráveis. As coisas que se vão aprendendo e eu queria logo que mas contasses. Tu fizeste o melhor que podias.&lt;br /&gt;-Eu gosto de Elliot Smith.&lt;br /&gt;a resumir-te toda numa noção vaga. A tua secura e doçura e a falta dela.&lt;br /&gt;(mais a falta dela que o contrário)&lt;br /&gt; As palavras belas que não são pirosas ou que raramente o são. Muito raramente. Apenas quando não o podem evitar. Apenas naqueles momentos de&lt;br /&gt;-gosto muito de ti.&lt;br /&gt;e nós mesmo assim íamos construindo variantes. Ideias mais creativas e mais reais. Menos generalistas. Sobretudo mais reais. Não se pode resumir o que nós somos num&lt;br /&gt;-gosto muito de ti.&lt;br /&gt;porque todos gostam muito de alguém.&lt;br /&gt;-Hoje percebi que tenho tanto de ti na minha pele.&lt;br /&gt;-Eu tenho tão pouco.&lt;br /&gt;-Tanto de ti também é tão pouco.&lt;br /&gt;-ainda bem&lt;br /&gt;algo mais assim.&lt;br /&gt;Sentámo-nos e em mim estava aquela vontade de te beijar. Aquela mesma que ainda tenho, enquanto escrevo as linhas que nós somos. Tento, pelo menos escrever-nos, se não consigo. Talvez não sejamos nós quem eu escrevo, meu mel, mas a minha vontade de te beijar. A impossibilidade de o fazer.&lt;br /&gt;Enfim, acabei por te ir beijando todo tropeção entre&lt;br /&gt;-desculpa.&lt;br /&gt;e&lt;br /&gt;-não faz mal.&lt;br /&gt;e a falta de sorrisos porque quando estavamos estranhos, nada nos fazia rir. A tensão era demasiada e ao sê-lo fodia tudo. Fodia-te a a ti e fodia-me a mim. Às vezes durante demasiado tempo.&lt;br /&gt;Perguntei-me um dia o que cria a tensão e descobri: os beijos, aqueles que ainda não eram hábito. Os&lt;br /&gt;-amo-te&lt;br /&gt;com aquele olhar intenso e o silêncio que a palavra foi. Um silêncio negro, não aqueles silêncios de sorrisos&lt;br /&gt;(tão pouco silenciosos)&lt;br /&gt;o primeiro&lt;br /&gt;-desculpa&lt;br /&gt;e&lt;br /&gt;-não faz mal.&lt;br /&gt;que destruiram o adoravel, construindo muito mais. Como aquela coisa de&lt;br /&gt;-Queres ir a algum lado?&lt;br /&gt;e de passarmos a noite toda sem reconhecermos&lt;br /&gt;-está bem.&lt;br /&gt;-Conheço um bar...&lt;br /&gt;que a noite tardava demais, que não devia , que nunca antes acontecera.&lt;br /&gt;-Onde fazem martinis abanados não mexidos?&lt;br /&gt;-acho que não. Mas tem uma esplanada.&lt;br /&gt;Vamos ver o pôr-do-sol mas não podia dizê-lo. Naquela noite éramos apenas a Teresa e o Hans, demasiado envergonhados para assumir. Ou com demasiado medo, mas enfim&lt;br /&gt;-Não posso. Tenho de ir para casa.&lt;br /&gt;enfim&lt;br /&gt;-Está bem.&lt;br /&gt;-Dás-me o teu número de telemóvel?&lt;br /&gt;Dou-te, claro que te dou. Nós fomos aquela noite. Comigo a olhar para ti, meu mel, tão quente e curvilínea. A citares james bond e a gostares de Elliot smith e a dizeres, curvilínea, está bem. A dizeres está bem.&lt;br /&gt;-És incrível.&lt;br /&gt;cheguei a dizer-te nessa noite. Não consegui evitar, meu mel, ainda bem. Devia ter dito mais. Devia ter dito tudo. Mas éramos novos e engraçados e adoráveis. Tínhamos medo.&lt;br /&gt;Um dia disseste-mo&lt;br /&gt;-tinha medo&lt;br /&gt;Mas agora não temos e existiu a altura em que dissemos tudo. Aqueles momentos solitários que nos tornaram nós. Aqueles momentos em que fomos doidos de felizes.&lt;br /&gt;                                                *&lt;br /&gt;-O que é que achaste do filme?&lt;br /&gt;-Estás mesmo a perguntar-me?&lt;br /&gt;-Sim.&lt;br /&gt;-Não devias.&lt;br /&gt;-Porquê?&lt;br /&gt;-a sério?&lt;br /&gt;-Porque isso não se pergunta logo quando o filme acaba.&lt;br /&gt;-Ai não?&lt;br /&gt;-Não. Tens de esperar que o filme seja apenas recordação. Agora ainda estou demasiado inquieta.&lt;br /&gt;-Desculpa.&lt;br /&gt;-Não sejas tolo.&lt;br /&gt;-Eu é que não achei assim grande coisa. Não fiquei muito inquieto.&lt;br /&gt;-Vá lá, não sejas tolo. Chega-te mais.&lt;br /&gt;-Eu gosto de ti inquieta.&lt;br /&gt;-Gostas mesmo?&lt;br /&gt;-Gosto. Ficas mázinha e terna.&lt;br /&gt;-Isso é muito.&lt;br /&gt;-Pois é. Estranho sempre. Não estou habituado.&lt;br /&gt;-Ao mázinha ou ao terna?&lt;br /&gt;-Aos dois. Costumas ser completamente diferente.&lt;br /&gt;-Mesmo?&lt;br /&gt;-Mesmo mesmo. És mais desperta e gostas de coisas. Mais romântica.&lt;br /&gt;-Eu gosto bastante de coisas. Aqueles pormenores.&lt;br /&gt;-Sim, sobretudo os pormenores.&lt;br /&gt;                                                *&lt;br /&gt;Então eu sabia como te sentir. Já te tinha sentido muito e sabia como o fazer. Amando-te nas tuas imperfeições. Na verdade prefiro gostar de ti a amar-te. É mais vago, menos obrigatório. Gostar implica que às vezes pense&lt;br /&gt;-Gosto de ti?&lt;br /&gt;e&lt;br /&gt;-Porque é que gosto de ti?&lt;br /&gt;e as respostas tornam-se sempre inconclusivas, mas são respostas. Duvidosas, estranhas.&lt;br /&gt;-Não sei. Acho que sim.&lt;br /&gt;e&lt;br /&gt;-Porque não me chateias. Nunca. Porque gostas de livros.&lt;br /&gt;Como se o que gosto em ti fossem os livros. Não, isso é apenas uma resposta desesperada. Duvidosa, estranha. A verdade é: não sei.&lt;br /&gt;-Não sei.&lt;br /&gt;Então pergunto-me o que é o amor. Eu sei a resposta. Sei-a na ponta da língua. Tal como sei quem é a rapariga mais gira que já vi&lt;br /&gt;(não és tu. desculpa)&lt;br /&gt;na ponta da língua. O amor é adorar conhecer alguém. Adorar as conversas&lt;br /&gt;(sobretudo as primeiras)&lt;br /&gt;a dizer as coisas que apenas nós sabemos dizer. É necessitar de companhia. Alguém com quem ir ao cinema. Uma rapariga que&lt;br /&gt;-Gostas de pipocas doces?&lt;br /&gt;-Adoro.&lt;br /&gt;-Eu também.&lt;br /&gt;é isso. Basicamente isso. O resto, todos aqueles&lt;br /&gt;-Eu amo-te desde que te vi.&lt;br /&gt;Isso é ponta. Peço desculpa, mas é.&lt;br /&gt;Nenhum dos dois está completo. Mesmo a junção dos dois é apenas agradável. Meu mel, nós nunca fomos agradáveis.&lt;br /&gt;-Porque nunca me chamaste meu amor?&lt;br /&gt;-Chamo-te mel. Não é melhor?&lt;br /&gt;-Não.&lt;br /&gt;-Desculpa mas é.&lt;br /&gt;Mel é melhor. O amor é apenas um espirro: uma necessidade humana que até que sabe bem. Não é nada de especial. Meu mel, nós fomos sempre&lt;br /&gt;(quase sempre)&lt;br /&gt;algo de especial.&lt;br /&gt;Eu gosto de ti porque, bem, porque gosto de ti. Acho-te simpática e interessante e todas as coisas banais que nunca chateiam ninguém. É simpático conhecer gente simpática.&lt;br /&gt;Portanto, o que sinto por ti é gosto.&lt;br /&gt;(Tirando alguns momentos em que te amo, assim de repente)&lt;br /&gt;O que sinto por ti não interessa a ninguém. Apenas à minha segurança e à segurança das minhas memórias. Se te odiasse, no entanto, nós não seríamos nada. Perderíamos o sentido de termos existido. O mesmo se não sentisse nada por ti. Mas é só isso.&lt;br /&gt;Portanto eu, na verdade, não sei como te sentir. Sei apenas como sentir-nos. Nós não nada somos separados, um em cada canto. Não temos ponta.&lt;br /&gt;Eu sinto-nos a falar. A dizer coisas que deviam ser escritas. Devíamos ter alguém a seguir-nos. Um daquele senhores que estão nos tribunais a dactilografar tudo o que se diz.&lt;br /&gt;-Eu adoro a associação de filme com música&lt;br /&gt;-Bandas sonoras.&lt;br /&gt;-Exacto. Gostava de ser a pessoa que faz isso.&lt;br /&gt;-Tem de haver alguém.&lt;br /&gt;mas com sorrisos pelo meio. Sem os sorrisos perde a graça toda.&lt;br /&gt;É confuso. Eu sei. Mas apenas assim, confuso, nos posso descrever. Nunca ninguém nos encontrará na ordem.&lt;br /&gt;                                                *&lt;br /&gt;Nós tivemos dois dias depois do primeiro. Apenas dois dias. Meu mel, eu sei que concordas: dois dias que nos tornaram nós.&lt;br /&gt;Era um Novembro frio e nós caminhávamos por Alcântara. Sempre gostámos muito daquilo. Das ruas estreitas e do facto do rio estar ali mesmo. Bastava andar um pouco.&lt;br /&gt;-Gosto da altura em que a água ainda está negra de manhã.&lt;br /&gt;-É bonito.&lt;br /&gt;Disseste é bonito porque não sabias o que mais podia acompanhar o sorriso.&lt;br /&gt;-Também acho.&lt;br /&gt;Encontrávamos o mar já perto e então disseste.&lt;br /&gt;-Abraça-me amor.&lt;br /&gt;Achavas estranho chamar-me Hans. Achavas que&lt;br /&gt;-Tens mais cara de amor que de Hans.&lt;br /&gt;e eu não te contrariava. De todo.&lt;br /&gt;Ambos, abraçados, éramos cançados, devido à manhã precoce. Isso fazía-nos estar calados. Não um mau calados. Um bom. Como cantam os depeche mode&lt;br /&gt;-Words are very unnecessary / they can only do arm&lt;br /&gt;Começei a cantarolar. Palavra feia: Cantarolar. É preferível murmurar, sussurrar, mas perde-se a noção de ritmo. Ficam apenas as palavras. Os ingleses têm "hum". É melhor.&lt;br /&gt;-Nunca concordei com essa música.&lt;br /&gt;-Depende das alturas.&lt;br /&gt;-As palavras são boas.&lt;br /&gt;-Bem, depende das palavras.&lt;br /&gt;-Pois. Odeio a palavra cantarolar.&lt;br /&gt;-Também eu.&lt;br /&gt;-O que é chato, porque adoro cantarolar.&lt;br /&gt;-E quem não adora?&lt;br /&gt;-Lá está, ninguém!&lt;br /&gt;-Como é que ainda não se inventou uma palavra melhor?&lt;br /&gt;-Não faço ideia!&lt;br /&gt;Ainda abraçados. Os meus joelhos dobrados&lt;br /&gt;(Semi-dobrados)&lt;br /&gt;Para chegar-te melhor. O sol que lentamente tornava a água mais clara. O sol que nos ía acordando.&lt;br /&gt;-Sabes, podemos fazer história agora.&lt;br /&gt;-Agora e aqui mesmo.&lt;br /&gt;-Claro.&lt;br /&gt;-Seríamos os primeiros a fazer história abraçados.&lt;br /&gt;-Portanto faríamos história por dois motivos!&lt;br /&gt;-Provocaríamos revoluções por todo o mundo.&lt;br /&gt;-Que tal mume?&lt;br /&gt;-Mume?&lt;br /&gt;-Sim, porque não?&lt;br /&gt;-Isto seria para mudar para melhor.&lt;br /&gt;-Não me digas que achas mume pior que cantarolar?&lt;br /&gt;-Eh pá, não é melhor.&lt;br /&gt;-Então diz.&lt;br /&gt;-Não sei.&lt;br /&gt;-Vá lá, uma ideia qualquer.&lt;br /&gt;-Rufar?&lt;br /&gt;-Como os tambores?&lt;br /&gt;-Como o Rufus Wainwright.&lt;br /&gt;-Mas os tambores...&lt;br /&gt;-Popar?&lt;br /&gt;-Como o Popeye?&lt;br /&gt;-Oh, vá lá! O popeye não popa!&lt;br /&gt;-Mas parece. E como palavra não é grande coisa.&lt;br /&gt;-pois...&lt;br /&gt;-humar?&lt;br /&gt;-Um americanismo rasca?&lt;br /&gt;-Já funcionou muitas vezes.&lt;br /&gt;-Já.&lt;br /&gt;-Nós não vamos fazer história.&lt;br /&gt;-De todo.&lt;br /&gt;                                                *&lt;br /&gt;Sabes porque te chamo mel? Alguma vez te disse? Acho que não. Talvez um dia me tenhas perguntado.&lt;br /&gt;-Porque me chamas de mel?&lt;br /&gt;mas desconfio que, qualquer resposta que te tenha dado, esteja errada. Algo do género.&lt;br /&gt;-Porque, bem, acho que és doce.&lt;br /&gt;Não és doce. Graças a deus, não és.&lt;br /&gt;Ou então algo como&lt;br /&gt;-Porque te adoro.&lt;br /&gt;O que é menos errado. É verdade, adoro-te. Apenas não é essa a razão do "meu mel". É outra.&lt;br /&gt;A maneira como te debruças. Como te estendes no mundo. A forma que o teu corpo toma. Deslizas, melosa, por um mundo que te adora.&lt;br /&gt;No metro, nos postes metálicos, punhas-te toda caída. Liquida não, mas quase lliquida: melosa.&lt;br /&gt;Ninguém tem isso como tu. Esse espetáculo de ficar em pé e repousar mais numa perna. Ficavas pesada no mundo&lt;br /&gt;(nunca na balança, mesmo que tenhas dito o contrário)&lt;br /&gt;e feliz. Não era sono. Era, bem, sedução talvez.&lt;br /&gt;(porém odeio esta palavra)&lt;br /&gt;e qual será o problema de agradar? Pedia-te, é verdade&lt;br /&gt;-Não me podes agradar só a mim?&lt;br /&gt;-Como assim?&lt;br /&gt;-Pergunto se não podes ser delgada, sedutora, só para mim.&lt;br /&gt;-Eu não sou sedutora, nem para ti, nem para ninguém.&lt;br /&gt;-Não percebes o que digo?&lt;br /&gt;-É assim que eu sou.&lt;br /&gt;-Melosa?&lt;br /&gt;-Não gostas?&lt;br /&gt;-Gosto.&lt;br /&gt;-Então cala-te.&lt;br /&gt;Eu sorria quando dizias cala-te. Não era por mal. Era por não quereres ser demasiado doce. Demasiado fofa.&lt;br /&gt;Tinhas medo disso e do oposto. Dizias às vezes.&lt;br /&gt;-Desculpa se sou má.&lt;br /&gt;-"Mean is ok."&lt;br /&gt;A citar o Bill Murray no filme "Lost in Translation"&lt;br /&gt;Isso não fazia parte de seres melosa. Mas não quero que penses que te achava má. Na verdade achava&lt;br /&gt;(às vezes, mesmo só às vezes)&lt;br /&gt;mas não achava isso mau.&lt;br /&gt;                                                *&lt;br /&gt;Nós tivemos um dia então depois do segundo. Foi só isso. Só mais um dia. E nem sequer foi bem nosso, foi mais meu.&lt;br /&gt;O Dia em que te foste embora. Em que nós nos perdemos e desaparecemos.&lt;br /&gt;É bom quando podemos ter alguém sempre conosco. A adormecer ao nosso lado, todos os dias. A dizer-nos coisas doces ou coisas mázinhas ou apenas coisas. Frases atiradas ao acaso.&lt;br /&gt;-Adoro ir ao cinema londres. Tem uns sofás giros.&lt;br /&gt;Também é bom estar entrelaçado com alguém. Sobretudo se fores tu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fingia que adormecia com a cabeça entre os teus seios. Ficavas tão chateada. Detestavas o calor que te fazia ali. Mas mantinhas-te, com medo de me acordar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bom adormecer a cabeça entre os seios de alguém. Sobretudo se fores tu.&lt;br /&gt;Mas lá está, isso é apenas bom. É uma coisa que acontece. As pessoas fazem-no&lt;br /&gt;(acho eu)&lt;br /&gt;e é bom. Mas apenas isso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acaba por se perder entre as nossas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei que coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que foi esse o problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então o último dia não foi apenas o último. Nem sequer sobretudo o último. Ser o último, na verdade, quase não interessa. Podia ser um bom último. Podia deixar saudades e um dia poderia achar que o que nós fomos tinha sido imenso. Tínhamos sido tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, um dia, achei isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achei que éramos tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não sabia bem o quê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que foi esse o problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No último dia disseste-me&lt;br /&gt;-Conheci outro rapaz&lt;br /&gt;e eu não percebi bem.&lt;br /&gt;-Amo-o muito.&lt;br /&gt;e eu continuei sem perceber. O que é que isso interessava?&lt;br /&gt;-Não és tu, sou eu.&lt;br /&gt;Aí não aguentei mais. Estávamos perdidos.&lt;br /&gt;-Estás a gozar comigo?&lt;br /&gt;-Porquê?&lt;br /&gt;"Não és tu, sou eu." como é que alguma vez pudeste dizer isso. Morreste. Morremos&lt;br /&gt;-Estás a falar a sério?&lt;br /&gt;-Sim.&lt;br /&gt;-Oh meu deus.&lt;br /&gt;Pior: Nem nascemos. Nunca imaginei que pudesses dizer isso. Não foste tu, não podes ter sido. Deve ter sido o resto do mundo. Deles eu esperava esse "Não és tu, sou eu."&lt;br /&gt;-O que foi? Qual é o problema?&lt;br /&gt;-O problema? Já te ouviste? "Não és tu, sou eu" ?&lt;br /&gt;-Estás mais preocupado que eu diga clichês do que esteja a acabar contigo?&lt;br /&gt;-Bem, sim, claro. Porque assim...&lt;br /&gt;As palavras demoraram. O raciocinio não é demasiado complexo, eu é que estava demasiado chocado.&lt;br /&gt;-assim nem as saudades me deixas.&lt;br /&gt;Algo deste género. Ainda mais.&lt;br /&gt;-Assim, acabaste de estragar as memórias de nós.&lt;br /&gt;-Não sabia outra maneira.&lt;br /&gt;-Bem, por mim poderias ter pensado noutra coisa.&lt;br /&gt;-Por exemplo.&lt;br /&gt;-Que tinhas de ir para Londres. Que ias para uma escola de arte famosa. Sei lá! Um bilhete a dizer que morreste. Ao menos assim ainda restaria algo de ti no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que ficou por aí. Ou tu te foste, ou eu me fui. Na verdade, não interessa.&lt;br /&gt;                                                                                                                  &lt;br /&gt;Apercebi-me que fomos apenas porreiros. Fizemos companhia um ao outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensava que não. Pensava que tínhamos sido tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As palavras. As melhores. Não sei bem quais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que foi esse o problema.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-116481588666413114?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/116481588666413114/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=116481588666413114' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/116481588666413114'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/116481588666413114'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/11/imagens-de-ns.html' title='Imagens de nós'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-116335568374831215</id><published>2006-11-12T18:03:00.000Z</published><updated>2006-11-12T18:21:47.680Z</updated><title type='text'>O que adoro no Vanilla Sky</title><content type='html'>Posso começar por dizer que não foi a primeira vez que vi. Já o tinha apreciado anteriormente em 2001. Gostei, na altura. Mas foi meio na onda de&lt;br /&gt;"Não tenho de gostar só do que percebo"&lt;br /&gt;(estou a citar-me a mim mesmo)&lt;br /&gt;(na altura gostava mesmo era do Jackie Chan)&lt;br /&gt;não me preocupei muito. Os meus pais não perceberam na altura. Agora esse atractivo&lt;br /&gt;(porque algo que não se compreende é atraente por si mesmo. Para mim)&lt;br /&gt;foi-se. Percebi tudo. De uma ponta à outra. Na verdade, deixei de perceber as pessoas que não o percebem. É simples. Está tudo explicadinho no final. Mas é bom. Por motivos completamente diferentes.&lt;br /&gt;Porque a banda sonora tem duas músicas dos rem. Porque o Tom Cruise gosta de Miles Davis. Porque a Penelope Cruz gosta de Jeff Buckley. Enfim, o mesmo motivo pelo qual os filmes do Cameron Crowe são bons.&lt;br /&gt;Mas este, para além disso, é inquietante.&lt;br /&gt;(é verdade que a mim tudo me inquieta, mas esta é a minha opinião.)&lt;br /&gt;quando acabei de o ver, tive medo de me olhar ao espelho. Não demasiado medo, mas algum.&lt;br /&gt;(pronto, ok, sou medricas, mas esta é a minha opinião.)&lt;br /&gt;Faz uma pessoa pensar, sempre que alguém diz "open your eyes" ou "what is happiness to you". É complicado dizer se ele acorda mesmo. Se quiseres pensar nisso. Na verdade, se quiseres complicar. Não compliquem. É simples.&lt;br /&gt;"Teorias para quê? Está tudo tão bem explicadinho"&lt;br /&gt;(citação desta vez do meu irmão, a questionar as teorias relativas ao Hard Candy"&lt;br /&gt;Por fim, o Vanilla Sky é bom porque , quando o Tom Cruise chama a assistência técnica, estamos a ouvir os Beach Boys a cantar "good vibrations". Vá lá, isso é bom.&lt;br /&gt;ps: claro que não sou estúpido, sei que o cast é mau, mas isso não interessa muito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-116335568374831215?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/116335568374831215/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=116335568374831215' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/116335568374831215'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/116335568374831215'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/11/o-que-adoro-no-vanilla-sky.html' title='O que adoro no Vanilla Sky'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-116282885298572457</id><published>2006-11-06T15:52:00.000Z</published><updated>2006-11-06T16:00:52.986Z</updated><title type='text'>I still feel you and the taste of cigarretes</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2928/1532/1600/bloc%20party.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2928/1532/200/bloc%20party.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-116282885298572457?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/116282885298572457/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=116282885298572457' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/116282885298572457'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/116282885298572457'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/11/i-still-feel-you-and-taste-of.html' title='I still feel you and the taste of cigarretes'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-116282781582609480</id><published>2006-11-06T15:39:00.000Z</published><updated>2006-11-06T15:43:35.840Z</updated><title type='text'>Vou ser honesto com a malta</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2928/1532/1600/eu.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2928/1532/200/eu.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Não nasci perfeito. Houve uma altura remota em que pintei o cabelo de loiro. Ouvi dizer que as gajas preferiam. Enfim. Mas foi nessa altura em que li a metamorfose do Kafka.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-116282781582609480?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/116282781582609480/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=116282781582609480' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/116282781582609480'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/116282781582609480'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/11/vou-ser-honesto-com-malta.html' title='Vou ser honesto com a malta'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-116214932183265502</id><published>2006-10-29T19:09:00.000Z</published><updated>2006-10-29T19:15:21.846Z</updated><title type='text'>Em nome da terra</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2928/1532/1600/VF.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2928/1532/320/VF.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ando a ler Vergílio Ferreira e penso que ele sou eu quando for grande. Ando também a desenhar Vergílio Ferreira, sobretudo porque gosto de saber do que sou capaz. Há meses que não pintava a sério.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-116214932183265502?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/116214932183265502/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=116214932183265502' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/116214932183265502'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/116214932183265502'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/10/em-nome-da-terra.html' title='Em nome da terra'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-116199293659264516</id><published>2006-10-28T00:46:00.000+01:00</published><updated>2006-10-28T00:48:56.606+01:00</updated><title type='text'>A ouvir song for you</title><content type='html'>Eu pensei em falar sobre ti. Não me sais da cabeça com essa maneira de mel&lt;br /&gt;-Eh pá...&lt;br /&gt;e a levantares as sobrancelhas e a evitar sorrir mas a sorrir. Toda rosada. E isso não me sai da cabeça, mas não é só isso. Tudo aquilo que nos correu e os dias que importaram. A minha certeza que os dias que importaram para mim importaram para ti. Portanto pensei em falar sobre ti. Mentira: não falar, escrever porque as coisas que se escrevem às vezes não se podem dizer. Uma espécie de segredos porque todos sabemos que o resto do mundo vai achar chato. E ninguém gosta de um chato.&lt;br /&gt;Eu pensei em falar em ti porque acho egoísta guardar-te só para mim. Ou talvez guardar-nos só para mim. Nós somos algo diferente e as coisas diferentes(realmente diferentes)toda a gente quer conhecer&lt;br /&gt;-"Sing me something new"&lt;br /&gt;dizes tu e dizem outros. Mas só tu levantas as sobrancelhas quando o dizes e evitas sorrir e sorris.Às vezes lembro-me de frases, nem sequer de momentos mas das tuas frases. Depois as minhas frases e depois as tuas e tornamo-nos uma tese.&lt;br /&gt;-Às vezes a liberdade dos vagabundos parece-me desejável.&lt;br /&gt;-Se tiver a banda sonora e iluminação certas.&lt;br /&gt;e nós continuávamos. Meu deus se continuávamos.&lt;br /&gt;Os meu agradecimentos à ajuda involuntária de Alexi Murdoch, porém essencial para este texto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-116199293659264516?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/116199293659264516/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=116199293659264516' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/116199293659264516'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/116199293659264516'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/10/ouvir-song-for-you.html' title='A ouvir song for you'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-116153009845853900</id><published>2006-10-22T16:13:00.000+01:00</published><updated>2006-10-22T16:14:58.476+01:00</updated><title type='text'>Wonderwall (a do Ryan Adams)</title><content type='html'>-É demasiado difícil.&lt;br /&gt;Dizes e eu nada consigo fazer. Apenas envolvo os teus pulsos com as minhas mãos e roço o polegar naquele ossinho redondo.&lt;br /&gt;Encontro-te quente no sofá, com a cara de quem podia estar a chorar. A dizer&lt;br /&gt;-É demasiado difícil.&lt;br /&gt;E eu não acho, mas que posso fazer? Apenas espero que o tempo vá passando e as ideias vão ficando distantes. O óbvio vá ficando um pouco mais óbvio. Mas tu estás quente no sofá e eu sinto esse calor e não quero que vá. Quero mantê-lo aqui comigo e nem sequer acho que seja difícil. Basta conservar esta distância, rezar para que o silêncio não se torne denso. Apenas um silêncio perfeito que vai tornando tudo mais redondo, os teus lábios e os meus. Um silêncio que nos aperfeiçoa quando dizemos&lt;br /&gt;-És tu quem me vai salvar.&lt;br /&gt;Mas tu achas que não dá. Nem pó.&lt;br /&gt;-É demasiado difícil. Demasiado complicado.&lt;br /&gt;E repetes-te. Eu não to digo, mas é verdade. Podes ficar quente comigo. Se as estradas que nos unem se afastam, nós andaremos o que tiver de ser. Eu não me importo. As estradas são apenas o que são, nada mais e podem-se andar. Mesmo estando noite, mesmo que nada consigamos ver&lt;br /&gt;-Nós conseguimos. A sério, nós conseguimos.&lt;br /&gt;E o que mais dizer. O que mais dizer para te fazer sorrir, para descomplicar e para te fazer perceber que todo o mundo consegue. Nós. Nós só temos uma estrada e uns quantos silêncios perfeitos para encontrar. O que mais dizer. Talvez.&lt;br /&gt;-És tu quem me vai salvar.&lt;br /&gt;Talvez isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-116153009845853900?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/116153009845853900/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=116153009845853900' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/116153009845853900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/116153009845853900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/10/wonderwall-do-ryan-adams.html' title='Wonderwall (a do Ryan Adams)'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-116093283440926502</id><published>2006-10-15T18:01:00.000+01:00</published><updated>2006-10-15T18:20:34.443+01:00</updated><title type='text'>As coisas certas</title><content type='html'>Há algumas coisas que são certas. Nós não nos apercebemos disso, normalmente não nos preocupamos muito. Mas nós sabemos que são certas.&lt;br /&gt;Eu apercebi-me que para mim, grande parte dessas coisas está ligada à casa da minha avó. Os tabuleiros de madeira que a minha avó tem sempre.&lt;br /&gt;-Compro todos os anos na feira da luz. Eles vão acabando por se estragar.&lt;br /&gt;e quando era miúdo, no início das minhas férias, era nesses tabuleiros que a comida magicamente aparecia. O almoço. Às vezes a minha avó ia ao colombo e trazia-me uma pita shoarma. Normalmente cozinhava.&lt;br /&gt;Mas eram sobretudo sandes. Nunca percebi o que é que a minha avó fazia para que manteiga no pão fosse tão apetitosa.&lt;br /&gt;A minha avó sorria e dizia&lt;br /&gt;-O teu lanchinho.&lt;br /&gt;e eram tantos lanchinhos. Vinham no tabuleiro de madeira e num prato de plástico laranja.&lt;br /&gt;(com cortes ligeiros no fundo)&lt;br /&gt;Quando me vinham buscar, a minha mãe ou o meu pai agradeciam.&lt;br /&gt;A minha avó sorria e dizia&lt;br /&gt;-Não dá trabalho nenhum.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-116093283440926502?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/116093283440926502/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=116093283440926502' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/116093283440926502'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/116093283440926502'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/10/as-coisas-certas.html' title='As coisas certas'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-116067035151458478</id><published>2006-10-12T17:03:00.000+01:00</published><updated>2006-10-12T17:25:51.690+01:00</updated><title type='text'>Sobre a morte e sobre os sonhos (2)</title><content type='html'>Eduardo era estagiário numa revista de uma universidade&lt;br /&gt;(intituto superior de psicologia aplicada)&lt;br /&gt;e quando lhe perguntavam o que fazia, respondia&lt;br /&gt;-Eu faço os bonecos.&lt;br /&gt;mas neste dia, os portões da universidade estavam fechados.&lt;br /&gt;-Engraçado, nunca tinha visto os portões fechados&lt;br /&gt;pensou Eduardo, dentro do seu carro.&lt;br /&gt;-Fazia-os mais altos.&lt;br /&gt;Eduardo também nunca tinha visto a faculdade com um ar tão Outonal e romântico e fresco. Uma frescura que se atava à sua respiração. Eduardo também pensou.&lt;br /&gt;-Porque raio é que a Universidade está fechada?&lt;br /&gt;e saiu do carro. Ao lado do portão existia um pequeno gabinete&lt;br /&gt;(como existe ao lado de todos os portões)&lt;br /&gt;Onde o senhor Tavares&lt;br /&gt;(veterano da guerra de Angola)&lt;br /&gt;residia e acenava e se lembrava do nome de toda a gente. Eduardo nunca percebeu como é que ele se lembrava do nome de toda a gente.&lt;br /&gt;(toda a gente é muita gente)&lt;br /&gt;e nesse pequeno gabinete existiam também os papeis. Se alguém quisesse papeis&lt;br /&gt;(inscrições, faltas, notas, a existência de pizza no café da universidade)&lt;br /&gt;era lá que os encontrava. Eduardo achava incrível que todos coubessem lá. Cabiam sempre.&lt;br /&gt;Era então previsivel que, se a universidade fechasse num dia que não devia, estaria lá um papel.&lt;br /&gt;Não estava.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-116067035151458478?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/116067035151458478/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=116067035151458478' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/116067035151458478'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/116067035151458478'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/10/sobre-morte-e-sobre-os-sonhos-2.html' title='Sobre a morte e sobre os sonhos (2)'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-116049913231407759</id><published>2006-10-10T17:33:00.000+01:00</published><updated>2006-10-10T17:52:19.923+01:00</updated><title type='text'>Sobre a morte e sobre os sonhos</title><content type='html'>De manhã, Eduardo acordou com a respiração dos outros. Com o incessante barulho daquilo que se passa nas ruas.&lt;br /&gt;De manhã, Eduardo acordou no seu pequeno apartamento. Ele olhava em volta como que tentando ter a certeza se aquele era o seu apartamento. Como quem acorda num sitio onde nunca acordou. As paredes e os lençois estavam difusos por um sentimento de inquietação residente na atmosfera. Um sentimento negro de um medo sujo.&lt;br /&gt;Lentamente, Eduardo levantou-se, com medo que a sua brusquidão pudesse derrubar este lugar&lt;br /&gt;(que parecia o seu apartamento e talvez fosse)&lt;br /&gt;Ele reconhecia as fotografias nas paredes. O bisavô fardado e de bigode retorcido. A mãe quando usava o cabelo apanhado atrás e o pai quando ainda era magro. Ao lado, Lolita, a única pessoa que consegue lamber o cotovelo e sua namorada&lt;br /&gt;(até ir para a rússia num Outono antigo)&lt;br /&gt;No entanto, pareciam outras fotografias. Com cores mais frias. A mãe parecia estar fotografada de um ângulo diferente. Lolita também.&lt;br /&gt;As fotografias pareciam mais enevoadas. O mundo parecia mais enevoado. Como se tivesse perdido definição.&lt;br /&gt;Eduardo&lt;br /&gt;-Mas que merda é que se passa.&lt;br /&gt;estava confuso. Continuou confuso, mas ainda assim teve de arranjar uma explicação. Algo como&lt;br /&gt;-O tempo está horrível.&lt;br /&gt;e foi a primeira vez que Eduardo arranjou uma explicação à força. Mas não teve outra opção. Aceitou a sua explicação&lt;br /&gt;(teve que ser)&lt;br /&gt;e foi tentar não chegar tarde ao emprego.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-116049913231407759?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/116049913231407759/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=116049913231407759' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/116049913231407759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/116049913231407759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/10/sobre-morte-e-sobre-os-sonhos.html' title='Sobre a morte e sobre os sonhos'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-116031490033453302</id><published>2006-10-08T13:46:00.000+01:00</published><updated>2006-10-08T14:41:40.403+01:00</updated><title type='text'>prologo para algo feliz</title><content type='html'>Naquele quarto de hospital, os dias eram invariavelmente frios. O ar parecia mais pálido. Parecia secar lentamente o mundo.&lt;br /&gt;As horas iam congelando na pele de Eduardo. Era a passagem do tempo a vagarar. Era a passagem do tempo que embrutecia tudo&lt;br /&gt;(sobretudo a pele)&lt;br /&gt;e o vento entrava pelos pequenos buracos do estore. Entrava pelos ciprestes robustos e curvados a tentarem manter-se. Sempre a tentarem manter-se.&lt;br /&gt;Eduardo sabia que fora da janela estavam ciprestes e, ultimamente, sabia muitas coisas. Como sabia que os ciprestes se iam manter por longos meses.&lt;br /&gt;Sabia também que os seus lábios se iam apagando e que a pele não ia aguentar.&lt;br /&gt;No silêncio daquele quarto, havia a certeza do tempo das coisas. De certa maneira, naquele quarto transparente&lt;br /&gt;(via-se qualquer coisa através das paredes)&lt;br /&gt;o finito era mais tangível. A mortalidade era mais real.&lt;br /&gt;-Eu sinto o seu cheiro. Ele vem aí.&lt;br /&gt;Diria Eduardo se o ar não lhe escapasse. Os seus cabelos não eram grisalhos e na sua face não existiam rugas.&lt;br /&gt;(apenas palidez)&lt;br /&gt;No entanto, era como se agora existissem. Como se, na última hora, o tempo tivesse acelerado&lt;br /&gt;(ou o oposto)&lt;br /&gt;e as rugas tivessem brotado, não na pele real, mas na outra. A pele mais honesta. Uma superficie que não é deturpada pela idade, pela visão. Por cremes ou pela sua ausência.&lt;br /&gt;Rugas que eram memórias inventadas à força. Acontecimentos de ontem que foram esquecidos e lembrados e agora velhas memórias.&lt;br /&gt;Se o ar não lhe escapasse, Eduardo diria,&lt;br /&gt;-Está tudo bem comigo.&lt;br /&gt;e seria verdade.  Se calhar,&lt;br /&gt;sorriria.&lt;br /&gt;Pelas transparentes paredes, Eduardo consegue ouvi-lo e adivinha a sua face. Pálida como o ar onde existe. Como o ar que cria.&lt;br /&gt;Na sua voz engrossada, morta, destruída existe a sabedoria.&lt;br /&gt;-Eduardo, estou aqui. Estou à tua espera.&lt;br /&gt;e o corpo quase vazio deitado na cama,&lt;br /&gt;aquecia. Aquecia e lembrava-se da sua avó a dizer&lt;br /&gt;-Eduardinho&lt;br /&gt;com tamanha ternura. Lembrava-se da sopa que lhe fazia. Lembrava-se da sopa que lhe fizera no dia anterior.&lt;br /&gt;Assim, a pele ia-se tornando pálida e o tempo acabando.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-116031490033453302?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/116031490033453302/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=116031490033453302' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/116031490033453302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/116031490033453302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/10/prologo-para-algo-feliz.html' title='prologo para algo feliz'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-116031153366037877</id><published>2006-10-08T13:26:00.000+01:00</published><updated>2006-10-08T13:45:33.673+01:00</updated><title type='text'>Outro</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;Nesta manhã, a esperança não perdura&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Ambos conhecemos a realidade&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Ambos conhecemos e sabemos&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;que a noite em nós&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;eventualmente &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;rapidamente&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;clareia.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-116031153366037877?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/116031153366037877/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=116031153366037877' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/116031153366037877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/116031153366037877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/10/outro.html' title='Outro'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-116025708729103759</id><published>2006-10-07T22:13:00.000+01:00</published><updated>2006-10-07T22:38:07.520+01:00</updated><title type='text'>Ainda não consigo ver  (ler) a lolita sem ficar blue</title><content type='html'>Vais sendo soprada pela suavidade do tempo&lt;br /&gt;para perto de mim e eu lembro-me sempre&lt;br /&gt;Lolita, dos nossos silêncios que se encontravam&lt;br /&gt;numa imperfeita existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo sopra-te para meu lado, Lolita&lt;br /&gt;e os meus últimos enganos&lt;br /&gt;a pensar que éramos loucos e imperfeitos&lt;br /&gt;nos nossos silêncios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontrei-te há uns dias, Lolita&lt;br /&gt;e na tua face a quietude infantil perdeu-se.&lt;br /&gt;Porém, meu amor, eu percebi que ainda&lt;br /&gt;Eu percebi que ainda me engano&lt;br /&gt;Ainda acho que és minha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-116025708729103759?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/116025708729103759/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=116025708729103759' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/116025708729103759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/116025708729103759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/10/ainda-no-consigo-ver-ler-lolita-sem.html' title='Ainda não consigo ver  (ler) a lolita sem ficar blue'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-115997985026513503</id><published>2006-10-04T17:13:00.000+01:00</published><updated>2006-10-04T17:37:30.283+01:00</updated><title type='text'>Prémio literário correntes d'escritas/papelaria locus</title><content type='html'>Bem, eu vou concorrer a isto, em grande parte por o premio ser 750 euros&lt;br /&gt;(vale bem a pena tentar). É um prémio de poesia e cada um poderá apresentar dois trabalhos. Portanto isto é um post mesmo a pedir para comentarem: digam-me quais os dois que mais gostam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Melancolicamente&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Melancolicamente dizes não podemos ser nada&lt;br /&gt;E o meu olhar a tentar agarrar-te. A tentar agarrar&lt;br /&gt;Alguma coisa. A tentar dizer que somos as estrelas&lt;br /&gt;E a dizer que somos tudo. Não percebes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melancolicamente dizes não podemos ser nada&lt;br /&gt;E ninguém pode saber e eu não te posso contar que&lt;br /&gt;Tu és feita de estrelas e eu sou feito de estrelas&lt;br /&gt;E o meu olhar a tentar agarrar-te.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Poeira das estrelas (stardust)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Amor, agora as nossas palavras estão distantes e&lt;br /&gt;Quando nos interrogamos o que significam percebemos&lt;br /&gt;Elas não significam nada, talvez não existam&lt;br /&gt;Talvez as palavras apenas sirvam para que nos esqueçamos&lt;br /&gt;De que nunca seremos a poeira das estrelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor, quando tu dizias aquelas frases tão cinematográficas&lt;br /&gt;E eu respondia daquela maneira tão certa apenas pensava&lt;br /&gt;Que nós estávamos tão acima, que todos os outros eram tolos&lt;br /&gt;Que o meu nome era Adão e o teu Eva, mas isso eram&lt;br /&gt;Apenas as palavras. Apenas as palavras tão distantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor, agora ambos sabemos que nunca seremos poeira das estrelas&lt;br /&gt;As palavras são demasiado subtis e ainda não percebo&lt;br /&gt;O que significa quando o vento passa levemente pelos teus cabelos&lt;br /&gt;Os teus olhos olham o chão e tu dizes&lt;br /&gt;Aquelas frases. Aquelas frases tão cinematográficas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ontem&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ontem, as palavras tornaram-se a sombra das coisas que não acontecem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;o reflexo da minha mão e da tua quando não estão entrelaçadas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Os meus dedos enterrados num saudosismo perene.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Ontem, as palavras tornaram-se tudo o que resta entre nós&lt;br /&gt;a imagem negra do que acabou numa noite de Outubro e&lt;br /&gt;a melâncolia que vai acontecendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem, as palavras tornaram-se músicas tristes &lt;br /&gt;e desde então, todas as músicas são tristes&lt;br /&gt;e são o silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se se lembrarem de outros melhores, digam. No entanto, preferia que fosse um recente.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-115997985026513503?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/115997985026513503/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=115997985026513503' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/115997985026513503'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/115997985026513503'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/10/prmio-literrio-correntes.html' title='Prémio literário correntes d&apos;escritas/papelaria locus'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-115982288677249553</id><published>2006-10-02T21:59:00.000+01:00</published><updated>2006-10-02T22:01:26.800+01:00</updated><title type='text'>Um pequeno registo dos dias do céu cinzento</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0in 0in 0pt"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Um dia, um amigo meu&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0in 0in 0pt"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;-Conheci a Isabel numa discoteca. Ali, junto ao rio.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0in 0in 0pt"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;E ainda me olhou, com aquele ar malandro&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0in 0in 0pt"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;-Muitas gajas boas lá.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0in 0in 0pt"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Meio malandro, meio babão. Melhor, talvez, um terço malandro, um terço babão, um terço ordinário. As proporções estão incorrectas concerteza, mas esta é a ideia geral.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0in 0in 0pt"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Depois disso houve mais, que me disseram&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0in 0in 0pt"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;-Conheci a Margarida numa discoteca.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0in 0in 0pt"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;E eu sentia-me um bocado excluído&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0in 0in 0pt"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;-Conheci a Sofia numa discoteca.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0in 0in 0pt"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Porque não te conheci, Debora, numa discoteca. Nunca conheci ninguém numa discoteca e não sei se isso é possivel. A melodia e a batida&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0in 0in 0pt"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;(sobretudo a batida)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0in 0in 0pt"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;metem-se pelo meio. Então pergunto-me onde te conheci. Muitos apenas se recordariam onde te conheceram. Eu pergunto-me.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0in 0in 0pt"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;É dificil dizer.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0in 0in 0pt"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Acho que todos os dias acordavamos no mesmo quarto vazio. Foste dizendo umas coisas e eu fui dizendo umas coisas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0in 0in 0pt"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;(mas isso não importa)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0in 0in 0pt"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;às vezes não diziamos nada. Na altura, não nos perguntámos o que fazíamos no quarto. Parecia ser aquilo que era suposto fazermos nas horas livres. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0in 0in 0pt"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Agora pergunto-te e antes já te perguntei.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0in 0in 0pt"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;-Porque vivemos, dois desconhecidos, naquele quarto. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0in 0in 0pt"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Não sei porque te pergunto&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0in 0in 0pt"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;(perguntei)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0in 0in 0pt"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;tu nunca te importaste com as palavras.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0in 0in 0pt"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;-O estatuto de desconhecido é tão transitório. Posso desconhecer uma pessoa durante anos e, em poucos dias, conhecê-la. Em poucas horas, se estiver nessa onda. Nós éramos pré-amigos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0in 0in 0pt"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Brincas. Agora respondes o mesmo, por zumbidos. Mas eu sei&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0in 0in 0pt"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;(pelos gestos, não pelas palavras.)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0in 0in 0pt"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;que tu acabaste por estranhar tudo aquilo. Eu digo. Eu sei&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0in 0in 0pt"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;(não sei como)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0in 0in 0pt"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;mas sei. Foi algo que passou por nós, aquele quarto. Se fosse outro diria de uma maneira diferente. Diria de uma coisa tipo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0in 0in 0pt"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;-Foi o destino&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0in 0in 0pt"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;mas eu não sei nada do destino. Sei das coisas que passam por nós. Sei até distingui-las das coisas pelas quais passamos. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0in 0in 0pt"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Mas tudo bem. Até me diverti. Posso dizer, seguro,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0in 0in 0pt"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;-Diverti-me&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0in 0in 0pt"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;e isso não é fácil. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-115982288677249553?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/115982288677249553/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=115982288677249553' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/115982288677249553'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/115982288677249553'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/10/um-pequeno-registo-dos-dias-do-cu_02.html' title='Um pequeno registo dos dias do céu cinzento'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-115972590464434783</id><published>2006-10-01T18:58:00.000+01:00</published><updated>2006-10-01T19:05:04.660+01:00</updated><title type='text'>Um pequeno registo dos dias do céu cinzento</title><content type='html'>Debora, tenho saudades tuas. Às vezes penso que te tornaste apenas um vago conceito. Uma ideia que se nos cola. Ou mais um sentimento. E assim ficas, dormente, numa de&lt;br /&gt;-Vem que te adoro.&lt;br /&gt;Mas mais confusa. Menos explicita. Uma Debora, dentro de mim, quando vou à casa de banho. Quando semicerro os olhos e quando os abro por completo. Quando os fecho. Nunca me lembro de ti e nunca me esqueço. Diz-me quem me  conhece&lt;br /&gt;-Andas a dormir mal.&lt;br /&gt;(ninguém me conhece)&lt;br /&gt;mas não é verdade. Durmo bem, mas não durmo por dois. Mesmo que tu estejas, dormente, numa de&lt;br /&gt;-Vem que te adoro.&lt;br /&gt;Acho eu. Não posso ter a certeza, claro. És pouco explicita, Debora. Podes estar numa de&lt;br /&gt;-Morre meu cabrão.&lt;br /&gt;e não sei se muda muito. Não sei se quer dizer grande coisa. Mesmo quando estavas em minha casa sentada a meu lado&lt;br /&gt;(no sofá plastificado)&lt;br /&gt;vinhas com essas de&lt;br /&gt;-Vem que te adoro&lt;br /&gt;e a verdade é que ia. Se me aceitavas, Debora, eu ia. Mas sabia que mentias. No fundo, mentias sempre. Mesmo nos&lt;br /&gt;-Morre meu cabrão.&lt;br /&gt;Mentias. Não por mal. Apenas não te interessavas pelas palavras. Elas nada eram. Portanto, fica numa de&lt;br /&gt;-Morre meu cabrão.&lt;br /&gt;Se quiseres. Mas vai-me ronronando as palavras. Vai sorrindo enquanto as dizes.&lt;br /&gt;A verdade é que fico mais estúpido contigo. O meu olhar fica difuso e quando o tempo passa, eu não sinto. Mantenho posições corporais idiotas&lt;br /&gt;(incrivelmente idiotas)&lt;br /&gt;e fico com dores musculares. Sim, a verdade é: fico mais estúpido contigo. Mas depois perco a comparação. Esqueco-me. Quando é que era mais esperto. Nunca quis saber de cinema francês, portanto, o que importa? Dantes não sentia as pontas dos dedos dormentes. Dantes tinha menos baixas de tensão. Mas, bem, o que importa?&lt;br /&gt;Contigo não estou mais feliz.&lt;br /&gt;(acho)&lt;br /&gt;Perco a comparação. Contigo estou mais habituado&lt;br /&gt;(seguro)&lt;br /&gt;Tudo se torna certo, se pensar bem. Porque pensamos os dois e mesmo que eu seja estúpido&lt;br /&gt;(tu também eras um bocado)&lt;br /&gt;o que é que isso interessa? Nós percebemos as coisas e sentimos as coisas. Nós não somos grande coisa, mas somos alguma.&lt;br /&gt;E, no fundo, já nos habituámos um ao outro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-115972590464434783?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/115972590464434783/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=115972590464434783' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/115972590464434783'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/115972590464434783'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/10/um-pequeno-registo-dos-dias-do-cu.html' title='Um pequeno registo dos dias do céu cinzento'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-115884854863477244</id><published>2006-09-21T15:19:00.000+01:00</published><updated>2006-09-21T15:22:28.670+01:00</updated><title type='text'>Quando a brisa salgada nos toca a pele (uma completa revisão do "febre de sábado à noite. Completa mesmo, até o final é diferente)</title><content type='html'>No ar estava um frio cortante. As pontas dos meus dedos estavam geladas e a ponta do meu nariz estava gelada. Mas o frio agradava-me. Tinha um cheiro específico a frio. Um cheiro, como qualquer outro ao fim de um tempo, agarrado a memórias. Memórias de outros invernos, de livros e de músicas.&lt;br /&gt;Sorri apenas com o canto direito da boca.&lt;br /&gt;Virei-me para trás e vi a casa. Emanava música electrónica distorcida pela distância e pelo ar frio. Apenas os graves sobreviviam a cheirar a eco.&lt;br /&gt;Pelas janelas encontrava pessoas. Dezenas de pessoas, pessoas a mais. Alguns eram meus amigos e tinham invariavelmente um copo numa mão. Uma rapariga na restante.&lt;br /&gt;Eu segurava também uma bebida, mas com as duas mãos. Um Vodka tónico, corantes que coravam uma cor imperceptível e gelo picado. Um chapéu de palito e papel na borda do copo.&lt;br /&gt;À noite, a praia estava deserta.&lt;br /&gt;Levantei-me com uma mão apoiada na areia e bebi o que restava no fundo do copo.&lt;br /&gt;Na direcção da casa não se via agora a casa apenas Via-se também uma silhueta negra elegante que se aproximava. Com a mesma delicadeza de qualquer um que pisasse aquela areia.&lt;br /&gt;Lentamente, a silhueta tornou-se a irmã mais nova do meu melhor amigo. Uma irmã mais nova que agora olhava o mar como se o visse. Como se a escuridão não impedisse os olhos. Como se a noite não escurecesse. Pensei:&lt;br /&gt;-Acho que se chama Matilde.&lt;br /&gt;-Matilde?&lt;br /&gt;-Olá.&lt;br /&gt;-Olá. Não devias estar lá dentro? O teu irmão pode ficar preocupado.&lt;br /&gt;-O Jorge mandou-me sair de lá. Acha que sou demasiado nova. Os pais dizem-nos que eu tenho de fazer o que me manda e esquecem-se que o Jorge é o Jorge. Como se ser mais velho fosse ser mais adulto.&lt;br /&gt;-O Jorge está a tentar proteger-te. Ele esquece-se que com a tua idade nunca chegavamos a casa a tempo de ir dormir. Bebíamos e...bem, fazíamos tudo. Ele continua a fazê-lo&lt;br /&gt;-Parece igual à de ontem. No entanto, tenho a distinta impressão que ontem era morena.&lt;br /&gt;-Quê?&lt;br /&gt;-A rapariga que o Jorge tem na mão que não segura o copo.&lt;br /&gt;-ah.&lt;br /&gt;-E a Rita? Não pôde vir?&lt;br /&gt;Todos os pensamentos que me têm invadido nos últimos dias fizeram-me arrepiar.&lt;br /&gt;-Ela acabou comigo a semana passada.-Oh. Desculpa&lt;br /&gt;Sorri um sorriso forçado tentando que ela percebesse que não fazia mal. Talvez tenha parecido apenas um sorriso aparvalhado, mas ela sorriu comigo. Sorriu e ainda com o sorriso nos lábios disse&lt;br /&gt;-Queres ir nadar? Este mar é fantástico à noite.&lt;br /&gt;-Parece ser. Vamos.&lt;br /&gt;Entrámos na água tão rápido quanto os tecidos ensopados permitiam. Naquela noite&lt;br /&gt;(desconfio que apenas naquela noite)&lt;br /&gt;o mar estava fantástico.&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Na noite seguinte telefonei-lhe. O mar tinha-me deixado constipado e a minha voz estava manhosa.&lt;br /&gt;-Matilde?&lt;br /&gt;-Oh, ficaste constipado. Desculpa, a água costuma estar mais quente...e eu normalmente vou de bikini.&lt;br /&gt;-A água estava perfeita, não te preocupes. Queria perguntar-te se tens planos para esta noite?&lt;br /&gt;-Nada de especial. Ia jantar com o Jorge. Tinhas pensado em algo?&lt;br /&gt;-Tinha pensado que gostava de jantar contigo hoje.&lt;br /&gt;-Eu também gostava. O que é que lhe digo?&lt;br /&gt;-Dizes que vais estudar para casa de umas amigas.&lt;br /&gt;-Que original.&lt;br /&gt;-Porquê alterar um clássico?&lt;br /&gt;-Seria criminoso.&lt;br /&gt;-Pois seria.&lt;br /&gt;-Espera só um segundo.&lt;br /&gt;Ouvia agora a voz dela acompanhada pela voz do meu amigo. A voz dele não se alterou, não se exaltou. Os meus lábios tinham um sorriso idiota na cara e algo me dizia que ia demorar até o perder.&lt;br /&gt;-Onde é que te encontro?&lt;br /&gt;-Estás a ver a porta de tua casa&lt;br /&gt;-hum hum&lt;br /&gt;-Abre-a e dirige-te para a escuridão.&lt;br /&gt;-Não está assim tão escuro.&lt;br /&gt;-Eu sei, mas pareceu-me algo poético de se dizer.&lt;br /&gt;-Oh sim, isso é.&lt;br /&gt;O meu carro estava poucos metros à frente da casa. Eu estava lá dentro e ela estava agora a dirigir-se a mim. A sorrir dentro de um vestido negro que mostrava as suas pernas.&lt;br /&gt;- Achas que vou ter frio?&lt;br /&gt;-Não me parece que tenhas.&lt;br /&gt;Fomos a um restaurante no topo de uma encosta crispada. Com uma parede inteira de vidro mostrava a noite e o mar revolto que ao bater nas rochas se tornava espuma. A noite e as nuvens tinham uma paleta de cores impressionante na escuridão.&lt;br /&gt;O empregado tinha a pele pálida e vestia de preto. A sua voz parecia sair do queixo subido que comprimia os lábios.&lt;br /&gt;-Dois risottos com salmão.&lt;br /&gt;-hum&lt;br /&gt;Ela estava especialmente bonita nessa noite. A sua pele macia mostrava a sua tenra idade que a tornava morna. Os seus olhos não estavam maquilhados e os seus lábios não estavam pintados, no entanto pareciam estar. Ela tinha uma cara colorida: de maçãs do rosto roasadas e lábios encarnados&lt;br /&gt;(não encarnados demais)&lt;br /&gt;-Está a tirar alguma faculdade?&lt;br /&gt;-Eu estou no liceu ainda.&lt;br /&gt;-Pois. Claro. Tinha-me esquecido.&lt;br /&gt;-Estou em humanidades. Gostava de poder tirar letras.&lt;br /&gt;-Para seres professora?&lt;br /&gt;-Se tiver que ser. Mas o objectivo inicial é escrever romances. Contos.&lt;br /&gt;-Deve ser porreiro&lt;br /&gt;-Eu gostava.&lt;br /&gt;Quando já não havia risotto nos nossos pratos e as horas avançavam urgentes paguei e dei uma gorjeta ao pálido empregado.&lt;br /&gt;Quando atravessámos a porta vidrada do restaurante puz o meu braço sobre os ombros dela. Os ombros macios e apeteciveis.&lt;br /&gt;Quando voltámos, a casa dela estava altamente populada.&lt;br /&gt;-Ele deve ter pensado que chegavas mais tarde.&lt;br /&gt;-Pois. Deve.&lt;br /&gt;-Não te preocupes tanto. Ele vai-se cansar um dia.&lt;br /&gt;-Mais tarde ou mais cedo.&lt;br /&gt;-Vem dançar comigo.&lt;br /&gt;-E se ele nos vê?&lt;br /&gt;-Ele proibiu-te de dançar com alguém?&lt;br /&gt;-Na verdade, proibiu-me de dançar com toda a gente.&lt;br /&gt;-Pois. Então rezemos para que ele não te veja.&lt;br /&gt;-É Façamos isso.&lt;br /&gt;Entrámos pela porta e eu agarrei a sua mão com a minha.&lt;br /&gt;Sem querer, sorri.&lt;br /&gt;Troxe-a para um dos cantos da sala, onde talvez não chamássemos à atenção. Encostado ao vidro, enlacei-a delicadamente com os meus braços. Não sei se dançávamos, o movimento era muito suave, quase inexistente. A dança era talvez apenas um pretexto para estarmos abraçados. Na altura em que precisavamos de pretextos.&lt;br /&gt;No entanto, nenhum pretexto era suficiente para dançarmos a noite toda. Dançámos até que todos os que nos davam cobertura desapareceram e já ninguém habitava a sala.&lt;br /&gt;Apenas o silêncio e depois ela.&lt;br /&gt;-Estou muito cansada. As minhas pernas já me estão a falhar.&lt;br /&gt;-As minhas também.&lt;br /&gt;-Eu não te quero mandar embora. Acredita em mim.&lt;br /&gt;-Eu acredito em ti.&lt;br /&gt;-Mas o meu irmão...&lt;br /&gt;-Eu acredito em ti e percebo.&lt;br /&gt;-Eu não te quero mesmo mandar embora&lt;br /&gt;E a questão assaltou a minha cabeça: Quão difícil seria dar um beijo a sorrir.&lt;br /&gt;-adeus&lt;br /&gt;e beijamo-nos outra vez antes de eu ir. Sentei-me no carro e fiquei alguns momentos a olhar para a porta iluminada. O mundo estava na escuridão, porém, a porta estava iluminada.&lt;br /&gt;Até que se apagou.&lt;br /&gt;Ainda assim continuei a olhar para a porta. Talvez apenas por já lá ter os olhos. Talvez apenas por hábito. Talvez por aquela paisagem ser incrivelmente bonita quando se está a ouvir Mogwai.&lt;br /&gt;(Mas que paisagem é que não é bonita quando se está a ouvir Mogwai.)&lt;br /&gt;E enquanto o cd avançava no leitor e o “I know you are but what am I” se tornava “Stop coming to my house” a luz do quarto dela acendeu-se. Em poucos momentos a janela foi aberta e as cortinas afastadas.&lt;br /&gt;-Ainda aí estás.&lt;br /&gt;-Pois é.&lt;br /&gt;-Tinha uma coisa para te dizer.&lt;br /&gt;-Diz.&lt;br /&gt;-“Os teus olhos são peixes verdes”&lt;br /&gt;-E os teus?&lt;br /&gt;-Os meus também.&lt;br /&gt;-É bom saber.&lt;br /&gt;-Ainda bem.&lt;br /&gt;-Então adeus.&lt;br /&gt;-É. Adeus.&lt;br /&gt;-Desta vez é mesmo.&lt;br /&gt;-Acho que sim.&lt;br /&gt;E ao som de Mogwai a paisagem foi mudando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Acordei mal o sol encontrou os céus e transformou o ar numa lente laranja. Uma lente que nos engana sempre. Que faz com que o azul pareça arroxeado e o verde amarelado. Uma lente que mostra quão subjectivas são as cores. Que são apenas o aspecto da lus quotidiana.&lt;br /&gt;Agora penso que acordei no carro. Lembro-me de me deitar em casa porém acordar no carro. Não consigo relatar de uma maneira mais filedigna os acontecimentos. Acho que perdi certas memórias. Os acontecimentos parecem agora pedaços de um sonho.&lt;br /&gt;Tirando as memórias com ela.&lt;br /&gt;Sentei-me no banco da frente do carro&lt;br /&gt;(ou na cama)&lt;br /&gt;à espera que o tempo passasse. À espera que 6.52 da manhã se tornassem 9.30. Ainda esperei um tempo, eu sou muito bom a esperar.&lt;br /&gt;Mas não esperei muito&lt;br /&gt;-Bom dia?&lt;br /&gt;-Jorge?&lt;br /&gt;Onde  é que estava com a cabeça?.&lt;br /&gt;-Sim, claro.&lt;br /&gt;-Era para saber se hoje vens tu a minha casa ou vou eu a tua.&lt;br /&gt;-Tu tinhas dito que era em tua.&lt;br /&gt;-Sim sim, era só a confirmar.&lt;br /&gt;-Está confirmado.&lt;br /&gt;-Pronto. Até lá.&lt;br /&gt;-Até&lt;br /&gt;Onde é que estava com a cabeça?&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Eu e o Jorge passámos a tarde em minha casa a estudar afincadamente. Afincadamente até ele se aborrecer e aí o estudo tornou-se esquecido. Um acordo não dito entre nós que já não se podia falar de Nabokov ou de literatura clássica russa no geral.&lt;br /&gt;Ele falava da Sonia e da Lola e de outras cujos nomes não me lembro.&lt;br /&gt;Falava dos seus lábios e dos seus cabelos soltos&lt;br /&gt;(às vezes atados ou entrelaçados)&lt;br /&gt;até ser tarde e ele dizer&lt;br /&gt;-Tenho de me arranjar para hoje à noite.&lt;br /&gt;E a mim sempre me escapou o que é que um homem pode fazer para se arranjar. Porque, no fundo, basta desodorisante.&lt;br /&gt;(ou se falarmos do James Dean, John Travolta, Elvis Presley e companheiros,&lt;br /&gt;um pente)&lt;br /&gt;-Queres que te leve a casa?&lt;br /&gt;-Isso era muito porreiro. Não tenho grande vontade de gastar dinheiro num taxi. Não te importas?&lt;br /&gt;-De todo.&lt;br /&gt;Em poucos minitos alcançámos o nosso destino.&lt;br /&gt;-Entras?&lt;br /&gt;-Sim, claro.&lt;br /&gt;-Abanca aí na sala. Eu vou arranjar-me mas daqui a pouco estão a chegar pessoas.&lt;br /&gt;-Vais fazer uma festa?&lt;br /&gt;-Todos os dias, meu.&lt;br /&gt;Após ele ter estado ausente por um tempo que me aparecia como interminável, fui para a mesa no canto da sala. Lá, estava o computador portátil no qual o Dj normalmente passava a música nas festas. Seleccionei tudo o que havia de New Order e puz a tocar.&lt;br /&gt;Da porta onde o Jorge tinha desparecido aparecia agora ela. Caminhando sobre uns pequenos sapatos vermelhos que condiziam com os seus lábios clássicos. Caminhou até à mesa onde eu estava e abeirou-se para ver o que eu fazia.&lt;br /&gt;-O estudo foi bom?&lt;br /&gt;-Come si come sa. Pode-se dizer que foi bom enquanto foi.&lt;br /&gt;-Isso já é alguma coisa...&lt;br /&gt;Descolou-se da mesa e fixou os seus olhos em mim. Os seus olhos que, com a ajuda das sobrancelhas comprimidas, se tornavam sedutores.&lt;br /&gt;Deu uma pirueta no centro da sala e disse&lt;br /&gt;-Eu adoro New Order.&lt;br /&gt;Desta vez, fui eu que larquei o computador e aproximei-me dela.&lt;br /&gt;-Eu também&lt;br /&gt;de mãos nos bolsos.&lt;br /&gt;E lentamente fomo-nos afastanto. O perigo do irmão dela aparecer era demasiado para arriscarmos.&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Estacionei o carro no passeio oposto à casa dela. A escuridão ainda escondia as coisas. Tirando as nuvens. As nuvens estavam rosadas no céu negro. Quando os meus pés tocaram a estrada sentiram as ervas que nasciam no alcatrão. As folhas secas que o vento trouxe das dunas que antecediam a praia.&lt;br /&gt;Deviam ser quatro da manhã.&lt;br /&gt;Apanhei uma pequena pedra que um dia foi parte da estrada e atingi o vidro dela. Tinha-o visto em filmes&lt;br /&gt;(em quase todos os filmes na verdade.)&lt;br /&gt;e mesmo sendo um clichê parecia funcionar sempre. Pelo menos é o que parecia nos filmes.&lt;br /&gt;Nada aconteceu.&lt;br /&gt;Atirei outra pedra e depois outra.&lt;br /&gt;Ainda nada.&lt;br /&gt;Tomei uma nota mental de nunca mais voltar a fazer coisas que apareciam naqueles filmes e toquei à porta. Ela apareceu num pijama rosado que lhe ficava largo.&lt;br /&gt;-Estás doido! Tens mesmo o desejo que o meu irmão me tormente lentamente até à...&lt;br /&gt;Interrompi-a antes que disesse algo que se iria arrepender.&lt;br /&gt;-Eu tentei atirar pedrinhas à tua janela mas tu não ouviste.&lt;br /&gt;-Ouvi pois! Pregaste-me um susto de morte! Não fazia ideia o que era!&lt;br /&gt;-Desculpa. Mas agora nada disso importa. Nem o teu irmão nem mais ninguém.&lt;br /&gt;-Hã? Como assim?&lt;br /&gt;-Vem comigo para casa.&lt;br /&gt;-Para tua casa? Estás a falar a sério?&lt;br /&gt;-Para minha casa. Eu tenho uma pequena vivenda nas redondezas de elvas e uma série de terrenos agrículas que o meu avô me deixou. Assim poderemos estar juntos, sem estarmos sempre a elaborar elaboradas mentiras.&lt;br /&gt;-E o meu irmão?&lt;br /&gt;-Esquece o teu irmão! Vamos ser loucos de felicidade!&lt;br /&gt;Rapidamente o seu olhar confuso tornou-se alegre e excitado.&lt;br /&gt;-Vamos! Vamos ser loucos de felicidade!&lt;br /&gt;Corremos para o carro e ela parou.&lt;br /&gt;-Vai ligando o carro, tenho que ir buscar roupa.&lt;br /&gt;Dentro do carro, o rádio ainda tocava Mogwai.&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;As janelas do carro mostravam os campos de trigo dourado completamente desertos. Apenas o brilho que emanavam, como se tivessemos a viajar pelas estradas de uma estrela. Ao longe iam-se vendo cercas e pequenas vivendas e animais. Algumas vacas, mas sobretudo ovelhas.&lt;br /&gt;Ela dormia com a cabeça encostada na janela. Os seus lábios soltavam-se um do outro e voltavam a tocar-se numa repetição sem fim. Os cabelos estavam soltos e loucos por ela não os ter penteado.&lt;br /&gt;Eu preferia assim.&lt;br /&gt;Escorregavam para os olhos e os lábios e tocavam ainda o queixo delicadamente.&lt;br /&gt;Eu endireitava-me e preocupava-me em manter os olhos na estrada. Não me podia desconcentrar, descuidar. Logo agora que estava tão perto de casa.&lt;br /&gt;No leitor de Cd’s ouvia os The Smiths cantarem “If a double decked bus crashes into us/ to die by your side is such a heavenly way to die”&lt;br /&gt;E eu sorria. Mesmo assim era preferível ter atenção à estrada.&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Quando chegámos abrandei o carro e estacionei-o sob um velho chorão.&lt;br /&gt;Era tão bom estar de volta a casa. Tantas memórias que lá residiam, dos meus pais e avós. Da quando eu era pequeno e percorria os terrenos com a minha bicicleta. Tantas vezes corri por entre as macieiras e nadei no lago.&lt;br /&gt;Beijei-a suavemente para que ela acordasse. Murmurei&lt;br /&gt;-Matilde&lt;br /&gt;e parecia o som que o vento faz quando roça no velho chorão.&lt;br /&gt;-Matilde&lt;br /&gt;-hum?&lt;br /&gt;-Chegámos a minha casa. Chegámos a minha casa e agora tudon vai ser perfeito.&lt;br /&gt;-hum.&lt;br /&gt;-Vá lá! Levanta-te! Acorda e inala o ar fresco e a brisa que vem do lago.&lt;br /&gt;-Isto tem um lago?&lt;br /&gt;-Tem. Não te tinha dito?&lt;br /&gt;-Não.&lt;br /&gt;-Anda, vamos por as tuas malas dentro de casa.&lt;br /&gt;-Estou com sono.&lt;br /&gt;-Enganaste-me bem. Anda dái! Temos tempo para dormir quando formos velhos.&lt;br /&gt;-Depois podemos ir nadar?&lt;br /&gt;-Não esperava eu outra coisa.&lt;br /&gt;Ela abriu a porta e saiu aos tropeções.&lt;br /&gt;Fomos pelo caminho de calçada coberto de folhas secas. Faltavam algumas das pedras e eu não me lembro de elas alguma vez lá terem estado.&lt;br /&gt;A vivenda tinha dois andares e as paredes eram feitas de basalto. Apenas umas janelas de vidro poeirento e o telhado encarnado rompiam o negro da pedra.&lt;br /&gt;E a porta. A enorme porta verde com a fechadura dourada.&lt;br /&gt;Lentamente e com esforço consegui abri-la.&lt;br /&gt;Fiz uma rápida visita guiada, mostrando a Matilde onde ficava a sala, cozinha, casa de banho e o nosso quarto. Ficava no segundo andar e tinha uma enorme cama no centro, um roupeiro imbutido na parede e um armário com vinyls que os meus pais me tinham deixado.&lt;br /&gt;Ela arrumou as roupas e deixou-se cair sobre a cama.&lt;br /&gt;-Dá-me 30 minutos. Só te peço 30 minutos.&lt;br /&gt;-Ok. Eu vou vestir os calções de banho e vou para o lago.&lt;br /&gt;-Eu vou lá ter.&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Os meus pés sentiam os seixos húmidos que avisavam o ínicio do lago. A extensão de água começava num riacho que vinha de longe e que percorria centenas de quilómetros até acabar aqui. Neste enorme lago de água limpa e transparente e que reflectia na perfeição toda a luz do sol. Só com esse reflexo se podiam notar pequenas ondulações, erros na imagem perfeita do céu.&lt;br /&gt;Ouvi um barulho nos arbustos atrás de mim.&lt;br /&gt;-Nós temos uma coisa boa com a água, não temos?&lt;br /&gt;Era ela, vestida já para nadar, com os cabelos agora domados, sobre os ombros.&lt;br /&gt;-Temos pois. Na verdade, desconfio de todos os casais que não gostam de estar juntos dentro de água.&lt;br /&gt;-Como te percebo.&lt;br /&gt;-Queres ir nadar?&lt;br /&gt;-Oh, Dejá vu!&lt;br /&gt;Desta vez não corremos para dentro de água. Andámos, com medo de tropeçar nos seixos.&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Quando o manto de água que cobria a nossa pele se tornou demasiado frio e o sol ameaçava ir-se, sáimos do lago. Subimos cuidadosamente os seixos e alcançámos a relva que rodeava a vivenda de basalto.&lt;br /&gt;Deitámo-nos tão juntos quanto era possível.&lt;br /&gt;Deitámo-nos e ficámos deitados até toda a água nos nossos corpos se evaporar e o sol ter desaparecido por completo.&lt;br /&gt;Sussurei&lt;br /&gt;-Espera aqui por mim, volto num segundo.&lt;br /&gt;-Eu espero.&lt;br /&gt;Levantei-me num movimento rápido e entrei a vivenda. O mais depressa que consegui voltei para junto dela.&lt;br /&gt;Nos meus braços repousava uma viola.&lt;br /&gt;-Sabes tocar?&lt;br /&gt;-Sei, aprendi quando era miúdo. É como andar de bicicleta, nunca se esquece.&lt;br /&gt;-É o que eles dizem.&lt;br /&gt;-E eles hão de saber porque o dizem.&lt;br /&gt;-Claro, senão não o diriam.&lt;br /&gt;Passei os meus dedos levemente pelas cordas e comecei a afinar as cordas. Passaram uns minutos até todas as cordas soarem como deveriam e foi aí que os acordes começaram a acontecer. Entre os meus dedos e o braço da viola os acordes começaram a acontecer a ter alguma lógica. A minha voz também&lt;br /&gt;-“Give me your love and I’ll give you the perfect love song”&lt;br /&gt;Ela sentou-se na relva e começou a olhar para mim. Começou a olhar como quem está a ouvir e quer falar. Como quem quer dizer “adoro-te” e “obrigado” mas não o diz por ter medo de arruinar tudo.&lt;br /&gt;-“with a divine Beatles bass line and a great old Beach Boys sound.”&lt;br /&gt;E todos os acordes continuaram a acontecer.&lt;br /&gt;Até a minha voz se silenciar e as cordas tornarem-se inertes. Até ela dizer&lt;br /&gt;-Adoro-te. Obrigado.&lt;br /&gt;Com uma voz que tremia. Com uma voz que tremia ela continuou a dizer&lt;br /&gt;-Bem, para ser honesta, eu amo-te. Não fico magoada se me disseres que não me amas, apenas queria que soubesses. Eu queria que soubesses tudo. Eu queria tanto contar-te tudo...&lt;br /&gt;-Matilde, tola, eu amo-te.&lt;br /&gt;-Não me chames tola.&lt;br /&gt;-Era tola no bom sentido.&lt;br /&gt;-Não me voltes a chamar tola, por favor.&lt;br /&gt;-Desculpa. Não voltarei.&lt;br /&gt;Ela sorriu e tentou escondê-lo. Tentou guardar o sorriso dentro de ela, mas foi em vão.&lt;br /&gt;-Fico contente por saber.&lt;br /&gt;-Por saber o quê?&lt;br /&gt;-Tentas envergonhar-me de propósito, não é verdade? Sabes bem do que estou a falar, não me tortures mais!&lt;br /&gt;-És uma exagerada. Só queria saber se estávamos a pensar no mesmo, se estávamos no mesmo comprimento de onda. É triste que te incomode assim tanto falar sobre estas coisas!&lt;br /&gt;-Mas incomoda-me. Não falemos mais, está bem?&lt;br /&gt;-Claro, se preferires. Não preciso que me digas mais nada.&lt;br /&gt;Beijei-a ali, na relva. Beijei-a no caminho até casa e na entrada de casa. Beijei-a pelas escadas acima e beijei-a no quarto e beijei-a na cama. Beijei-a enquanto a despia e enquanto ela me despia. Beijei-a quando os nossos corpos estavam nus e, por fim, ela beijou-me.&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Acordei numa manhã tardia e quente. Com o sol a entrar completamente pelas janelas e pela porta aberta. Nos lençois permanecia ainda um calor humano, acolhedor. Um calor que me teria feito ficar na cama&lt;br /&gt;(e talvez dormir mais umas curtas horas)&lt;br /&gt;não fosse o lugar a meu lado estar vazio. Ainda com a forma das suas curvas marcada nos lençois. O socalco que o corpo de Matilde fazia nos lençois tornava-me melancólico. Irracionalmente melancólico, mas o que é que se pode fazer? As pessoas costumam ter razões escondidas nas suas memórias&lt;br /&gt;(às vezes menos escondidas)&lt;br /&gt;para as suas irracionalidades. Eu, claro, não sou excepção. As estranhas condições em que eu e a Rita acabámos não são únicas. Uma Inês qualquer-coisa&lt;br /&gt;(é inamaginável o quão pouco importantes podem ser os apelidos)&lt;br /&gt;rompeu comigo dentro de um avião que nos levava para uma viagem romantica.&lt;br /&gt;(Canárias ou outras desse género)&lt;br /&gt;o que tornou as coisas um bocado estranhas enquanto estivemos lá.&lt;br /&gt;Onde é que estava?&lt;br /&gt;A minha irracionalidade melancólica, pois. Na verdade não durou muito, em poucos segundos estava o corpo dela a passar pela porta luminosa. Alegre, demasiado alegre se isso for possível.&lt;br /&gt;-Huhu, acordaste!&lt;br /&gt;-Acho que sim.&lt;br /&gt;-Estás aborrecido?&lt;br /&gt;-Não, acho que es...&lt;br /&gt;-Isso passa-te já.&lt;br /&gt;-Ai passa?&lt;br /&gt;-Passa pois! Eu tenho cds com best ofs relacionados com o meu humor no momento. O alegre tem Divine Comedy e algum Josh Rouse mais arrebitado. No entanto, o triste é um recuperador de humor! Com um bocado de Indie dos anos 90, uma dos Joy Division e...&lt;br /&gt;(ela deixou o suspense a pairar no ar enquanto punha o cd na aparelhagem. Nesse momento admirei-a, por tentar tornar a realidade mais perfeita de um modo cinematográfico. Aquela perfeição hollywodesca de um bom clichê)&lt;br /&gt;Monthy Phyton!&lt;br /&gt;Pelas colunas saiu a voz de um deles&lt;br /&gt;(Eu sei reconhecer o John Cleese e a lista acaba aí)&lt;br /&gt;e eu percebi que ela tinha razão, aquilo passava-me já.&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;Fui em quem cozinhou sempre durante a nossa estadia naquela casa. Não por ela não insistir em fazê-lo. Pelo contrário, ela tinha as maneiras mais creativas de se oferecer para esse particular trabalho. Vestia o avental e relatava-me todos os elogios que foram tecidos ao “salmão em molho de maracujá da Matilde”&lt;br /&gt;(a parte creativa era ela vestir o avental, apenas o avental.)&lt;br /&gt;Fui eu quem cozinhou porque adorava a sua cara sonolenta&lt;br /&gt;(eu começo a cozinhar extremamente cedo)&lt;br /&gt;encostada ao armário dos talheres enquanto me tentava fazer companhia. As suas pernas nuas, sem cremes nem loções e os seus braços. Os seus braços pareciam ter sido esquecidos pelo tempo, pareciam novos demais. Uns braços de lolita presos àquele corpo de Matilde.&lt;br /&gt;Naquele dia ela não me fez companhia. Estava na sala a falar ao telefone e a sua voz mudava de humor com os segundos que passavam.&lt;br /&gt;Era o irmão dela. Era o Jorge e tinha descoberto tudo.&lt;br /&gt;O plástico do telefone fez o som que os telefones fazem quando são pousados no sitio próprio e a voz dela era agora dirigida a mim.&lt;br /&gt;-Vou voltar para casa.&lt;br /&gt;O inevitável não foi evitado e eu secretamente esperava que pudesse ser. No entanto, é uma afirmação tão seca. “Vou voltar para casa”. Quase cruel. Quase. Ou então sou só eu, com as minhas irracionalidades racionais.&lt;br /&gt;-Queres boleia?&lt;br /&gt;-Acho que ele vem cá buscar-me.&lt;br /&gt;-hum.&lt;br /&gt;-Não me perguntas como é que ele descobriu sobre nós?&lt;br /&gt;-Não me parece importante.&lt;br /&gt;-Pois, talvez não seja.&lt;br /&gt;Continuei a cozinhar e desta vez ela estava na cozinha. No entanto, sem a cara ensonada e as pernas pareciam-me ter um certo brilho acrescentado.&lt;br /&gt;-Desculpa, não estou chateada contigo.&lt;br /&gt;-Não te preocupes.&lt;br /&gt;-Eu vou voltar. Sabes isso, não sabes?&lt;br /&gt;-Agora sei. Fico feliz.&lt;br /&gt;Ela sorriu com um sorriso entristecido e eu percebi que não a ia voltar a ver.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-115884854863477244?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/115884854863477244/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=115884854863477244' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/115884854863477244'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/115884854863477244'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/09/quando-brisa-salgada-nos-toca-pele-uma.html' title='Quando a brisa salgada nos toca a pele (uma completa revisão do &quot;febre de sábado à noite. Completa mesmo, até o final é diferente)'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-115618135721863494</id><published>2006-08-21T18:05:00.000+01:00</published><updated>2006-08-21T18:29:17.303+01:00</updated><title type='text'>Gilmore girls</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lorelai: you really like him, don't you?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Rory: Yeah.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lorelai: Okay, then. Just calm down.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Rory:I don't want to do or say anything else that's gonna be remotely moronic&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lorelai:I'm afraid once your hearts involved it all comes out in moron.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-115618135721863494?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/115618135721863494/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=115618135721863494' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/115618135721863494'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/115618135721863494'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/08/gilmore-girls.html' title='Gilmore girls'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-115428185699866268</id><published>2006-07-30T18:39:00.000+01:00</published><updated>2006-07-30T18:50:57.013+01:00</updated><title type='text'>Manhattan (2006)6</title><content type='html'>Subi-as até encontrar um porta oxidada. Um verde, talvez escuro, talvez claro. Era dificil de notar, devido à luz fraca. Intermitente.&lt;br /&gt;Abri-a com a manga do casaco.&lt;br /&gt;(a maçaneta estava húmida. Só deus sabe com o quê)&lt;br /&gt;e cheguei ao terraço. Repleto de antenas parabólicas&lt;br /&gt;(não parabólicas)&lt;br /&gt;caixas de metal e tubos. Tantos tubos. Sentei-me num deles e fiquei a observar os prédios e os telhados sem telha.  As janelas que exibiam contabilistas em computadores, advogados em computadores, designers em computadores&lt;br /&gt;(mas fininhos)&lt;br /&gt;e nenhuma senhora a por a roupa a secar. Nem um senhor de colete de malha a observar as ruas. Era uma das razões pelas quais tinha saudades de Lisboa.&lt;br /&gt;Lembrei-me da Ana Carolina e dos seu corpo nu. As sensações que experimentei tão estranhas por serem minhas. Já tinha desenhado e pintado dezenas de pessoas. Muitas mulheres. Lindas mulheres até. Uma delas cheguei a namorar. Elizabeth. Não são raros os romances entre modelos e pintores. A nudez propicia sempre acontecimentos nus.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-115428185699866268?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/115428185699866268/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=115428185699866268' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/115428185699866268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/115428185699866268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/07/manhattan-20066.html' title='Manhattan (2006)6'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-115411339130375693</id><published>2006-07-28T19:59:00.001+01:00</published><updated>2006-07-28T20:03:11.323+01:00</updated><title type='text'>Alexis bledel</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/2928/1532/1600/alexisbledel.0.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2928/1532/320/alexisbledel.0.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-115411339130375693?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/115411339130375693/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=115411339130375693' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/115411339130375693'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/115411339130375693'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/07/alexis-bledel_28.html' title='Alexis bledel'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-115403504924228637</id><published>2006-07-27T22:05:00.000+01:00</published><updated>2006-07-27T22:17:29.256+01:00</updated><title type='text'>Manhattan (2006)5</title><content type='html'>Olhei para ela e tentei ver as proporções.&lt;br /&gt;(com um dedo no lápis e a ver a imgem dela desfocada)&lt;br /&gt;mas a imagem dela não ficava desfocada. Eu não conseguia notar se os seus braços chegavam aos joelhos porque apenas a conseguia ver na sua nudez. Tão bela. Nos seus contornos suaves, possivelmente desenhados por um Vermeer. Nunca por um Lucian Freud. Muito menos por um Francis Bacon.&lt;br /&gt;Os meus olhos estavam anormalmente abertos e recusavam-se a fechar. Acho que não encontravam motivos para o fazer.&lt;br /&gt;-Vista-se.&lt;br /&gt;-O quê?&lt;br /&gt;-Não estou a conseguir trabalhar agora. Vista-se por favor.&lt;br /&gt;-Sabe que me paga na mesma.&lt;br /&gt;-Claro. Volte amanhã à esta hora.  Vou ter de sair agora.&lt;br /&gt;Abri a porta rapidamente e dirigi-me às escadas do prédio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-115403504924228637?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/115403504924228637/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=115403504924228637' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/115403504924228637'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/115403504924228637'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/07/manhattan-20065.html' title='Manhattan (2006)5'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-115392710824917084</id><published>2006-07-26T16:15:00.001+01:00</published><updated>2006-07-26T16:18:28.263+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>"Um dia, quando a ternura for a única regra da manhã, acordarei entre os teus braços"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já não me lembro quem escreveu isto. Eu tenho-o escrito a caneta de acetato num tubo de metal e hoje apetecia-me escrever isto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-115392710824917084?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/115392710824917084/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=115392710824917084' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/115392710824917084'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/115392710824917084'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/07/um-dia-quando-ternura-for-nica-regra_26.html' title=''/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-115384938228229313</id><published>2006-07-25T18:29:00.000+01:00</published><updated>2006-07-25T18:43:02.303+01:00</updated><title type='text'>Meu amor, já nada resta.</title><content type='html'>Ontem, as palavras tornaram-se a sombra das coisas que não acontecem&lt;br /&gt;o reflexo da minha mão e da tua quando não estão entrelaçadas&lt;br /&gt;pelos nossos dedos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem, as palavras tornaram-se tudo o que resta entre nós&lt;br /&gt;o reflexo de nada e de coisa nenhuma porque tu nunca&lt;br /&gt;estarás comigo. Nunca mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem, as palavras tornaram-se músicas tristes&lt;br /&gt;e desde então, todas as músicas são tristes e&lt;br /&gt;são silêncio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-115384938228229313?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/115384938228229313/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=115384938228229313' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/115384938228229313'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/115384938228229313'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/07/meu-amor-j-nada-resta.html' title='Meu amor, já nada resta.'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-115377558823057401</id><published>2006-07-24T22:11:00.000+01:00</published><updated>2006-07-24T22:13:08.263+01:00</updated><title type='text'>Manhattan (2006)4</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: left; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;-Forgive-me. I completely forgot about this.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: left; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;-I’ll forgive you if you tell-me this an one person audition&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: left; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: left; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;-It sure looks like it.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: left; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: left; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;-So, who will you pick for the job?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: left; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: left; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;-hum?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: left; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: left; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;-It was a joke. Forget it. &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;My name’s Ana Carolina.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: left; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: left; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;-Tuga?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: left; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: left; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;-Oh meu deus, não! Nunca! Tuga? Portuguesa, mesmo que não goste de fado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: left; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: left; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;-Claro, é uma expressão infeliz.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: left; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: left; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;-Tuga...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: left; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: left; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Abri a porta com rotações rápidas da chave na fechadura. Sentia o ar reprovador de Ana carolina a incidir na minha nuca. A palavra&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: left; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: left; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;-Tuga&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: left; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: left; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;estava no ar. Na composição do oxigénio. Entrámos os dois e eu fechei a porta, com esperança que a palavra ficasse lá fora.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: left; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: left; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;-O meu nome é &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Pedro.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: left; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: left; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Ela sorriu ternamente. Nunca tinha visto ninguém ser capaz de sorrir ternamente. Ouvi rumores, acho que já todos ouvimos. Mas nunca tinha realmente visto ninguém ser capaz de sorrir ternamente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: left; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: left; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;-Quer que me dispa?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: left; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: left; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;-Desculpe?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: left; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: left; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;-Para me pintar. Não estava à procura de uma modelo...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: left; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: left; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;-Sim, sim claro. Estava distraído. Já é um estado permanente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: left; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: left; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Ela rapidamente tirou as suas roupas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: left; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: left; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;-Sente-se na cadeira perto do telão.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: left; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: left; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Ela era bonita. Não muito, mas ainda assim bonita. Ela tinha outra graça qualquer. Era charmosa e a maneira como olhava fazia um homem derreter. Na verdade, acho que faria qualquer ser vivo derreter-se. Aqueles olhos tão azuis que vemos nas meninas de seis anos e que nunca vemos nas mulheres de 20.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: left; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: left; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;-As meninas bonitas de olhos azuis. Nunca soube o que lhes acontecia. O que acontecia àqueles olhos mesmo azuis. Não como os olhos azuis normais, a atirar para o cinzento. Aqueles que fazem os poetas fazerem metáforas lamechas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: left; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: left; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;(demasiado lamechas às vezes)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: left; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: left; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;comparando o mar aos olhos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: left; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: left; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;-Isso é um elogio?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: left; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: left; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;-Não sei. Mas os teus olhos são mesmo azuis.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: left; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: left; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;-Obrigado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: left; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-size:100%;" &gt;E ela olhou-me com um ar intrigado mas agradado. Tipo Julia Roberts no Notting hill, quando o Hugh Grant pergunta se ela quer sumo de laranja.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-115377558823057401?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/115377558823057401/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=115377558823057401' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/115377558823057401'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/115377558823057401'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/07/manhattan-20064.html' title='Manhattan (2006)4'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-115358709381908009</id><published>2006-07-22T17:17:00.000+01:00</published><updated>2006-07-22T17:51:34.193+01:00</updated><title type='text'>Manhattan (2006)3</title><content type='html'>O almoço foi um almoço e isso geralmente funciona como regra para a minha vida. Quando acabámos eles foram ver um concerto. Uma daquelas coisas africana/brasileira/indiana/chinesa. Duvido sempre que as pessoas que vão a estes concertos vão pela música. Talvez esteja errado. Não duvido que as ruas sejam mais bonitas quando têm árvores e jardims e menos carros. Porém, acho que já me habituei a Nova yorke. Tipo coca-cola, "primeiro estranha-se depois entranha-se". Agora as pessoas que andam e não olham encantam-me. As pessoas que passam e não notam. Os pés começam a mexer-se e só param quando querem. Com eles as pessoas vão. Pessoas que são só pés. O meu apartamento fica mesmo no centro. Foi-me oferecido pelo meu merchant.&lt;br /&gt;(tipo manager de pintores, mas com um nome francês.)&lt;br /&gt;e tem uma parede em vidro&lt;br /&gt;(Talvez seja clichê, mas eu gosto)&lt;br /&gt; que dá para uma rua, e portanto para outros prédios com paredes em vidro. É um bom apartamento. Muito "breakfast at tiffany's".&lt;br /&gt;Subi pelo elevador e estava uma rapariga á minha porta. Por momentos estranhei, mas apenas por momentos. Estava atrasado para uma audição para modelos. Eu contrato sempre modelos para pintar. O meu merchant paga.&lt;br /&gt;(Ele paga tudo)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-115358709381908009?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/115358709381908009/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=115358709381908009' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/115358709381908009'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/115358709381908009'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/07/manhattan-20063.html' title='Manhattan (2006)3'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-115356010446219098</id><published>2006-07-22T10:14:00.000+01:00</published><updated>2006-07-22T10:21:44.480+01:00</updated><title type='text'>Recordar é viver de Vitor Espadinha</title><content type='html'>Espero que não conheçam a música, iriam achar mal de mim. É um bocado kitch, mas é romântica e aparece num episódio do "Fura vidas". O Quim é fanático por ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi em Setembro que te conheci&lt;br /&gt; Trazias nos olhos a luz de Maio&lt;br /&gt; Nas mãos o calor de Agosto&lt;br /&gt; E um sorriso&lt;br /&gt; Um sorriso tão grande que não cabia no tempo&lt;br /&gt; Ouve, vamos ver o mar&lt;br /&gt; Foste a trinta de Fevereiro de um ano por inventar&lt;br /&gt; Falámos, falámos coisas tão loucas que acabámos em silêncio&lt;br /&gt; Por unir as nossas bocas&lt;br /&gt; E eu aprendi a amar   &lt;p&gt;REFRÃO: Sim eu sei que tudo são recordações&lt;br /&gt; Sim eu sei é triste viver de ilusões&lt;br /&gt; Mas tu foste a mais linda história de amor&lt;br /&gt; Que um dia me aconteceu&lt;br /&gt; E recordar é viver, só tu e eu &lt;/p&gt;   &lt;p&gt;Foi em Novembro que partiste&lt;br /&gt; Levavas nos olhos as chuvas de Março&lt;br /&gt; E nas mãos o mês frio de Janeiro&lt;br /&gt; Lembro-me que me disseste que o meu corpo tremia&lt;br /&gt; E eu, eu queria ser forte, respondi que tinha frio&lt;br /&gt; Falei-te do vento norte&lt;br /&gt; Não, não me digas adeus&lt;br /&gt; Quem sabe, talvez um dia... como eu tremia, meu Deus&lt;br /&gt; Amei como nunca amei&lt;br /&gt; Fui louco, não sei, talvez&lt;br /&gt; Mas por pouco, por muito pouco eu voltaria a ser louco&lt;br /&gt; Amar-te-ia outra vez" &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-115356010446219098?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/115356010446219098/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=115356010446219098' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/115356010446219098'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/115356010446219098'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/07/recordar-viver-de-vitor-espadinha.html' title='Recordar é viver de Vitor Espadinha'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-115339646468513745</id><published>2006-07-20T12:37:00.001+01:00</published><updated>2006-07-20T12:54:24.686+01:00</updated><title type='text'>Manhattan (2006)2</title><content type='html'>-Depois mostras-me o quadro?&lt;br /&gt;-Sim, claro.&lt;br /&gt;-Eu vou andando. Vou almoçar fora com a Isabel.&lt;br /&gt;-Ok&lt;br /&gt;-Queres vir?&lt;br /&gt;-Sim. Deixa-me ir buscar o casaco.&lt;br /&gt;Isabel é a ex-mulher dele. Continuam a ser amigos, mas no fundo não o são. Nunca foram. Ele quer reconquistá-la e ela...acho que ela está confusa.&lt;br /&gt;Fomos no carro dele.&lt;br /&gt;-Pedro, isto está a cair aos bocados.&lt;br /&gt;-Do que é que estás a falar?&lt;br /&gt;-Do teu carro. A tinta está a descascar. O rádio só apanha a wnyc. Mal. Muito mal.&lt;br /&gt;-É muito caro reparar. É um carocha. Dos primeiros.&lt;br /&gt;-Pois.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-115339646468513745?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/115339646468513745/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=115339646468513745' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/115339646468513745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/115339646468513745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/07/manhattan-20062.html' title='Manhattan (2006)2'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-115333238636190943</id><published>2006-07-19T19:02:00.000+01:00</published><updated>2006-07-19T19:06:26.363+01:00</updated><title type='text'>manhattan(1979)</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.nostalgia.com/"&gt;&lt;img alt="The image “http://www.uv.mx/eee/cine/Manhattan2_archivos/image001.jpg” cannot be displayed, because it contains errors." src="http://www.uv.mx/eee/cine/Manhattan2_archivos/image001.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-115333238636190943?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/115333238636190943/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=115333238636190943' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/115333238636190943'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/115333238636190943'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/07/manhattan1979.html' title='manhattan(1979)'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-115333187280041319</id><published>2006-07-19T17:01:00.000+01:00</published><updated>2006-07-19T18:57:52.893+01:00</updated><title type='text'>Manhattan (2006)</title><content type='html'>O céu azul era como espuma que engolia o topo dos arranha-céus.  Os prédios cinzentos&lt;br /&gt;(quase todos cinzentos)&lt;br /&gt;a certa altura azulavam. Azulavam por completo. O sol no entanto fazia com que o desaparecimento de parte dos edificios não fosse melancólico. Com que não fosse de todo melancólico, ou nostálgico.&lt;br /&gt;(ás vezes é muito nostálgico)&lt;br /&gt;era como um filme. Uma Nova yorke como no manhattan mas com cores.&lt;br /&gt;(não com cores exageradas, como nas novelas. Ou como no L.I.E., mas nesse as cores exageradas não são demasiado exageradas)&lt;br /&gt;Não me devia distrair tão facilmente. Mas esta vista não é ignorável. Não é habituável.&lt;br /&gt;(acho que habituável não existe. Devia, é uma palavra gira.)&lt;br /&gt;Não me devia distrair tão facilmente.&lt;br /&gt;-Já acabaste?&lt;br /&gt;-Ainda não comecei.&lt;br /&gt;-Que raio é que estiveste este tempo todo a fazer?&lt;br /&gt;-A ver a cidade&lt;br /&gt;Não me devia distrair tão facilmente.&lt;br /&gt;-Não te devias distrair tão facilmente.&lt;br /&gt;-Pois, eu sei. Vira-te de frente para a câmara.&lt;br /&gt;-Assim?&lt;br /&gt;-ya. Quando eu disser viras-te rapidamente para a direita, ok?&lt;br /&gt;-claro&lt;br /&gt;-agora&lt;br /&gt;Os efeitos nas fotografias sempre me fascinaram. Mesmo depois de perceber que são banais. Mesmo depois de perceber que qualquer miúdo é capaz de o fazer. Acho giro. No fundo não faz mal, eu sou um pintor, não um fotógrafo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-115333187280041319?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/115333187280041319/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=115333187280041319' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/115333187280041319'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/115333187280041319'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/07/manhattan-2006.html' title='Manhattan (2006)'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-115325533217670008</id><published>2006-07-18T21:39:00.000+01:00</published><updated>2006-07-18T21:42:12.193+01:00</updated><title type='text'>Mazzy star - Flowers of your december</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/2928/1532/1600/mazzy%20star.0.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2928/1532/320/mazzy%20star.0.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Before I let you down again&lt;br /&gt;I just want to see you in your eyes&lt;br /&gt;I would have taken everything out on you&lt;br /&gt;I only thought you could understand&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;They say everyman goes blind in his heart&lt;br /&gt;And they say everybody steals somebody’s heart away&lt;br /&gt;And I got nothing more to say about it&lt;br /&gt;Nothing more than you would me&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Send me your flowers, of your december&lt;br /&gt;Send me your dreams, of your candy wine&lt;br /&gt;I got just one thing I can’t give you&lt;br /&gt;Just one more thing of mine&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;They say everyman goes blind in his heart&lt;br /&gt;They say everybody steals somebody’s heart away&lt;br /&gt;And I’ve been wondering why you let me down&lt;br /&gt;And I been taking it all for granted&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-115325533217670008?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/115325533217670008/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=115325533217670008' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/115325533217670008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/115325533217670008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/07/mazzy-star-flowers-of-your-december.html' title='Mazzy star - Flowers of your december'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-115324508978008240</id><published>2006-07-18T18:41:00.000+01:00</published><updated>2006-07-18T18:51:29.796+01:00</updated><title type='text'>O teu cheiro</title><content type='html'>Eu estarei aqui, sempre à espera&lt;br /&gt;dos teus cabelos&lt;br /&gt; e do seu cheiro. O teu cheiro.&lt;br /&gt;Ás vezes ainda o sinto.&lt;br /&gt;Ele entranhou-se na minha memória.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-115324508978008240?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/115324508978008240/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=115324508978008240' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/115324508978008240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/115324508978008240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/07/o-teu-cheiro.html' title='O teu cheiro'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-115305073286992869</id><published>2006-07-16T12:41:00.000+01:00</published><updated>2006-07-16T12:52:12.883+01:00</updated><title type='text'>The trapezee swinger de iron and wine</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/2928/1532/1600/casal.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2928/1532/320/casal.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;"Please, remember me/ happily/(...)/the time when/we counted every black car passing/"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-115305073286992869?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/115305073286992869/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=115305073286992869' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/115305073286992869'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/115305073286992869'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/07/trapezee-swinger-de-iron-and-wine.html' title='The trapezee swinger de iron and wine'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-115262817716101507</id><published>2006-07-11T15:26:00.000+01:00</published><updated>2006-07-11T15:29:37.180+01:00</updated><title type='text'>Barry White (1944-2003)</title><content type='html'>As suas últimas palavras foram "can't get enough of your love, baby"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-115262817716101507?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/115262817716101507/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=115262817716101507' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/115262817716101507'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/115262817716101507'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/07/barry-white-1944-2003.html' title='Barry White (1944-2003)'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-115254591886193555</id><published>2006-07-10T16:21:00.000+01:00</published><updated>2006-07-10T16:38:38.970+01:00</updated><title type='text'>Um gangster</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/2928/1532/1600/Rufia.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2928/1532/320/Rufia.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;ou algo do género. Não tenho bem a certeza. Basicamente, a ideia era: um tipo muito feio, a palitar os dentes (dá para ver o palito) com uma mão monstruosa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-115254591886193555?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/115254591886193555/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=115254591886193555' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/115254591886193555'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/115254591886193555'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/07/um-gangster.html' title='Um gangster'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-115229834605027007</id><published>2006-07-07T19:45:00.000+01:00</published><updated>2006-07-07T19:52:26.073+01:00</updated><title type='text'>The sea and the rhythm- Iron and Wine</title><content type='html'>Esta noite, somos o mar e a brisa salgada&lt;br /&gt;O leite de teu peito está nos meus lábios&lt;br /&gt;E palavras adoráveis da tua boca para mim&lt;br /&gt;Quando o meu suor e as pontas dos meus dedos estão salgados&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As nossas mãos, elas procuram o fim desta tarde&lt;br /&gt;As minhas mãos acreditam e movem-se sobre ti&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta noite, somos o mar e&lt;br /&gt;O ritmo, lá.&lt;br /&gt;As ondas e o vento e a noite são negro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta noite somos o aroma do teu&lt;br /&gt;longo cabelo negro&lt;br /&gt;Espalhado como a tua respiração&lt;br /&gt;ao longo das minhas costas&lt;br /&gt;As tuas mãos movem-se como ondas sobre mim&lt;br /&gt;Por detrás da lua, esta noite, nós somos o&lt;br /&gt;mar.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Porque há poesia em algumas&lt;br /&gt;(muitas)&lt;br /&gt;músicas e às vezes isso não se nota.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-115229834605027007?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/115229834605027007/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=115229834605027007' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/115229834605027007'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/115229834605027007'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/07/sea-and-rhythm-iron-and-wine.html' title='The sea and the rhythm- Iron and Wine'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-115211263566463029</id><published>2006-07-05T16:13:00.000+01:00</published><updated>2006-07-05T16:17:15.683+01:00</updated><title type='text'>Nós precisamos de ser salvos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/2928/1532/1600/WE%20NEED%20TO%20BE%20SAVED.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2928/1532/320/WE%20NEED%20TO%20BE%20SAVED.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-115211263566463029?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/115211263566463029/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=115211263566463029' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/115211263566463029'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/115211263566463029'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/07/ns-precisamos-de-ser-salvos.html' title='Nós precisamos de ser salvos'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-115204241796171267</id><published>2006-07-04T20:31:00.001+01:00</published><updated>2006-07-04T20:46:57.963+01:00</updated><title type='text'>Smoke and mirrors</title><content type='html'>Fumo e espelhos. Ilusões.&lt;br /&gt;efeitos especiais&lt;br /&gt;um pouco de medo, um pouco de sexo&lt;br /&gt;é tudo o que o amor é&lt;br /&gt;atrás das lágrimas&lt;br /&gt;Fumo e espelhos&lt;br /&gt;(ilusões)&lt;br /&gt;Nós fomos tontos, tu e eu&lt;br /&gt;Mas não existe razão para chorarmos&lt;br /&gt;Nós fazíamos um excelente espetáculo&lt;br /&gt;Mas é tudo. Eu tive de ir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;A tradução é minha. Digam-me se for manhosa.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-115204241796171267?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/115204241796171267/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=115204241796171267' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/115204241796171267'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/115204241796171267'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/07/smoke-and-mirrors.html' title='Smoke and mirrors'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-115184323056598690</id><published>2006-07-02T13:23:00.000+01:00</published><updated>2006-07-02T13:27:10.583+01:00</updated><title type='text'>Estou abrasileirado.</title><content type='html'>Hoje o amor é borrão de tinta em ti e&lt;br /&gt;em mim. É soluço. É  inflamação na&lt;br /&gt;garganta e é medo. Todos os dias, o&lt;br /&gt;amor é medo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-115184323056598690?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/115184323056598690/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=115184323056598690' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/115184323056598690'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/115184323056598690'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/07/estou-abrasileirado.html' title='Estou abrasileirado.'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-115143282537413222</id><published>2006-06-27T19:26:00.000+01:00</published><updated>2006-06-27T19:27:05.403+01:00</updated><title type='text'>talvez</title><content type='html'>Talvez o segundo&lt;br /&gt;(da lista dos filme preferidos)&lt;br /&gt;seja o "constant gardener"&lt;br /&gt;talvez&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-115143282537413222?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/115143282537413222/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=115143282537413222' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/115143282537413222'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/115143282537413222'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/06/talvez.html' title='talvez'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-115133287107811470</id><published>2006-06-26T15:26:00.000+01:00</published><updated>2006-06-26T15:41:11.150+01:00</updated><title type='text'>Teresa</title><content type='html'>&lt;p style="font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a href="http://melivre.blogspot.com"&gt;A primeira vez que vi &lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;Teresa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Achei que ela tinha pernas estúpidas&lt;br /&gt;Achei também que a cara parecia uma perna&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;          &lt;p style="font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a href="http://melivre.blogspot.com"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Quando vi Teresa de novo&lt;br /&gt;Achei que os olhos eram muito mais velhos que o resto do corpo&lt;br /&gt;(Os olhos nasceram e ficaram dez anos esperando que o resto do corpo&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;nascesse)&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;          &lt;p style="font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a href="http://melivre.blogspot.com"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Da terceira vez não vi mais nada&lt;br /&gt;Os céus se misturaram com a terra&lt;br /&gt;E o espírito de Deus voltou a se mover sobre a face das águas.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Poema de Manuel Bandeira&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-115133287107811470?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/115133287107811470/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=115133287107811470' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/115133287107811470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/115133287107811470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/06/teresa.html' title='Teresa'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-115107560081446810</id><published>2006-06-23T16:02:00.001+01:00</published><updated>2006-06-23T16:13:20.816+01:00</updated><title type='text'>Thom Yorke</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt; "I feel tremendous guilt for any sexual feelings I have. So I end up spending my entire life feeling sorry for fancying somebody. Even in school I thought girls were so wonderful that I was scared to death of them. I masturbate a lot. That's how I deal with it."&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:tahoma;font-size:78%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;[sobre a letra de "ok computer"]&lt;br /&gt;"It was like there's a secret camera in a room and it's watching the character who walks in - a different character for each song. The camera's not quite me. It's neutral, emotionless, but not emotionless at all. In fact, the very opposite."&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(241, 241, 241);font-family:tahoma;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Um músico, como se fosse um pintor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-115107560081446810?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/115107560081446810/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=115107560081446810' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/115107560081446810'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/115107560081446810'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/06/thom-yorke_23.html' title='Thom Yorke'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-115098959006700883</id><published>2006-06-22T16:02:00.000+01:00</published><updated>2006-06-22T16:19:50.113+01:00</updated><title type='text'>Victory for the comic muse</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/2928/1532/1600/the%20divine%20comedy.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2928/1532/320/the%20divine%20comedy.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Divine comedy, a banda que nasceu em 1990, continua maganifica mesmo após Neil Hannon ter ficado sozinho. Na verdade, apenas no albúm "regeneration" se notou a saída do resto da banda. Nesse almbém, Neil Hannon tentou uma aproximação mais rock, mais pop e menos aquilo que os fans da banda se tinham acustumado. Mas se em "absent friends" o registo músical voltou ao que era, nada muda neste "Victory for the comic muse". Estão cá os violinos, um Neil Hannon alegre, o humor irónico e músicas épicas como "a lady of a certain age".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-115098959006700883?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/115098959006700883/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=115098959006700883' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/115098959006700883'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/115098959006700883'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/06/victory-for-comic-muse.html' title='Victory for the comic muse'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-115097837304737888</id><published>2006-06-22T13:04:00.000+01:00</published><updated>2006-06-22T13:12:53.076+01:00</updated><title type='text'>o meu ponto de vista (2)</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;"Tell me one more time, are you near? Are you near?/So scream at your window and tell me that you're near..."&lt;br /&gt;The Gift- Are you near?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;"I'm miles from where you are/I lay down on the cold gound/I, I pray that something picks me up/And sets me down in your warm arms"&lt;br /&gt;Snow patrol-Set the fire to the third bar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"The distance is quite simply much too far for me to row/It seems farther than ever before&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; Oh no./I need you so much closer"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Death cab for cutie-Transatlanticism&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-115097837304737888?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/115097837304737888/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=115097837304737888' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/115097837304737888'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/115097837304737888'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/06/o-meu-ponto-de-vista-2.html' title='o meu ponto de vista (2)'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-115092170403922824</id><published>2006-06-21T21:24:00.000+01:00</published><updated>2006-06-21T21:28:24.053+01:00</updated><title type='text'>o meu ponto de vista</title><content type='html'>"Forget what we were told/before we get too old/show me a garden that's bursting into life"&lt;br /&gt;snow patrol-chasing cars&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"And maybe i'm too young to keep good love from going wrong"&lt;br /&gt;Jeff Buckley-Lover, you should've come over&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-115092170403922824?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/115092170403922824/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=115092170403922824' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/115092170403922824'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/115092170403922824'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/06/o-meu-ponto-de-vista.html' title='o meu ponto de vista'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-115091783046461357</id><published>2006-06-21T19:52:00.001+01:00</published><updated>2006-06-21T20:23:50.466+01:00</updated><title type='text'>Eyes open</title><content type='html'>No quarto album de Snow Patrol, a banda de Gary Lightbody encontra-se com a sonoridade de bandas como Coldplay, Damien Rice ou South. Um Rock alternativo que é agora adocicado&lt;br /&gt;(nunca foi muito amargo)&lt;br /&gt;e frequentemente angustiado, zangado. Todas estas caracteristicas variam conforme as músicas. Na verdade é assim que o albúm é. Enquanto músicas como "shut your eyes" ou "chasing cars" são realmente equiparáveis a coldplay, músicas como "it's beggining to get me" ou "headlights on dark roads" têm algo de Rooney.&lt;br /&gt;(mas mais doce. mas mais Snow patrol, claro)&lt;br /&gt;Na verdade é assim que o albúm é. Um rock, talvez mais comercial, de certeza mais acústico, que se ouve quando se está triste, alegre, zangado ou qualquer outra emoção inominável.&lt;a href="javascript:" close=""&gt;&lt;img style="width: 371px; height: 247px;" src="http://www.snowpatrol.net/gallery06/albums/Studio/parkgate/DBEW5578.jpg" class="image" alt="" title="DBEW5578.jpg Click image to close this window" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-115091783046461357?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/115091783046461357/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=115091783046461357' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/115091783046461357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/115091783046461357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/06/eyes-open_21.html' title='Eyes open'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-115083925867007139</id><published>2006-06-20T22:22:00.000+01:00</published><updated>2006-06-20T22:34:18.696+01:00</updated><title type='text'>Unable to fulfil</title><content type='html'>The first thing i remember is turning around the corner and being warned they were shooting at us&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I thought they were wearing shades, but it was just their eye sockets. Were empty like skulls.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I looked at you but you just looked at me thinking maybe that i knew what to do&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Everything slowed down after all this time I should have known Or you should have known One of us should have known&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;They were shooting at us after all this time&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-115083925867007139?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/115083925867007139/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=115083925867007139' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/115083925867007139'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/115083925867007139'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/06/unable-to-fulfil.html' title='Unable to fulfil'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-115065946814788533</id><published>2006-06-18T20:33:00.000+01:00</published><updated>2006-06-18T20:37:48.160+01:00</updated><title type='text'>miguel esteves cardoso - o Amor é fodido (2)</title><content type='html'>O café já não vende chocolate quente. Parece que é só no inverno.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-115065946814788533?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/115065946814788533/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=115065946814788533' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/115065946814788533'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/115065946814788533'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/06/miguel-esteves-cardoso-o-amor-fodido-2.html' title='miguel esteves cardoso - o Amor é fodido (2)'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-115064634956496935</id><published>2006-06-18T16:40:00.000+01:00</published><updated>2006-06-18T16:59:09.576+01:00</updated><title type='text'>estou nesta</title><content type='html'>Almoçei hoje no Paço de Carnide, com a minha família e lembrei-me. Aquilo que antes eram dois baloiços e um escorrega é agora um escorrega.&lt;br /&gt;(palavra engraçada, escorrega)&lt;br /&gt;Os baloiços eram dois pneus com uma corrente. Não andei lá muitas vezes, na verdade, apenas me lembro de uma. Era um almoço com todas aquelas tias e tios que dizem&lt;br /&gt;-Cresceste tanto. A última vez que te vi eras assim&lt;br /&gt;(e a mão a indicar)&lt;br /&gt;Eu claro, era pequeno. Mais pequeno. Aqueles pneus eram talvez uma desculpa.&lt;br /&gt;Estava lá uma rapariga, lembro-me que era gira. Eu era mais pequeno, tão envergonhado como agora. Falámos durante algumas horas. Agora, pergunto-me do que é que falei durante algumas horas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-115064634956496935?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/115064634956496935/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=115064634956496935' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/115064634956496935'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/115064634956496935'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/06/estou-nesta.html' title='estou nesta'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-115057415435675706</id><published>2006-06-17T20:44:00.001+01:00</published><updated>2006-06-17T21:08:49.430+01:00</updated><title type='text'>10 melhores filmes de sempre para mim(claro que não é de sempre, mas não existe um espaço temporal preciso.)</title><content type='html'>10-the lion king&lt;br /&gt;9-Notting Hill&lt;br /&gt;8-Mulhoand DR&lt;br /&gt;7-Elizabethtown&lt;br /&gt;6-Mirrormask&lt;br /&gt;5-Fight club&lt;br /&gt;4-garden state&lt;br /&gt;3-Closer&lt;br /&gt;2-&lt;br /&gt;1-Lost in Translation&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(o 2 fica vazio para que quando me lembrar "ah pois, o ******* é muito bom, devia tê-lo posto na lista" ainda o possa fazer)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-115057415435675706?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/115057415435675706/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=115057415435675706' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/115057415435675706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/115057415435675706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/06/10-melhores-filmes-de-sempre-para.html' title='10 melhores filmes de sempre para mim(claro que não é de sempre, mas não existe um espaço temporal preciso.)'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-115056525503252203</id><published>2006-06-17T18:15:00.000+01:00</published><updated>2006-06-17T18:27:35.046+01:00</updated><title type='text'>miguel esteves cardoso - o Amor é fodido</title><content type='html'>Eu tenho a sorte de ter um jardim ao pé de casa&lt;br /&gt;(não bem um jardim-mais uma praceta com um café e árvores)&lt;br /&gt;que me lembra este livro&lt;br /&gt;(o amor é fodido)&lt;br /&gt;Como se fossem memórias que estão lá. Memórias que não ficaram comigo. Basta estar alguma luz, um certo calor e aquele jardim&lt;br /&gt;(praceta com árvores)&lt;br /&gt;é uma caixa com sentimentos aprendidos. Emoções óbvias. Passo por lá e sei&lt;br /&gt;-O amor é fodido do Miguel Esteves Cardoso&lt;br /&gt;é o nome deste sentimento. É extraordinário quando se pode dar nomes aos sentimentos.&lt;br /&gt;Lembro-me de estar sentado dentro do café&lt;br /&gt;(o tal café da praceta)&lt;br /&gt;e de beber uma caneca de chocolate quente&lt;br /&gt;(a minha primeira)&lt;br /&gt;e de perceber o que o amor pode ser&lt;br /&gt;(felizmente, não o que o amor é)&lt;br /&gt;e a tristeza, a alegria, o ódio. Uma receita única que resulta da mistura de todos estes, numa quantidade exacta. Uma receita que forma&lt;br /&gt;-O amor é fodido do Miguel Esteves Cardoso&lt;br /&gt;e poucos livros me conseguem fazer sentir algo. Sou um mau leitor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-115056525503252203?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/115056525503252203/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=115056525503252203' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/115056525503252203'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/115056525503252203'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/06/miguel-esteves-cardoso-o-amor-fodido.html' title='miguel esteves cardoso - o Amor é fodido'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-115014447377955077</id><published>2006-06-12T21:33:00.000+01:00</published><updated>2006-06-12T21:34:33.793+01:00</updated><title type='text'>estado civil</title><content type='html'>www.estadocivil.blogspot.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por pedro mexia&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-115014447377955077?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/115014447377955077/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=115014447377955077' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/115014447377955077'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/115014447377955077'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/06/estado-civil.html' title='estado civil'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-114993826934874928</id><published>2006-06-10T12:02:00.000+01:00</published><updated>2006-06-10T12:17:51.143+01:00</updated><title type='text'>Querida, não me procures hoje</title><content type='html'>Escondo-me em todos os segundos que esperam a tua respiração&lt;br /&gt;E espero eu também, sempre esperei&lt;br /&gt;Que o ar perca o cheiro a lavanda&lt;br /&gt;Que  todos os segundos se tornem memórias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escondo-me naquele espaço entre as tuas costas e a camisa&lt;br /&gt;Tentando sentir-te sem que tu me sintas&lt;br /&gt;e com a minha respiração desenho nuvens&lt;br /&gt;naquele espaço entre as tuas costas e a camisa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escondo-me em todos os segundos e os teus olhos estão vermelhos&lt;br /&gt;O desespero é agora doce de limão&lt;br /&gt;e eu tento fazer-te um chá&lt;br /&gt;naquele espaço entre as tuas costas e a camisa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-114993826934874928?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/114993826934874928/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=114993826934874928' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/114993826934874928'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/114993826934874928'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/06/querida-no-me-procures-hoje.html' title='Querida, não me procures hoje'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-114969158501022593</id><published>2006-06-07T15:45:00.000+01:00</published><updated>2006-06-07T15:46:25.033+01:00</updated><title type='text'>devia ter dito adeus</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Eu acredito em anjos, apenas porque tem que ser. Naquela sala cheia, aparentemente vazia, o som era seco. As paredes tinham prateleiras e estantes com livros. Vazias. Eu estava no chão, violado pela luz que não tinha luz. Uma luz cega que me tocava e eu já nada fazia.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Já não me importava. Porque tu estavas tão perto. Tão longe.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Não estava vestido nem estava nu. A roupa confundia-me e eu tinha de perceber. Onde estavas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Onde estavas?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;E eu acreditava em anjos. Porque as suas asas são grandes e eles são bondosos. Tu eras uma anjo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;(ou um, o sexo dos anjos sempre me confundiu)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;e talvez assim pudesses abrir os meus olhos. Talvez pudesses abri-los e olhar para eles. Eu já não os tento abrir. Tenho medo que o ar ainda seja apenas estática para cheirar. Tenho medo que os meus dedos doam quando eu abraçar o céu. Tenho medo que a minha pele esteja já negra.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-114969158501022593?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/114969158501022593/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=114969158501022593' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/114969158501022593'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/114969158501022593'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/06/devia-ter-dito-adeus.html' title='devia ter dito adeus'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-114953644380608221</id><published>2006-06-05T20:21:00.000+01:00</published><updated>2006-06-05T20:40:43.863+01:00</updated><title type='text'>How the grass is greener when it rains</title><content type='html'>Não há nada a dizer acerca da maneira como sorris. Nada que descreva directamente o sorriso. Não existe nenhuma enumeração de adjectivos que o descreva. Posso, no entanto, dizer que adoro céu quando fica cor-de-rosa acinzentado.  Quando ficamos apenas os dois. Nós, juntos&lt;br /&gt;(nunca suficientemente juntos)&lt;br /&gt;no teu carro e tu vai a conduzir. Quando o sol são luzes de Neon e os teus olhos fixam o alcatrão, algo no alcatrão. Talvez o tracejado&lt;br /&gt;(que passa e parece um cinema de dedo)&lt;br /&gt;branco. O ar fica frio na pele. Encostas o carro no passeio e ficamos, os dois. Nós, juntos&lt;br /&gt;(nunca suficientemente juntos)&lt;br /&gt;ficamos. Apenas por um momento, ficamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí, sorris.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desconcentras-me. Confundes-me. Acendo um cigarro e saio do carro. Encosto-me ao vidro de uma loja que vende memórias e fico a olhar. O céu está cor-de-rosa acinzentado. Com algumas  nuvens que parecem anjos. Eu tu, dentro do carro, a olhar para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí, sorris.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tua boca fica, tu não falas, não esboças palavras. Não escreves no vidro nem desenhas corações de humidade. Apenas sorris. Nesse momento, tenho a impressão que a noite nunca virá realmente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-114953644380608221?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/114953644380608221/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=114953644380608221' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/114953644380608221'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/114953644380608221'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/06/how-grass-is-greener-when-it-rains.html' title='How the grass is greener when it rains'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-114935459604209550</id><published>2006-06-03T17:58:00.000+01:00</published><updated>2006-06-03T18:09:56.520+01:00</updated><title type='text'>Andreia vende o seu corpo por uma metáfora que envolva pombos</title><content type='html'>-Eu não aguento mais.&lt;br /&gt;imagino-te sempre a meu lado, a sorrir.&lt;br /&gt;-senta-te&lt;br /&gt;e tu a sorrir.&lt;br /&gt;É apenas isso que nós temos. Sonhamos um com o outro. Pensamos que vai ser como nos filmes.&lt;br /&gt;-Ela vai-se sentar a meu lado a sorrir.&lt;br /&gt;Mas na realidade, os apaixonados também almoçam no McDonalds. Às vezes, não têm nada para dizer. Nenhuma razão para sorrir.&lt;br /&gt;Por isso, nós temos outra coisa. Algo que nos distingue de todos os outros. Nós não temos sexo telefónico: temos beijos à beira-rio telefónicos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-114935459604209550?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/114935459604209550/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=114935459604209550' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/114935459604209550'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/114935459604209550'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/06/andreia-vende-o-seu-corpo-por-uma.html' title='Andreia vende o seu corpo por uma metáfora que envolva pombos'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-114928342859106082</id><published>2006-06-02T21:59:00.001+01:00</published><updated>2006-06-02T22:23:48.606+01:00</updated><title type='text'>O homem triste</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/2928/1532/1600/sadman.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2928/1532/320/sadman.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-family: times new roman;"&gt;Sadman was pale white&lt;br /&gt;Sadman smoked pot&lt;br /&gt;Sadman didn't like himself&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-114928342859106082?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/114928342859106082/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=114928342859106082' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/114928342859106082'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/114928342859106082'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/06/o-homem-triste_02.html' title='O homem triste'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-114832085761758191</id><published>2006-05-22T18:34:00.000+01:00</published><updated>2006-05-22T19:00:57.696+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family: arial; color: rgb(153, 153, 153);font-size:180%;" &gt;L&lt;span style="font-size:130%;"&gt;ost&lt;/span&gt; I&lt;span style="font-size:130%;"&gt;n&lt;/span&gt; T&lt;span style="font-size:130%;"&gt;ranslation &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Era apenas a estática das vozes no ar.  Dezenas de pessoas num bar e aquele ruído branco de pessoas a conversar. Um ruído branco de:&lt;br /&gt;-&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-size:130%;" &gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;Vou casar&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;e de&lt;br /&gt;-&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153); font-family: trebuchet ms;font-size:130%;" &gt;Prazer em conhecer-te.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;e de&lt;br /&gt;-&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153); font-family: trebuchet ms;font-size:130%;" &gt;Trazes-me um vodka lima?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;com o cheiro de tabaco, de casino clandestino. Ele estava no balcão, a beber vodka com um sumo de fruta qualquer. Era mais vodka que sumo de fruta. Ela estava no banco ao lado. Um daqueles bancos altos de bar. Pensava no liceu, no grupo de amigos que deixou para trás. No joão, no Pedro e na Marta. Mas sobretudo pensava no rapaz ao seu lado. Não sabia o nome dele. Apenas sabia aquilo que sempre sabia ao ver alguém. Tudo.&lt;br /&gt;Ele gostava do cabelo dela: loiro arruivado. Dava para ver que a cor era verdadeira. Ele gostava dos lábios dela e ela gostava dos lábios dele.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; color: rgb(153, 153, 153);font-size:130%;" &gt;-olá&lt;br /&gt;-olá&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;E ele percebeu que ela era incrível. A subtileza com que os seus lábios sorriram. Um sorriso embaraçado e suava. Um sorriso que diz&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-size:180%;" &gt;&lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);"&gt;-Adoro-te&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;e di-lo suavemente. Nessa noite não disseram nem mais uma palavra um ao outro. No entanto foi mais importante para ele que qualquer encontro que teve na vida. Ela...Ela quando chegou a casa, notou que ainda estava a sorrir.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 51); font-style: italic;"&gt;Numa de My Bloody Valentive-When you sleep&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-114832085761758191?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/114832085761758191/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=114832085761758191' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/114832085761758191'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/114832085761758191'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/05/lost-in-translation-era-apenas-esttica.html' title=''/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-114812514468256703</id><published>2006-05-20T12:37:00.000+01:00</published><updated>2006-05-20T12:39:04.706+01:00</updated><title type='text'>A floresta em sua casa</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right; font-family: arial;" align="right"&gt;&lt;i style=""&gt;“A verdade começa sempre na mentira”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right; font-family: arial;" align="right"&gt;&lt;i style=""&gt;Dr.House&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Eu estava delirante com o quadro. Custou-me uma fortuna. Trouxe-o para casa. Pu-lo no topo da lareira e observei-o durante horas. A selva não era só a selva, mas aquele nervosismo de quem está sempre em perigo. Como se cada planta respirasse ofegante. Cada pássaro, cada chimpazé. Cada animal tinha os olhos arregalados, aterrados. Eles pediam-me ajuda. As riscas das zebras estavam rosa. Sentei-me no cadeirão de camurça, sempre a olhar o quadro. Não sei se adormeci. Talvez tenha desmaiado, talvez tenha morrido por momentos. Quando acordei, estava sangue no chão. Uma das zebras tinha morrido. O seu cadáver estava deitado junto à lareira. Dilacerada. Pareciam marcas de garras. Os outros animais estavam agora ainda mais assustados. Eu percebi que tinha de fazer algo. Mesmo que fosse a lei da selva, não podia deixar que existisse uma chacina na minha sala. Comprei armadilhas para animais. Não sabia qual era. Minei a sala com redes e todo o género de engenhos avançados. Empunhei uma faca grande e escondi-me atrás do cadeirão de camurça. Comprei-o num leilão por três mil e novecentos dólares. Esperei que algum animal atacasse. Horas passaram e o quadro parecia apenas um quadro. A imagem estava fixa, o vento não fazia as plantas mover. Eu não conseguia ouvir a respiração apressada das iguanas. Comecei a pensar que tinha imaginado tudo. Comecei a pensar&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;que o meu psiquiatra tinha razão. Até que apareceu o meu filho. Inocente, olhava para a tela. Estava assustado. Chamava pelo irmão. Coitado. Entrou na sala um leão. O meu filho: um leão. Era ele então. O assasino. Pensei&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;-Não vou conseguir fazer isto. Não vou conseguir matar o meu próprio filho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;As taínhas olhavam-me de tal maneira...tive pena delas. Mesmo sendo o meu filho, era um assassino. Quem seria a seguir? A minha mulher? Eu não poderia deixar isso acontecer. Matei-o naquela noite, com a minha faca. Quando o matei, senti alívio. Tudo aquilo tinha acabado. Quando estava na casa de banho, a lavar a faca, vi que estava um macaco empoleirado no candeeiro. Estava assustado. Comecou a murmurar algo. Não conseguia perceber o quê. Aproximei-me dele.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;-Vamos todos morrer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;Mas eu já tinha matado o leão. Não havia nada a temer. Fui-me deitar, junto à minha mulher. Estava seguro agora. A nossa vida ia continuar. Tentei adormecer, mas estava uma zebra aos pés da cama.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;-Vamos todos morrer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;A minha mulher. A minha mulher era um leão também.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;-Vamos todos morrer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;A faca...onde está a faca.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;-Vamos todos morrer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Oh meu deus.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(255, 204, 51);"&gt;Numa de Editors-lights&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-114812514468256703?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/114812514468256703/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=114812514468256703' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/114812514468256703'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/114812514468256703'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/05/floresta-em-sua-casa.html' title='A floresta em sua casa'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-114788713406094334</id><published>2006-05-17T17:29:00.000+01:00</published><updated>2006-05-17T18:33:30.800+01:00</updated><title type='text'>A máscara</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/2928/1532/1600/valentine3.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2928/1532/320/valentine3.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-style: italic; color: rgb(255, 204, 102);"&gt;Numa de My Diet Pill-Summer song&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-114788713406094334?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/114788713406094334/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=114788713406094334' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/114788713406094334'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/114788713406094334'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/05/mscara.html' title='A máscara'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-114737672137191834</id><published>2006-05-11T20:36:00.000+01:00</published><updated>2006-05-11T20:50:58.313+01:00</updated><title type='text'>A utopia do sonho é a utopia da realidade (5)</title><content type='html'>Depois desse dia tive insónias. Só conseguia dormir com comprimidos e não dormia: como que morria apenas por momentos. Mas estar cançado não me preocupava. Os meus joelhos dormentes não me preocupavam.&lt;br /&gt;Acabava a minha crónica e deitava-me no chão. À espera dela. À espera que ela viesse ter comigo. Esquecia-me de tudo e as minhas ideias eram loucas. Ideias de olhos fixos em lado nenhum. Eu era uma noção vaga. Uma noção vaga vageando. Uma noção vaga vageando no vago. Uma música triste sobre uma rapariga e um rapaz. Uma canção de um amor que eles perderam. Como um balão que está a subir. Que subiu demais, não se pode apanhar. No entanto eles continuam a tentar.&lt;br /&gt;Voltei a conseguir dormir mas não sonhava. Não com ela. A minha vida voltou a ser como era antes. Apenas pensava&lt;br /&gt;-Ainda bem que a beijei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-style: italic; color: rgb(255, 204, 0);"&gt;Numa de Jeff Buckley - Hallelujah&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-114737672137191834?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/114737672137191834/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=114737672137191834' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/114737672137191834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/114737672137191834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/05/utopia-do-sonho-utopia-da-realidade-5.html' title='A utopia do sonho é a utopia da realidade (5)'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-114720231497098913</id><published>2006-05-09T20:17:00.000+01:00</published><updated>2006-05-09T20:19:18.046+01:00</updated><title type='text'>Enfim (2)</title><content type='html'>Se eu falasse a sério, para que é que servia este blog?&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(255, 204, 0);"&gt;&lt;br /&gt;Numa de josé gonzelez-all you deliver&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-114720231497098913?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/114720231497098913/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=114720231497098913' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/114720231497098913'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/114720231497098913'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/05/enfim-2.html' title='Enfim (2)'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-114710611186078754</id><published>2006-05-08T17:28:00.000+01:00</published><updated>2006-05-08T17:35:11.876+01:00</updated><title type='text'>Enfim</title><content type='html'>Os textos são escritos, não por um escritor, mas por algo distante dele. Não digo que não seja o escritor que produz os textos: é o escritor. No entanto os textos, normalmente, são  bem mais interessantes que quem os escreve. Eu deixei de ler António Lobo Antunes quando o ouvi falar: percebi o que que ele escrevia não era romântico, era presumido. O que eu escrevo é apenas diferente do que eu falo. Acho que é mais sério. No entanto, esta é uma boa ocasião para deixarem a vossa opinião.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 51); font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Numa de Ryan Adams-Carolina rain&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-114710611186078754?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/114710611186078754/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=114710611186078754' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/114710611186078754'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/114710611186078754'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/05/enfim.html' title='Enfim'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-114685225575212675</id><published>2006-05-05T18:41:00.000+01:00</published><updated>2006-05-05T19:49:21.626+01:00</updated><title type='text'>A utopia do sonho é a utopia da realidade (4)</title><content type='html'>Nessa noite, desse dia, adormeci. Adormeci e estava sentado à beira-rio. Sentado em pedras, reais. As pedras eram reais. O rio corria nos meus pés. A água era água com estrelas e sol imbutidos. As estrelas estavam misturadas com os peixes. O sol não se misturava com nada. A água era aquela felicidade irracional de ouvir uma música de amor.&lt;br /&gt;(não há nada de racional nas músicas de amor)&lt;br /&gt;Eu estava sentado em pedras&lt;br /&gt;(reais)&lt;br /&gt;e ela também. Não mesmo ao meu lado: talvez a uns três metros.&lt;br /&gt;(para a direita)&lt;br /&gt;-Olá&lt;br /&gt;-Olá&lt;br /&gt;-Nem te despediste de mim. No outro sonho.&lt;br /&gt;-Os meus vizinhos acordaram-me. desculpa. Estavas a explicar-me quem eras.&lt;br /&gt;-Já tinha acabado. Não te posso dizer mais nada. Posso-te dizer que não sou real. Não da mesma maneira que tu és.&lt;br /&gt;-Não faz mal.&lt;br /&gt;Ela sorriu com os lábios e as sobrancelhas: intrigada&lt;br /&gt;-Então e como é que te chamas.&lt;br /&gt;-Eva.&lt;br /&gt;-É bonito&lt;br /&gt;-É um nome.&lt;br /&gt;Nos sonhos tudo é diferente, nada é racional. Aquilo que não interessa não existe e o sol, às vezes, fica verde-alface.&lt;br /&gt;Nada é racional, tudo é disparatado. Não há regras.&lt;br /&gt;Eu beijei-a. Ficaram por acontecer todos os momentos e o tempo. Eu não lhe telefonei só para ouvir a voz dela, não lhe deixei músicas de amor no voice-mail. Não fomos ao cinema, não demorei uma hora a preparar-me, não existiram rosas, nem cravos, nem cd's com músicas romanticas, nem sequer sorrisos comprometedores. Mas nos sonhos nada é racional, tudo é disparatado e o sol, às vezes, fica verde-alface.&lt;br /&gt;Eu beijei-a e abracei-a e foi diferente da realidade. Talvez mais real. Eu senti os seus lábios como senti os meus e um arrepio na espinha. Um som agudo e o meu coração deixou o ritmo habitual: começou a tocar piano. O ar estava duro e os meu braços não conseguiam tocar nas suas costas. Para algumas coisas, as palavras não são suficientes. As palavras são poucas&lt;br /&gt;(demasiado poucas)&lt;br /&gt;para explicar músculos que não se mexem no ar que não compreende um abraço. Ela sentiu que:&lt;br /&gt;-Até amanhã.&lt;br /&gt;-Até.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 102);"&gt;Numa de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Snow patrol-open your eyes&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-114685225575212675?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/114685225575212675/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=114685225575212675' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/114685225575212675'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/114685225575212675'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/05/utopia-do-sonho-utopia-da-realidade-4.html' title='A utopia do sonho é a utopia da realidade (4)'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-114675198217902662</id><published>2006-05-04T15:08:00.000+01:00</published><updated>2006-05-04T15:13:02.283+01:00</updated><title type='text'>How can she fall for you if your not there to catch her</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"And all the girls in every girlie magazine&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Can't make me feel any less alone"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(255, 204, 0);"&gt;Numa de Death Cab For Cutie - a lack of colour&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-114675198217902662?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/114675198217902662/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=114675198217902662' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/114675198217902662'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/114675198217902662'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/05/how-can-she-fall-for-you-if-your-not.html' title='How can she fall for you if your not there to catch her'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-114668058589172801</id><published>2006-05-03T18:48:00.000+01:00</published><updated>2006-05-03T19:23:05.953+01:00</updated><title type='text'>A utopia do sonho é a utopia da realidade (3)</title><content type='html'>Os meus pais telefonaram-me. Pediram-me que eu&lt;br /&gt;-Fala com o teu irmão. Ele acabou com a Ana. Ele não consegue manter uma relação por mais de dois meses. Fala com o teu irmão.&lt;br /&gt;e eu convidei-o para almoçar. Fomos para uma esplanada com vista para a praia. Lembro-me que comemos umas bifanas no pão, mas isso não é importante.&lt;br /&gt;-Os pais disseram-me que acabaste com a Ana.&lt;br /&gt;-Pois, é verdade.&lt;br /&gt;-Não podes ser tão instável. Tu nunca namoras o tempo suficiente para a conheceres. Nunca te esforças por uma relação. Já não tens idade para fazeres o que andas a fazer.&lt;br /&gt;-Olha quem fala, tu não também não tens tido propriamente relações "estáveis"&lt;br /&gt;(ele fez aquilo das aspas com os dedos. Meu deus, eu odeio isso)&lt;br /&gt;à anos.&lt;br /&gt;-Isso é muito injusto. Sabes bem que eu não tenho uma relação qualquer com uma rapariga à anos.&lt;br /&gt;Ele sorriu&lt;br /&gt;-Mas eu não tenho culpa. Não tenho jeito com as miúdas. Mas tu tens.&lt;br /&gt;-Mano, acredita que não é por eu não gostar delas. Não é de todo. Mas quando a relação se transforma numa relação...quando deixa de ser apenas amor. Pior, quando o amor só existe às sextas à noite no cinema. Quando acordamos juntos e nenhum de nós se preocupa em arranjar o cabelo, para o outro não perceber que às vezes estamos desleixados. Eu não quero que fiquemos desleixados. Eu quero demorar sempre meia hora a arranjar-me antes de ir ter com ela. Não quero que deixar de me importar com se ela está a usar um vestido bonito. Não quero que fiquemos comfortáveis um com o outro. Quando isso acontece...tu percebes, não percebes?&lt;br /&gt;Levei a garrafa de cerveja aos lábios e bebi um golo a olhar para o mar. Pensei no que ele tinha dito e sorri. Ele tinha razão. Ele tem razão. A música naquela esplanada era fantástica,&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 0);font-family:verdana;" &gt;Numa de &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(255, 204, 0);font-family:verdana;" &gt;Death cab for cutie- Technicolor girls&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-114668058589172801?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/114668058589172801/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=114668058589172801' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/114668058589172801'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/114668058589172801'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/05/utopia-do-sonho-utopia-da-realidade-3.html' title='A utopia do sonho é a utopia da realidade (3)'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-114614950554758177</id><published>2006-04-27T15:45:00.000+01:00</published><updated>2006-04-27T15:51:45.576+01:00</updated><title type='text'>100º post deste blog (viva eu)</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Apesar de esta ser uma marca importante para o ah ok, eu não vou falar apenas disso. Não, em vez disso, vou falar de algo mais importante: acabei de ver a primeira série do OC.  Para quem conhece:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="color: rgb(255, 204, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Marissa: I love you.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="color: rgb(255, 204, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Ryan: Thank you.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(255, 204, 0);"&gt;(later)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(255, 204, 0);"&gt;Seth: at least you were polite&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-114614950554758177?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/114614950554758177/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=114614950554758177' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/114614950554758177'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/114614950554758177'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/04/100-post-deste-blog-viva-eu.html' title='100º post deste blog (viva eu)'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-114579222533842679</id><published>2006-04-23T12:02:00.000+01:00</published><updated>2006-04-23T12:37:05.366+01:00</updated><title type='text'>A utopia do sonho é a utopia da realidade (2)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/2928/1532/1600/turner%20style.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2928/1532/320/turner%20style.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Eu apenas via um infinitorelvado. Mentira: estava uma rapariga deitada, com um longo cabelo castanho e uma pele pálida. Uma pele tão pálida. Na minha consciência não poderei comentar a sua beleza. Durante aquele sonho, a beleza não me interessou. Porque eu não tinha nada a que comparar aquela rapariga. Ela era tão diferente de todas as outras. Não se parecia com as raparigas da realidade. Sem perceber como, de repente estavas em pé. Estavas mesmo ao meu lado.&lt;br /&gt;-olá&lt;br /&gt;-olá...desculpa, onde estamos?&lt;br /&gt;ela sorriu. Como que encantada pelo que eu não sabia&lt;br /&gt;-Achas mesmo que isso interessa?&lt;br /&gt;e eu senti que não interessava mesmo.&lt;br /&gt;-não&lt;br /&gt;-eu conheco-te.&lt;br /&gt;-Desculpa, eu não me lembro da tua cara...Conhecemo-nos de onde?&lt;br /&gt;Ela sorriu outra vez, daquela mesma maneira.&lt;br /&gt;-Eu não faço parte da mesma realidade que tu.&lt;br /&gt;-hum?&lt;br /&gt;-Isto é um sonho, e apesar de eu não fazer parte do teu sonho, é por ti que eu vim.&lt;br /&gt;Acordei com os meus vizinhos a pregar qualquer coisa. Eles tinham sempre algo para pregar.&lt;br /&gt;Nunca tinha tido um conho como este, digno de pertencer a alguém.Este sonho, pelo contrário, não me pertencia apenas. Também pertencia à rapariga de pele pálida. Foi só quando estava a comer o pequeno-almoço que eu percebi&lt;br /&gt;-ela era linda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-114579222533842679?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/114579222533842679/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=114579222533842679' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/114579222533842679'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/114579222533842679'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/04/utopia-do-sonho-utopia-da-realidade-2.html' title='A utopia do sonho é a utopia da realidade (2)'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-114554394189076059</id><published>2006-04-20T15:10:00.000+01:00</published><updated>2006-04-20T15:41:03.433+01:00</updated><title type='text'>A utopia do sonho é a utopia da realidade (1)</title><content type='html'>Eu sou escritor. À sete anos que escrevo uma crónica diária, para um jornal. Ganho o suficiente para sobreviver. O meu apartamento está pago&lt;br /&gt;(pelos meus pais)&lt;br /&gt;e eu vou sobrevivendo.&lt;br /&gt;Três anos já passaram desde a tarde em que o sonho veio cedo demais.&lt;br /&gt;(seis horas e o sol no céu)&lt;br /&gt;Já tinha acabado a crónica daquele dia e o sono veio&lt;br /&gt;(cedo demais)&lt;br /&gt;Enviei-a para o meu chefe e acho que adormeci ali. Aquele momento em que já não estamos acordados&lt;br /&gt;(ainda não dormimos)&lt;br /&gt;é o mais misterioso. Nunca nos lembramos do que pensámos nesse momento. Nunca nos lembramos do que fizemos. Nada é claro. Os sonhos, quando são, rapidamente deixam de ser. Os sonhos rapidamente se apagam da memória. O sonho da tarde em que o sono veio&lt;br /&gt;(cedo demais)&lt;br /&gt;não se esvaiu. Ainda me lembro claramente de tudo. Acho que ocupa agora o lugar pertencente às manhãs de Agosto. Às dez da manhã, no café a ler um "paperback novel". Todas as conversas com o dono do café, eu esqueci-as. Já não sei qual é o clube do senhor. Não sei se ele tinha bigode ou barba completa. Mas lembro-me do sonho:&lt;br /&gt;Um enorme relvado. Conjuntos de ciprestes estavam espalhados, ao acaso. Aglomerados de meia-dúzia de ciprestes. Plantados no relvado&lt;br /&gt;Na verdade não os conseguia ver. Apenas sabia que eles estavam ali. Eu sabia, porque o mundo tem aglomerados de ciprestes. Eu sabia-o. Nos sonhos não temos de ver tudo.&lt;img style="cursor: -moz-zoom-in; width: 339px; height: 253px;" alt="The image “http://www.ibiblio.org/wm/paint/auth/turner/i/sun-setting.jpg” cannot be displayed, because it contains errors." src="http://www.ibiblio.org/wm/paint/auth/turner/i/sun-setting.jpg" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-114554394189076059?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/114554394189076059/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=114554394189076059' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/114554394189076059'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/114554394189076059'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/04/utopia-do-sonho-utopia-da-realidade-1.html' title='A utopia do sonho é a utopia da realidade (1)'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-114521383691997956</id><published>2006-04-16T19:33:00.000+01:00</published><updated>2006-04-16T19:57:16.936+01:00</updated><title type='text'>Não é perigoso confundir crianças com anjos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/2928/1532/1600/menino%202.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2928/1532/400/menino%202.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: times new roman; font-style: italic;"&gt;-Como te chamas?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: times new roman; font-style: italic;"&gt;-Os anjos não têm nome, senhor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: times new roman; font-style: italic;"&gt;-És um anjo, meu filho?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: times new roman; font-style: italic;"&gt;-Acho que sim, senhor. Talvez uma criança...Puz essa hipótese de lado por não ter nome.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: times new roman; font-style: italic;"&gt;-Eu chamo-me Ignácio Kagel.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: times new roman; font-style: italic;"&gt;Eu e o rapaz estavamos à espera do autocarro. Não está assinalado a existência de uma paragem. Todos os dias param vários autocarros naquele lugar. As pessoas habituaram-se a isso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: times new roman; font-style: italic;"&gt;Não sei porquê, mas o rapaz parecia dizer a verdade. Eu achei que ele era mesmo um anjo. Ele parecia mesmo um anjo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: times new roman; font-style: italic;"&gt;-O que fazes? No dia-a-dia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: times new roman; font-style: italic;"&gt;-Eu sorrio, Sr. Kagel.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: times new roman; font-style: italic;"&gt;-Sorris?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: times new roman; font-style: italic;"&gt;-Sim. Há quem me pague para sorrir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: times new roman; font-style: italic;"&gt;-Não vais à escola?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: times new roman; font-style: italic;"&gt;-Não. Eles só aceitam rapazes e raparigas. Eu nem nome tenho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: times new roman; font-style: italic;"&gt;-Então, apenas sorris?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: times new roman; font-style: italic;"&gt;-Também canto e toco violino em telhados. Hoje em dia já ninguém precisa de de músicos em telhados. Os melancólicos ainda me pedem às vezes. No geral, as pessoas precisam é de anjos a sorrir, Sr. Kagel.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: times new roman; font-style: italic;"&gt;-Podes sorrir para mim?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: times new roman; font-style: italic;"&gt;-O senhor está triste?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: times new roman; font-style: italic;"&gt;-Não, mas talvez o teu sorriso me faça eufórico.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: times new roman; font-style: italic;"&gt;-Escreva-me um poema.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: times new roman; font-style: italic;"&gt;Mas o autocarro chegou. O rapaz não subiu, estava à espera do próximo autocarro. Não o voltei a ver.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;div style="text-align: right;"&gt;20/08/1882&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-size:100%;" &gt;O texto acima ,foi retirado do diário de Ignácio Kagel. Todos os outros textos se resumem a textos normais para um barbeiro com era o Sr. Kagel. Estão descritos algumas zangas com a sua mulher, o divórcio. Alguns relatos das suas relações sexuais com a mulher que limpava a barbearia. O que sentiu quando o seu melhor amigo morreu num acidente de viação. É, portanto, muito provável, que este texto não seja fictício. É, portanto, muito provável, que este seja um relato real do seu encontro com um anjo.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: times new roman; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-114521383691997956?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/114521383691997956/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=114521383691997956' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/114521383691997956'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/114521383691997956'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/04/no-perigoso-confundir-crianas-com.html' title='Não é perigoso confundir crianças com anjos'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-114512984698459022</id><published>2006-04-15T20:32:00.000+01:00</published><updated>2006-04-15T20:37:28.520+01:00</updated><title type='text'>My name isobel / married to myself</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/2928/1532/1600/bjork.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2928/1532/320/bjork.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-114512984698459022?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/114512984698459022/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=114512984698459022' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/114512984698459022'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/114512984698459022'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/04/my-name-isobel-married-to-myself.html' title='My name isobel / married to myself'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-114486863267558697</id><published>2006-04-12T20:00:00.000+01:00</published><updated>2006-04-12T20:03:52.703+01:00</updated><title type='text'>Vamos lá todos!</title><content type='html'>&lt;img alt="The image “http://www.beejay.it/iblog/B1296756074/C2134356390/E20050704014040/Media/Live8.jpg” cannot be displayed, because it contains errors." src="http://www.beejay.it/iblog/B1296756074/C2134356390/E20050704014040/Media/Live8.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;Salvar um continente da pobreza extrema não é trabalho fácil. Bem mais fácil é comentar aqui no blog.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-114486863267558697?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/114486863267558697/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=114486863267558697' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/114486863267558697'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/114486863267558697'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/04/vamos-l-todos.html' title='Vamos lá todos!'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-114467779852397957</id><published>2006-04-10T14:41:00.000+01:00</published><updated>2006-04-10T15:03:19.123+01:00</updated><title type='text'>Ponte</title><content type='html'>-Não é que eu seja feio: Tenho apenas um ambiente estranho&lt;br /&gt;Disse Mário ao seu cão, quando o levava à rua&lt;br /&gt;(lusco-fusco)&lt;br /&gt;na ponte. Naquela altura do dia não lá estava ninguém&lt;br /&gt;(nada)&lt;br /&gt;e Mário Otnas gostava de lá ir todos os dias&lt;br /&gt;-O lusco-fusco faz o tempo perceber Monet&lt;br /&gt;e foi naquela tarde que começou a perceber, que o rio não é apenas água. O rio é tinta de pinceis diluida. Um verde, um azul. Violeta e laranja. É aquele frasco de salsichas&lt;br /&gt;(O autocolante "Nobre" já saiu, restando apenas as marcas de cola)&lt;br /&gt;ondem se limpam os pinceis. Um barco de madeira com fungos e tinta descascada.&lt;br /&gt;-Não é que eu seja feio: tenho apenas um ambiente estranho&lt;br /&gt;com as mãos atrás das costas e uma calvice crescente&lt;br /&gt;-Actualmente, o meu cabelo já só ocupa as patilhas e nuca.&lt;br /&gt;Mário Otnas não era feio&lt;br /&gt;-Sempre tive facilidade em arranjar namoradas. Pelo menos até à dez anos.&lt;br /&gt;apenas tinha um ambiente estranho. Aos poucos, tornou-se tímido e comecou a falar apenas de material de poesias. A última frase que dirigiu à mulher provocou o divórcio&lt;br /&gt;-Tirando eu, já ninguém se lembra da invasão dos anjos sem asas.&lt;br /&gt;-Mário, essa foi a gota de água.&lt;br /&gt;Nunca mais teve uma relação com uma mulher. Na verdade, deixou te falar com os amigos. Deixou de falar com as pessoas no geral. ele dizia que&lt;br /&gt;-As pessoas não percebem. As pessoas nunca perceberam.&lt;br /&gt;quando se olha ao espelho percebe a diferença entre ele e os outros. Ele é pessoa de vinyl e gira-discos.&lt;br /&gt;-O "Anything Goes" do Cole Porter.&lt;br /&gt;Aquele ambiente de gorro preto e charuto, jazz que lê Keats. Jazz de lusco-fusco na ponte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-114467779852397957?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/114467779852397957/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=114467779852397957' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/114467779852397957'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/114467779852397957'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/04/ponte.html' title='Ponte'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-114451155918217315</id><published>2006-04-08T16:50:00.000+01:00</published><updated>2006-04-08T16:52:39.310+01:00</updated><title type='text'>Medo do escuro</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/2928/1532/1600/radiohead.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2928/1532/320/radiohead.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-114451155918217315?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/114451155918217315/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=114451155918217315' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/114451155918217315'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/114451155918217315'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/04/medo-do-escuro.html' title='Medo do escuro'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-114442148548333178</id><published>2006-04-07T14:51:00.000+01:00</published><updated>2006-04-07T15:51:25.560+01:00</updated><title type='text'>Ele não chora</title><content type='html'>Ele tinha 20 anos quando, devido a uma doença herditária, deixou de ouvir. Passaram já dez anos e ele ainda não se esqueceu de nada. Ainda se lembra da mãe a&lt;br /&gt;-Não te esquecas do casaco.&lt;br /&gt;quando ainda era criança. Ainda se lembra do Obi-wan velhote a&lt;br /&gt;-A força estará contigo, sempre.&lt;br /&gt;mas já não ouviu o Ewan Mcgregor. Quando agoa lê as legendas, lê-as com a sua própira voz.&lt;br /&gt;(não se esqueceu da sua voz)&lt;br /&gt;Passaram já dez anos e ele ainda não se esqueceu de nada. Agora ele senta-se num banco de jardim e sente o ar roçar nos seus ouvidos. Sente a chuva melhor que ninguém. A relva está encharcada e a chuva molha o ar. A árovre de flores violeta está desfocada. No entanto as flores continuam violeta. Ele não chora&lt;br /&gt;(se chorasse, seria difícil notar)&lt;br /&gt;mas percebe que já não se lembra do som da chuva. Agora, quando a chuva cai, ele ouve Eric Satie&lt;br /&gt;-São as Trois Gymnopédies.&lt;br /&gt;Ele nao chora e sorri&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-114442148548333178?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/114442148548333178/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=114442148548333178' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/114442148548333178'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/114442148548333178'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/04/ele-no-chora.html' title='Ele não chora'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-114425326268014892</id><published>2006-04-05T17:04:00.000+01:00</published><updated>2006-04-05T17:07:42.700+01:00</updated><title type='text'>Ataque dos clones (1)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/2928/1532/1600/04-04-06_1057.0.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2928/1532/320/04-04-06_1057.0.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/2928/1532/1600/bandpic_17.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2928/1532/320/bandpic_17.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-114425326268014892?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/114425326268014892/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=114425326268014892' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/114425326268014892'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/114425326268014892'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/04/ataque-dos-clones-1.html' title='Ataque dos clones (1)'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-114414773223353808</id><published>2006-04-04T11:40:00.000+01:00</published><updated>2006-04-04T11:48:52.233+01:00</updated><title type='text'>Oasis mood</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-size:130%;" &gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 102);"&gt;Whats the matter with you? Sing me something new...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/2928/1532/1600/03-04-06_1426.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2928/1532/320/03-04-06_1426.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-114414773223353808?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/114414773223353808/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=114414773223353808' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/114414773223353808'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/114414773223353808'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/04/oasis-mood.html' title='Oasis mood'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-114414720943241746</id><published>2006-04-04T11:34:00.000+01:00</published><updated>2006-04-04T11:40:09.470+01:00</updated><title type='text'>Aquelas notas e eu a seus pés (versos)</title><content type='html'>Desdobras o tempo em bilhetes de cinema&lt;br /&gt;cubos de gelo partidos, lascas falsas&lt;br /&gt;Os bilhetes de cinema não são beijos&lt;br /&gt;beijos por dar, as tristes valsas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jardineiro de utopias odeia plantas&lt;br /&gt;e tu já sabes, a utopia é utopia&lt;br /&gt;Mas os teus lábios não esquecem os bilhetes&lt;br /&gt;beijos por dar, sonhos, fantasia&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-114414720943241746?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/114414720943241746/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=114414720943241746' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/114414720943241746'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/114414720943241746'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/04/aquelas-notas-e-eu-seus-ps-versos.html' title='Aquelas notas e eu a seus pés (versos)'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-114409126954836746</id><published>2006-04-03T19:47:00.000+01:00</published><updated>2006-04-03T20:07:49.620+01:00</updated><title type='text'>Aquelas notas e eu a seus pés</title><content type='html'>As palavras não chegam porque as palavras nunca encerram&lt;br /&gt;(nunca encerrarão)&lt;br /&gt;aquele piano que te acompanha sempre. As notas vêm sem voz alguma, sozinhas, com aquele sentimento sereno que tudo vai ficar bem. O piano não tem pianista&lt;br /&gt;(como poderiam os dedos humanos alcançar tais notas)&lt;br /&gt;mas estás lá tu ao lado. É o teu sorriso que o faz tocar. Ou é o piano que te faz sorrir.&lt;br /&gt;(impossível dizer quem começou primeiro, mas ninguém tenta)&lt;br /&gt;Quando sorris o piano toca. São poemas de amor&lt;br /&gt;(todos os poemas de amor)&lt;br /&gt;juntos nas teclas brancas e pretas, apenas por tu sorrires. São aqueles poemas que nunca conseguirias  fazer, com palavras que desconheces. Palavras que não sabes o que são, apenas te apetecem.&lt;br /&gt;-amor&lt;br /&gt;Não sujas os olhos por sentimentos menores. Não quebras as sobrancelhas&lt;br /&gt;(enfim, não perdes o apetite)&lt;br /&gt;a menos que seja&lt;br /&gt;-Ele&lt;br /&gt;com todas as pombas, nuvens de algodão e flores.&lt;br /&gt;Eu sentei-me no banco do teu piano e tentei tocar as notas murmuradas&lt;br /&gt;-dó menor&lt;br /&gt;e perdi-me. Os meus dedos são só, dez&lt;br /&gt;(os das mãos)&lt;br /&gt;e as notas douradas não têm pianista. Mas tentei, ajeitei o meu cabelo e puz a gola do casaco direita&lt;br /&gt;(consegui até tirar aquela nódoa invencível)&lt;br /&gt;mas nada. Não sorriste e as pessoas começaram a&lt;br /&gt;-não atrapalhes&lt;br /&gt;Não consigo tocar poemas que te apeteçam. Desculpa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-114409126954836746?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/114409126954836746/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=114409126954836746' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/114409126954836746'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/114409126954836746'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/04/aquelas-notas-e-eu-seus-ps.html' title='Aquelas notas e eu a seus pés'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-114356851445273661</id><published>2006-03-28T18:36:00.000+01:00</published><updated>2006-03-28T18:55:14.633+01:00</updated><title type='text'>Eterno enquanto durar</title><content type='html'>O primeiro sol de verão tão claro. Luz que sorrateira, nos abraça e&lt;br /&gt;-estás tão grande&lt;br /&gt;mas arde. Ficamos numa de&lt;br /&gt;-estou com calor, vamos para a sombra&lt;br /&gt;e numa de&lt;br /&gt;-Estou com frio, vamos para a luz&lt;br /&gt;Mas tu não. Tu gostavas desse&lt;br /&gt;-estás tão grande&lt;br /&gt;do primeiro sol de verão. Ficava-te bem nos cabelos. Nos olhos. Nesse teu sorriso de&lt;br /&gt;-amo-te&lt;br /&gt;só para mim. Numa esplanada a comer um gelado de limão&lt;br /&gt;-É mesmo feito de limão&lt;br /&gt;Lembrei-me das alturas em que comia gelados sosinho. À minha frente estava uma cadeira vazia Eu imaginava que estavas lá. Sentada. Nesse teu sorriso de&lt;br /&gt;-Amo-te&lt;br /&gt;só para mim. Sempre sonhei, nunca acreditei mesmo. Nunca pensei&lt;br /&gt;-Um dia, o primeiro sol de cerão tão claro.&lt;br /&gt;porque sempre sonhei, nunca acreditei mesmo. Mas tu estás à minha frente, agora. A comer gelado de limão. Um dia posso esquecer-me que sempre sonhei&lt;br /&gt;(nunca acreditei mesmo)&lt;br /&gt;Talvez um dia o sol&lt;br /&gt;-estás tão grande&lt;br /&gt;e eu nada. Eterno enquanto durar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-114356851445273661?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/114356851445273661/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=114356851445273661' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/114356851445273661'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/114356851445273661'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/03/eterno-enquanto-durar.html' title='Eterno enquanto durar'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-114322179225026437</id><published>2006-03-24T15:02:00.000Z</published><updated>2006-03-24T17:36:32.403Z</updated><title type='text'>I don't know what i can save you from</title><content type='html'>It was so cold that night. There was no rain. No wind. Just like if the sun disapeared. Laid in my sofa, I was listening to the cold. The music of the winter. The sound of the trees. The sound of hot chocolate. You can only hear it, if you don't move. If you try to catch every little noise. Just stay and listen, than i can hear the cars far away. The water boiling in the neighbours house. Girls laughing. The air still. The&lt;br /&gt;-trim&lt;br /&gt;phone&lt;br /&gt;-trim&lt;br /&gt;ringing.&lt;br /&gt;-Hi&lt;br /&gt;-Hi. It is Caroline. Can i go to your house? I really need to talk to you.&lt;br /&gt;-Yes, sure.&lt;br /&gt;-Thanks&lt;br /&gt;I couldn't remember your face. We had said goodbye three years before and it was it. I couldn't remember your smile. Were your eyes blue? green? We had kissed a few times, but i couldn't remember how you tasted. I started making cofee and&lt;br /&gt;-Maybe capuccino. Maybe she tasted like capuccino.&lt;br /&gt;But i couldn't remember for sure. You knocked at the door, and you were crying. A shy tear in the corner of the eye. Smiling&lt;br /&gt;(crying people always smile)&lt;br /&gt;you said&lt;br /&gt;-Have you got coffee?&lt;br /&gt;After, i couldn't understand what you said. I forgot how your voice sounded. Like a poem in a different language. Lie: I think I never knew how your voice sounded. I never knew the coulor of your eyes.&lt;br /&gt;-blue&lt;br /&gt;-Sorry?&lt;br /&gt;-your eyes. Are blue.&lt;br /&gt;Another smile&lt;br /&gt;(crying people always smile)&lt;br /&gt;Why hadn't I noticed the way you smile? Was I blind? But, yet, i still don't know what i can save you from.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(qualquer erro, digam sff)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-114322179225026437?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/114322179225026437/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=114322179225026437' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/114322179225026437'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/114322179225026437'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/03/i-dont-know-what-i-can-save-you-from.html' title='I don&apos;t know what i can save you from'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-114306724495314101</id><published>2006-03-22T22:19:00.000Z</published><updated>2006-03-22T22:40:44.996Z</updated><title type='text'>versos soltos 3</title><content type='html'>Penso muito em ti&lt;br /&gt;Naquelas bolhas de sabão que&lt;br /&gt;sopravas. Como dentes de leão&lt;br /&gt;Esquecias-te na banheira que o tempo não morre. Nunca&lt;br /&gt;ninguém o mata. Não o tentes matar, mas sopra. Como se&lt;br /&gt;dentes de leão.&lt;br /&gt;Penso muito em ti. Não directamente&lt;br /&gt;em ti: nas bolhas que tu foste. Encho a banheira e&lt;br /&gt;as bolhas ainda és tu. Rebento-as&lt;br /&gt;e espero encontrar os teus brincos.&lt;br /&gt;bilhetes de cinema. Livros. Óculos velhos&lt;br /&gt;partidos. Apenas&lt;br /&gt;-pop&lt;br /&gt;nada lá dentro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-114306724495314101?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/114306724495314101/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=114306724495314101' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/114306724495314101'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/114306724495314101'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/03/versos-soltos-3.html' title='versos soltos 3'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-114278139519854192</id><published>2006-03-19T15:08:00.000Z</published><updated>2006-03-19T15:16:35.200Z</updated><title type='text'>Carta a ti de mim</title><content type='html'>Eu acho que me amas. Já á algum tempo que dou comigo a pensar&lt;br /&gt;-ela ama-me&lt;br /&gt;e a terra é pão-de-ló. Os pés pisam-na e ela&lt;br /&gt;-pão-de-ló&lt;br /&gt;fica. Sabes o que é? É a maneira como tu me olhas.&lt;br /&gt;-Todos gostam de uma boa história de amor.&lt;br /&gt;e a terra são eles. Quando me olhas, com esse olhar de ir, eu já sei&lt;br /&gt;-Hoje, o pão-de-ló terá raspas de chocolate preto.&lt;br /&gt;Seria maldoso dizer que a culpa é tua? Os teus olhos espalham as raspas pela terra. Achas que culpa é demasiado forte? O que é que achas?&lt;br /&gt;Que perfume usas? Estou curioso, porque ás vezes a terra&lt;br /&gt;-pão-de-ló&lt;br /&gt;sabe a mel. Mas não mel normal. Mel o teu cheiro na minha boca. Engraçado: Cheira a mel, sabe ao teu cheiro. Muito engraçado: quando a terra&lt;br /&gt;-Pão-de-ló. Eu acho que ela te ama.&lt;br /&gt;e fica nesta marmelada durante horas.&lt;br /&gt;-pão-de-ló. Eu acho que ela te ama.&lt;br /&gt;Achas que tem razão? O que é que achas?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-114278139519854192?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/114278139519854192/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=114278139519854192' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/114278139519854192'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/114278139519854192'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/03/carta-ti-de-mim.html' title='Carta a ti de mim'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-114278075165700100</id><published>2006-03-19T15:04:00.000Z</published><updated>2006-03-19T15:05:51.676Z</updated><title type='text'>O escritor cometeu um crime. Apenas não foi a sangue-frio</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Capote enquadra-se no grupo dos "filmes de óscares". Um filme biográfico, que mostra a complexidade de uma personagem, que dificilmente pode ser inventada. A densidade destes personagens necessita uma qualidade de representação fora do normal. Quem são eles? John nash em "Uma mente brilhante", Ray Charles em "Ray", Johnny Cash em "Walk the line" e Capote no filme homonimo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Capote não é uma biografia, mas sim uma parte da vida de capote. A altura em que escreveu o livro "A sangue frio" e esse livro é o ponto central do enredo. A história de como Capote investigou um crime, em que uma família foi cruelmente assassinada. Capote acompanha os assassinos durante o seu julgamento e torna-se intimo de um deles. Forma uma relação próxima com um deles, que com o tempo se torna tenebrosa. Pois o seu livro tem de terminar e o julgamento tem vindo a ser adiado durante anos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Se até aqui Capote tinha ajudado os assassinos, com excelentes advogados, agora Capote deixa de ajudar. Eles têm que morrer para que o livro acabe. Enquanto capote ama um dos criminosos também o quer morto. Ele deixa de os ajudar com advogados, porque eles têm que morrer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Quem é capote? Um escritor. Um assassino.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Mas este é também um "filme de óscar" e portanto o actor principal, Phlip Seymour Hoffmann, é a verdadeira estrela. São actuações assim que nos fazem ver a diferença entre um grande actor e um bom actor. Porque Hoffman, neste filme, é Capote. A maneira como fala, como olham como anda. Hoffman é capote durante 115 minutos e nós acreditamos nele.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-114278075165700100?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/114278075165700100/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=114278075165700100' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/114278075165700100'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/114278075165700100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/03/o-escritor-cometeu-um-crime-apenas-no.html' title='O escritor cometeu um crime. Apenas não foi a sangue-frio'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-114235871791118923</id><published>2006-03-14T17:49:00.001Z</published><updated>2006-03-14T17:51:57.910Z</updated><title type='text'>o novo sub-título</title><content type='html'>O sítio onde me beijas&lt;br /&gt;-aqui, no ombro esquerdo&lt;br /&gt;ainda não dói&lt;br /&gt;beija-me outra vez&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-114235871791118923?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/114235871791118923/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=114235871791118923' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/114235871791118923'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/114235871791118923'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/03/o-novo-sub-ttulo_14.html' title='o novo sub-título'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-114235851140716887</id><published>2006-03-14T17:32:00.000Z</published><updated>2006-03-14T17:48:31.456Z</updated><title type='text'>Na noite de maio</title><content type='html'>Eras tu que chamavas pelo meu nome, naquela noite de Maio. Os pombos voavam escondendo o sol escondido. No vidro do meu quarto escreveste&lt;br /&gt;-amor&lt;br /&gt;o meu nome. Pensavas que o silêncio ia gritar e lembrar-me para sempre. Não. O silêncio sofria&lt;br /&gt;-amor&lt;br /&gt;o meu nome, silênciosamente. Escreveste-o no vidro do meu quarto, com sangue que nunca foi sangrado. Como se o diabo fosse um actor. Tentaste assustar o silêncio.&lt;br /&gt;-É sangue. Não te esqueças do nome dele.&lt;br /&gt;Mas o silêncio era o silêncio e não ligou. Não te preocupes comigo, amanhã o sol volta. Amanhã os pombos terão algo para esconder. Esquece o sangue que não existe.&lt;br /&gt;-Nada existe.&lt;br /&gt;Mas o sangue existe. Vermelho. Sangrado por alguém, por algo. O sangue que existe foi gritado, chorado. Morto. Esse sangue com que escreveste&lt;br /&gt;-amor&lt;br /&gt;o meu nome, não existe. Eu estou cá e&lt;br /&gt;-amor&lt;br /&gt;o meu nome também. Amanhã o sol volta e eu vou estar cá. O silêncio sou eu e tu, nuvens perdidas num céu limpo. O silêncio vai estar cá. Amanhã os saxofones vão tocar notas soltas e vai deixar de ser silêncio. Nessa altura, o silêncio serão nuvens perdidas num céu limpo (eu e tu), e vai sabê-lo. Porque o silêncio não existe&lt;br /&gt;nada existe&lt;br /&gt;e o silêncio não vale a pena o sangue.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-114235851140716887?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/114235851140716887/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=114235851140716887' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/114235851140716887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/114235851140716887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/03/na-noite-de-maio.html' title='Na noite de maio'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-114201375669748654</id><published>2006-03-10T17:50:00.000Z</published><updated>2006-03-10T18:02:36.786Z</updated><title type='text'>versos soltos (2)</title><content type='html'>Deus: nós num dia de inverno&lt;br /&gt;Apertados entre cobertores somos apenas um&lt;br /&gt;Sorrimos como só deuses o fazem&lt;br /&gt;E os teus braços são comos ramos de árvores&lt;br /&gt;em dias de vento&lt;br /&gt;Apertados entre os cobertores somos apenas um&lt;br /&gt;mas os teus cabelos são apenas teus&lt;br /&gt;Nuvens rasgadas do céu, como os teus cabelos.&lt;br /&gt;Apenas os posso olhar.&lt;br /&gt;Dos teus lábios apenas sinto o cheiro&lt;br /&gt;Como o suor que a terra deita, o aroma do sol&lt;br /&gt;O teu nome não sei pronunciar, ninguém sabe&lt;br /&gt;Nós os dois somos apenas um (deus)&lt;br /&gt;Mas eu sou apenas eu&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;*&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Fui ver as ondas, lembrar-me de que&lt;br /&gt;nada é meu, nem os beijos, nem os&lt;br /&gt;abraços que me deste, porque tu&lt;br /&gt;levaste tudo contigo. Ficaste com tudo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui ver as ondas. Mortas. Silêncio. Porque tu.&lt;br /&gt;Porque tu ficaste com elas, já não&lt;br /&gt;as posso ver. Tento mas os olhos&lt;br /&gt;ardem-me. Os olhos são lama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui ver as ondas, mas tu agarraste-me os pés&lt;br /&gt;Já não posso sentir os pés na areia. Ela é&lt;br /&gt;tua. Apenas os sol me arde nos pés. Nada&lt;br /&gt;vazio. Devolve-me só as ondas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-114201375669748654?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/114201375669748654/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=114201375669748654' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/114201375669748654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/114201375669748654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/03/versos-soltos-2.html' title='versos soltos (2)'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-114192322913431038</id><published>2006-03-09T16:32:00.000Z</published><updated>2006-03-09T16:53:49.190Z</updated><title type='text'>You are my sunshine</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0); font-family: courier new;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"The other night dear, as I lay sleeping,&lt;br /&gt;                               I dreamed I held you in my arms,&lt;br /&gt;but when I wo&lt;span style="font-family: courier new;"&gt;ke dear, I was mistaken,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: courier new;"&gt; and I hung my head and cried.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                            You are my sunshine, my only sunshine&lt;br /&gt;you make me happy when skies are gray&lt;br /&gt;you'll never know dear, how much I love you,&lt;br /&gt;please don't take my sunshine away.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I'll always love you and make you happy&lt;br /&gt;if you will only  say the same&lt;br /&gt;but if you leave me to love another&lt;br /&gt;you'll regret it all some day&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                               You are my sunshine, my only sunshine&lt;br /&gt;you make me happy, when skies are gray,&lt;br /&gt; you'll never know dear, how much I love you,&lt;br /&gt; please don't take my sunshine away.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;You told m&lt;span style="font-family: courier new;"&gt;e once dear you really &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: courier new;"&gt;loved me&lt;br /&gt;that no one else co&lt;/span&gt;uld come between&lt;br /&gt;but now you've left me and love another&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;you have shattered all my dreams.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;You are my sunshine, my only sunshine&lt;br /&gt;you make me happy, when skies are gray,&lt;br /&gt;you'll never know dear, how much I love you,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;please don't take my sunshine aw&lt;/span&gt;ay."&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;-Lembra-te de mim, feliz&lt;br /&gt;Tinhas um daqueles chupa-chupas em forma de bengala. Multi-colorido (verde, branco e vermelho) e as cores cobriam-no. Tiras de cor em espiral e as cores cobriam-no.&lt;br /&gt;Sentada numa velha árvore sem folhas. Acho que estavas lá desde pequena, com uma perna a pender, livre, no ar.&lt;br /&gt;-Eu tenho pensado em ti. No que me dizias. Nos poemas que eu te mandava pelas tuas amigas. Por favor, não te esquecas dos meus poemas.&lt;br /&gt;Sorriste envergonhada. Porque os teus olhos sempre foram os meus e se me olhasses&lt;br /&gt;-Descança, não esquecerei os teus poemas.&lt;br /&gt;perdias tudo.&lt;br /&gt;Os teus olhos tristes eram os meus olhos tristes, apenas eles. Não. Não eram apenas eles. Também eram.&lt;br /&gt;-Não te esqueças de onde estivemos. Todos os montes, todas as árvores, todos os cinemas, todos os teatros. Não te esquecas das fotografias. Não te esqueças de quando pedimos a um senhor&lt;br /&gt;balbucio, não tenho ideias, choro. Sou péssimo a recordar.&lt;br /&gt;que nos tirou uma fotografia. A nós.&lt;br /&gt;olhaste para mim triste e&lt;br /&gt;-Aquele senhor de barba comprida? Nunca me esquecerei, prometo.&lt;br /&gt;esqueceste-te que os teus olhos eram os meus.&lt;br /&gt;-Não te esquecas que os teus olhos são os meus.&lt;br /&gt;-Não me esquecerei.&lt;br /&gt;Eu sei que um dia te esquecerás. Ou apenas me recordarás um dia, insensível. Um dia com a tua família dirás&lt;br /&gt;-tive um dia um namorado.&lt;br /&gt;e nada mais. Vais-te esquecer dos poemas, sei que vais. Vou escrevê-los nas portas do paraíso, paraque quando lá passares, vais-te lembrar de mim.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-114192322913431038?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/114192322913431038/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=114192322913431038' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/114192322913431038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/114192322913431038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/03/you-are-my-sunshine.html' title='You are my sunshine'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-114183934128816103</id><published>2006-03-08T17:08:00.000Z</published><updated>2006-03-08T17:35:41.616Z</updated><title type='text'>Manias manhosas</title><content type='html'>Fui ver o capote ao cinema (brilhante) e lembrei-me do que os filmes me fazem. Alteram-me por completo. Como se eu tivesse uma tendência inata para representar. Acabei de o ver e a minha cara senti-a outra (desconhecida). Apenas diferente (desconhecida), como os filmes me fazem.&lt;br /&gt;-Gostaste do filme?&lt;br /&gt;-Sim, gostei (verdade. Era brilhante). Mas achei perturbador, manhoso.&lt;br /&gt;Ao dizer&lt;br /&gt;-perturbador, manhoso&lt;br /&gt;as palavras ficaram no ar. Consegui observá-las no ar, estáticas. Bolhas reflectindo as cores do mundo, estáticas, apenas por um momento. Apenas bolhas de sabão. Como se os meus lábios fossem argolas de plástico, circulos perfeitos. Como as usadas no circo, com animais que saltam pelo centro (em chamas). Apenas estas mais pequenas (sem chamas) que se mergulham em caixinhas cilindricas de sabão e água. Aquelas bolhas de sabão que os miúdos tenta apanhar, perseguir. As palavras&lt;br /&gt;-perturbador, manhoso.&lt;br /&gt;Como bolhas de sabão. Até que&lt;br /&gt;-Porquê perturbador?&lt;br /&gt;fez as bolhas rebentar no óbvio ululante. Na pergunta (óbvia ululante) com a qual não me tinha deparado. Porque é que o filme me perturbou? Porque os filmes me perturbam todos, uns no bom sentido outros no mau. Mentira: nada é preto e branco, sobretudo o que os filmes me provocam. O capote fez-me sentir capote (nem mal nem bem, capote) e por uns tempos, eu, torno-me o filme. Todos os actores (sobretudo capote, claro). Por poucas horas, o filme faz-me esquizofrénico. Mas, filmes felizes, alegres (apenas ideais) fazem-me sentir, ser melhor. Os filmes ensinam-me o que deve ser a vida (apenas ideais).&lt;br /&gt;-Porquê perturbador.&lt;br /&gt;Pela mesma razão pela qual o calor faz comichão (a mim) o capote é perturbador. Porque sou um apaixonado pela ficção do dia a dia (falta do sentimento de realidade). Nada que se possa compreender pela medicina tradicional (a natural compreende tudo). Nada de compreensível&lt;br /&gt;-Comichão o tanas. Não fiques hipocondríaco, s.f.f.&lt;br /&gt;pelo meu pai, pelo meu irmão ou por outro punhado pe parentes afastados (a minha mãe compreende tudo).&lt;br /&gt;Verdade: os filmes nunca me fizeram comichão. Pelo contrário, à uns meses tentei conservar ao máximo aquela sensação de ter visto um filme feliz, alegre (apenas ideal). Vi todos os do Woody Allen e revi vários. A sensação começou a desaparecer.&lt;br /&gt;-A sensação apenas existe porque é rara e pouco real. Se tentas torná-la eterna, ele irá desvanescer-se.&lt;br /&gt;Disse eu alto a mim mesmo.&lt;br /&gt;-No entanto, a comichão vai existir sempre que esteja calor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-114183934128816103?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/114183934128816103/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=114183934128816103' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/114183934128816103'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/114183934128816103'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/03/manias-manhosas.html' title='Manias manhosas'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-114167663641552902</id><published>2006-03-06T20:07:00.000Z</published><updated>2006-03-06T20:23:56.466Z</updated><title type='text'>what's love got to do with it, got to do with it</title><content type='html'>Um dia fui novo. Inocente (ignorante). O meu irmão estava no quarto com um amiga e eu era inocente (ignorante). Abri a porta, sem pensar.Não abri a porta, porque os pés do meu irmão&lt;br /&gt;-Bate à porta antes de entrar.&lt;br /&gt;não deixaram.&lt;br /&gt;Os pés do meu irmão (descalços).&lt;br /&gt;-Coitado do teu irmão&lt;br /&gt;disse ela.&lt;br /&gt;-Coitado nada. Basta bater à porta.&lt;br /&gt;disse ele.&lt;br /&gt;Estavam os dois (ele e ela) no quarto. Apenas a falar, mais nada.Não sei do que falavam antes de eu entrar. Não sei do que falavam depois de eu não ter entrado.&lt;br /&gt;Agora sou novo (não tanto, as costas já me pesam) e agora penso&lt;br /&gt;-isso é que é amor&lt;br /&gt;muitas vezes.&lt;br /&gt;Agora sou novo e passo o tempo a pensar que ele teve (tem) sorte (tanta). Uma rapariga no quarto, no meu quarto. Com o meu candeeiro, as minhas curtinas, a minha estante, a minha música.&lt;br /&gt;Impossível. Sim. Mas se não for (é). Se eu estiver em casa (sozinho) e&lt;br /&gt;-Olá, amo-te posso entrar?&lt;br /&gt;Não se riam. Impossível. Sim. Mas tenho de continuar, portanto punhamos o impossível de parte.&lt;br /&gt;Que música poria? Convidava-a para dançar? Há uns meses, num cinema, ouvi uma música e&lt;br /&gt;-Eu poderia pôr isto a tocar para ela, se alguma rapariga vier ao meu quarto.&lt;br /&gt;era do iron and wine.&lt;br /&gt;Agora sou novo e não há ninguém no meu quarto. Eu imagino como será quando houver, se houver. Imagino muito. Imagino onde ela estaria sentada. Imagino onde eu estaria sentado. Imagino onde o meu irmão estaria sentado, paraque quando tentassem abrir a porta, o pé dele não deixava e&lt;br /&gt;-Bate à porta antes de entrar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-114167663641552902?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/114167663641552902/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=114167663641552902' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/114167663641552902'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/114167663641552902'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/03/whats-love-got-to-do-with-it-got-to-do.html' title='what&apos;s love got to do with it, got to do with it'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-114116271448406606</id><published>2006-02-28T21:29:00.000Z</published><updated>2006-02-28T21:38:34.503Z</updated><title type='text'>Versos (soltos)</title><content type='html'>Tu és versos (soltos)&lt;br /&gt;suspiraste, morreste um pouco&lt;br /&gt;morreste um pouco mais&lt;br /&gt;Apenas pelos teus suaves lábios&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tu és versos (soltos)&lt;br /&gt;dançavas mal, não dançavas&lt;br /&gt;na pista de dança (perdida)&lt;br /&gt;Apenas as luzes te confundiam&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tu és versos (soltos)&lt;br /&gt;Nunca amaste nada de especial (apaixonavas-te)&lt;br /&gt;Apaixonei-me, dizias tu&lt;br /&gt;Apenas nunca soubeste a palavra amo-te&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tu és versos&lt;br /&gt;(soltos)&lt;br /&gt;Farpas da cruz de cristo&lt;br /&gt;(espetadas no meu pé)&lt;br /&gt;Balão de palhaço&lt;br /&gt;(em forma de espada)&lt;br /&gt;Apenas Deus e o Diabo&lt;br /&gt;(na mesma gaveta)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-114116271448406606?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/114116271448406606/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=114116271448406606' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/114116271448406606'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/114116271448406606'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/02/versos-soltos.html' title='Versos (soltos)'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16222252.post-114105438608553845</id><published>2006-02-27T15:10:00.000Z</published><updated>2006-02-27T15:33:06.210Z</updated><title type='text'>Banco de jardim 6 (porra)</title><content type='html'>Escrevi um poema sobre ti. Escrevi-o no nosso banco.&lt;br /&gt;-No meu e no teu.&lt;br /&gt;Escrevi-o com corrector branco. Escrevi-o com as nuvens que um dia acompanharam o nosso café.&lt;br /&gt;- O meu e o teu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhaste-me com os teus olhos&lt;br /&gt;Nostálgicos por algo que desconheces&lt;br /&gt;de um pai que nunca viste&lt;br /&gt;que nunca ouviste, que nunca leste&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhaste-me com os teus olhos, tão triste&lt;br /&gt;No entanto, só eles&lt;br /&gt;Os teus lábios sempre sorriram&lt;br /&gt;com energia, lábios histéricos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhaste-me com os teus olhos, inventados&lt;br /&gt;não descobertos&lt;br /&gt;Não que mentissem, apenas se lembravam&lt;br /&gt;Um pai que nunca viste (ouviste, leste)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas se lembravam&lt;br /&gt;era um segredo que só eles sabiam&lt;br /&gt;olharam-me, tão tristes&lt;br /&gt;sussurraram-me o que tu desconheces&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leste este poema com uma indiferença brutal. Com os olhos, devagarinho, fizeste todas as nuvens escritas desaparecer. Já não eram nuvens, mas corrector branco.&lt;br /&gt;-Apenas corrector branco.&lt;br /&gt;Juro que nesse dia tentei fazer-te sorrir. Tentei fazer-te sorrir. Porra, eu menti. Disse que tinha feito o sol a pensar em ti. Disse que achava que a luz ficava bem com a tua pele. Disse:&lt;br /&gt;-A luz fica bem com a tua pele.&lt;br /&gt;Porra, eu menti para te fazer sorrir. Tu apenas inspiraste. Tu apenas suspiraste e deste comida aos pombos. Eu disse que te amava porra. Tu disseste que eu&lt;br /&gt;-Aborreces-me e eu vou-me embora&lt;br /&gt;e nunca mais irias voltar. Tu nunca mais irias voltar&lt;br /&gt;-Como é que podes ir? Como é que  podes oferecer-me o mundo (a vida eterna) e depois ir? Como é que podes cuspir o paraíso na minha cara? Como é que podes escarrar o paraíso na minha cara? Isso, é isso que tu és! Escarra paraísos!&lt;br /&gt;Franziste o sobrolho. Apenas franziste o sobrolho e foste-te embora. Eu gritei&lt;br /&gt;-Escarra paraísos&lt;br /&gt;pela minha pele. Chorei tanto.&lt;br /&gt;Chorei apenas um pouco mais.&lt;br /&gt;Eu gritei&lt;br /&gt;-Desculpa&lt;br /&gt;pela minha pele. Desde então que tenho vivido neste banco. À dez anos que passo os dias e as noites neste banco. À tua espera, a tentar recolher o que resta de ti.&lt;br /&gt;Lixaste-me a vida.&lt;br /&gt;Desculpa.&lt;br /&gt;Puta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16222252-114105438608553845?l=ahok.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ahok.blogspot.com/feeds/114105438608553845/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16222252&amp;postID=114105438608553845' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/114105438608553845'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16222252/posts/default/114105438608553845'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ahok.blogspot.com/2006/02/banco-de-jardim-6-porra.html' title='Banco de jardim 6 (porra)'/><author><name>Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11123872556805091611</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
